Aviso!

Olá caro humano, seja bem-vindo ao nosso mundo sobrenatural! Se essa é sua primeira vez aqui, recomendo que comece a lê por nossa primeira história, “O Sequestro”, que pode ser facilmente encontrado se você abrir o botão da primeira geração, Detectives, que fica no menu acima. Caso você seja um de nossos fãs, tenha uma boa leitura e não esqueça de comentar, ou caso contrario, kraismos morderá todos vocês, isso se Castiel não lhe bater primeiro.

sábado, 24 de outubro de 2015

06 - Homicídio ou suicídio?




I


            -Ora, ora, ora, se não é meu bom e velho amigo David Huhlvan. –Disse Dorisglayson entrando em uma casa de chá.
            O jovem detetive colocou sobre a mesa sua xicara e disse com certo desprezo em sua voz.
            -Não sei o porquê de tamanha supressa, se foi você que me chamou até aqui.
            Desfazendo-se de seu sorriso o jovem oficial sentou-se na mesma mesa do detetive e lhe respondeu.
            -Ora meu caro, não seja ranzinza...

            -Por que você me chamou aqui? –Disse M. Huhlvan cortando a fala do oficial.

            Dorisglayson já desesperançoso disse.

            -Eu só gostaria de informa-lo que eu voltei a trabalhar para a polícia e que estarei saindo da cidade em menos de um mês e...

            -Disso eu já sabia. –Falou o detetive levando a xícara à boca.

            -Mas o que você não sabe é que...

            -Que você só aceitou voltar a trabalhar para a polícia britânica porque eles lhe ofereceram um cargo em um grupo de inteligência inglesa, e você estará viajando em exatamente quatro dias para algum lugar na Ásia, onde sua localização e a de seus colegas são desconhecidas. Só que para ser mais especifico, você vai para a china, para ser mais específico, para a Cidade Proibida, pois há rumores  que um dos artefatos sagrados poderá ser roubado antes do próximo ano novo chinês. –David olhou para o rosto perplexo de M. Tayllor e voltou a falar. –pelo amor de Deus Dorisglayson, quem você acha que ele indicou para esse cargo, logo após ter recusado vária vezes.

            -Você não presta mesmo, garoto!

            David deu um leve sorriso que logo se desfez ao olhar para xicara e ver que seu chá havia acabado. Antes que ele pudesse pedir mais, foi interrompido pela chegada de um velho oficial da polícia.

             -Que bom encontrá-los aqui, senhor Huhlvan e senhor Tayllor. –Disse M. Helmsley.

            -Jackson meu velho amigo, sua cara não está muito boa. –Falou Dorisglayson.

            O velho fitou M. Tayllor e o jovem Huhlvan e disse.

            -É porque não trago boas notícias, meu caro. –Ele desviou o olhar para o mais jovem e voltou a falar. –Senhor Huhlvan, o seu amigo, o detetive Pieter, acabou de cometer suicídio.

            David ainda sentado perguntou.

            -Mas como foi isso M. Helmsley?

            -Não sei, eu acabei de ser informado e assim que soube liguei para sua casa e sua prima me falou que eu lhe encontraria aqui, eu estou indo agora para o apartamento dele, se os senhores quiserem me acompanhar.

            -Mas é claro que iremos Jackson. –Informou Dorisglayson. –Não é mesmo David?

             -Claro. –Disse o garoto, levantando-se e deixando algumas moedas sobre a mesa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


II


            Não levou muito tempo e os três estavam dentro do pequeno apartamento do ex-detetive Pieter.
            O pequeno cômodo estava impecável, com cada objeto em seu devido lugar, o apartamento era pequeno, mas de bom gosto. Os móveis eram luxuosos e vários objetos ali presentes eram itens de colecionador.
            Ao chegar à cozinha, eles encontraram o corpo de Willian ainda pendurado pelo pescoço, os sinais de enforcamento eram evidentes, o corpo do detetive estava molhado. Onde havia sido contado que ele tinha saído do banho pouco antes de se matar, a cadeira da mesa que tinha usado para enforcar-se permanecia no mesmo local. O corpo do ex-investigador estava pálido e frio, como a neve que envolve as ruas de Londres no natal.
            -Ele deixou alguma carta de suicídio? –Perguntou M. Tayllor.
            Um dos oficiais que já estava no local respondeu.
            -Nós mão tocamos em nada, mas aparentemente ele não deixou nada.
            -Intrigante. –Falou David.
            -O quê, Meu bom amigo? –Perguntou Dorisglayson.
            Mr. Huhlvan não disse nada, apenas se aproximou do corpo, subiu na cadeira onde aparentemente ele havia usado, e tocou no rosto dele.
            -Interessante. –Voltou a falar.
            -Algum problema, David? –Disse o chefe de polícia.
            -Não. –Respondeu o garoto. –Apenas um. –Houve uma pequena pausa, tempo esse que David usou para descer da cadeira e se aproximar dos demais. –Por que uma pessoa que vai cometer suicídio tomaria banho antes?
            -Então você está insinuando que ele foi assassinado? –Perguntou um dos oficiais.
            David sorriu apenas.
            -Então o que você sugere, M. Huhlvan? –Perguntou M. Helmsley.
            Olhando para ele David disse.
            -Mandem seus homens colocarem cuidadosamente o corpo de M. Pieter sobre a cama e chame o primeiro médico legista que venha a sua cabeça. –O garoto respirou fundo e disse indo para o quarto. –GAME STATUS...







III



Após fazer uma análise no quarto de Pieter, verificando cuidadosamente cada canto da casa, cada gaveta e cada prateleira de uma pequena estante de livros que estava no quarto, David concluiu que nada foi retirado do quarto e nem deixado.
A cama estava bem forrada e as roupas estavam todas passadas e organizadas em seus devidos lugares, até mesmo a carteira de Willian estava intocável, e ainda havia algumas libras dentro dela.
            Ao recolocar a carteira sobre o criado mudo, o detetive se dirigiu ao banheiro, onde não encontrou nada, apenas o leve vestígio de água, sinal que a banheira havia sido usada.
            Chegando à sala, David teve seu raciocínio interrompido por Dorisglayson.
            -David, o medico legista chegará em menos de meia hora, de acordo com Jackson.
            -O.K.
            -Pra onde você está indo?
            -Vou falar com o porteiro do prédio, gostaria de ir comigo? –Mr. Huhlvan não esperou pela resposta, virou-se e começou a ir para a recepção.
            -Posso lhe ajudar em alguma coisa, senhor? –Falou um velho senhor que estava na recepção.
            -Sim, o senhor conhece o senhor Willian Pieter do apartamento 67?
            Com um olhar doce e cansado disse.
            -Ele costumava parar e conversar comigo, eu fiquei sabendo o que aconteceu com ele, e não entendo como um homem tão alegre e vivo feito ele, teria motivos para se matar.
            -Eu sei como se sente. –Disse o garoto. –Como o senhor o conhecia bem, o senhor poderia me informar se ele recebeu a visita de alguém esses dias?
            Após observar bem o garoto, ele disse sem muita dificuldade.
            -Não meu jovem, desde que o senhor Pieter veio morar aqui, há cerca de um ano, ele nunca recebeu visitas de ninguém, e também nunca trouxe ninguém para seu apartamento, sempre chegava pontualmente às 23 horas e lhe garanto que ele nunca trouxe ninguém aqui.
            -Mas nas conversas que ele tinha com o senhor, ele alguma vez mencionou algum caso, amor do passado ou filhos?
            -Não, nunca. –Disse ele cansado. –Ele sempre foi um homem de respeito, ao menos a meu ver, e ele nunca mencionou ter tido algum filho ou ter se casado alguma vez.
            Dando uma leve coçada atrás da cabeça, David sorriu e agradeceu ao pobre senhor, em seguida voltou para o quarto de Pieter.
            Antes que o detetive pudesse chegar ao andar do quarto, foi parado por um outro funcionário do prédio que aparentava ser apenas uns três a quatro anos mais velho que David.
            -Posso lhe ajudar em alguma coisa, meu rapaz? –Perguntou ele.
            -Talvez senhor, quem é?
            -Eu sou Rony, e sou o síndico desse prédio.
            David fez uma rápida análise no garoto e disse.
            -Eu sou David Huhlvan, estou com os agentes da polícia, o senhor deve estar ciente sobre o ocorrido, não?
            -Mas é claro.
            -Ótimo, o senhor conhecia o falecido? –Perguntou David.
            -Sim, sim, todos os funcionários o conheciam, ele sempre foi uma boa pessoa, é lamentável o que aconteceu.
            -De fato. –David voltou a falar. –O senhor saberia me informar se ele tinha caso com alguém?
            Ao pensar um pouco ele respondeu que isso não sabia dizer, pôs M. Pieter nunca havia levado ninguém ao seu apartamento.
            -Quando ele saía, a que horas costumava voltar?
            -Se não me engano, sempre antes das 23 horas, caso o senhor queira conferir, pode perguntar a Aurélio, o senhor que fica na recepção.
            -Está bem. –Falou o detetive. –O senhor conversava sempre com ele?
            -Nem tanto, mas ele falava sempre com todos os funcionários, e com alguns moradores        .
            -Recentemente o senhor percebeu alguma mudança no comportamento dele?
            -Se o senhor refere à tristeza ou depressão, a resposta é não, ele sempre foi um homem alegre.
            David pensou um pouco e disse.
            -É tudo Rony, muito obrigado!
            Com uma leve saudação o síndico voltou aos seus afazeres.
            Não demorou muito e o Huhlvan estava dentro do quarto de M. Pieter, ao lado do legista.
            -Boa noite, senhor. –Começou ele. –Creio que o senhor já tenha feito uma análise no corpo, o senhor poderia relatar os motivos reais da morte dele.
            Ao se aproximar do cadáver, o médico começou a falar.
            -Ele morreu em torno das 22 horas, como podemos ver. –Disse ele apontando para uma região do pescoço. –Seu esternocritomastódio foi forçado devido ao peso do seu corpo, fazendo o pescoço quebrar, como podemos ver aqui, as bordas dos olhos dele estão roxos, ou seja, antes de ter o pescoço quebrado ele asfixiou, e essa é supostamente o motivo de sua morte.
            -Ou seja, ele de fato se enforcou?
            -Exatamente.
            David olhou firmemente para o corpo jazido na cama e disse.
            -O senhor trouxe luvas, não?
            -Claro. –Disse o médico indo em direção a sua maleta, voltando com um par de luvas.
            David as colocou e retirando o forro que cobria o resto do corpo, sendo seguido pelo médico. Ele descobriu o falo, encontrando restos de sêmen sobre a glande.
            Com um sorriso David disse.
            -O senhor sabe o que isso significa?
            -Que ele teve algum tipo de ejaculação. –Disse o médico.
            -Errado! –Afirmou David. –Significa que ele foi assassinado.
            David virou-se para a porta antes de continuar a falar.
            -Mr. Helmsley, Mr. Tayllor. –Gritou ele.
            Os dois homens atravessaram a porta do quando David disse.
            -Vejam isso.
            Quando eles se aproximaram o jovem começou a narrar os fatos.
            -Se os senhores perceberem, há vestígios de sêmen em baixo do prepúcio, ou seja, o nosso amigo aqui, provavelmente teve relações sexuais antes de morrer.
            -E porque isso é tão importante? –Perguntou M. Helmsley.
             -O que o nosso amigo Huhlvan quis dizer Jackson. –Começou Dorisglayson. – É que, se ele havia tomado banho antes de suicidar-se, como teria vestígios de esperma no corpo dele? Chegando assim a conclusão que o fato do nosso amigo ter tomado banho é falso.
            David sorriu para seu amigo.
            -E como você chegou a essa conclusão, rapaz? –Perguntou o chefe de polícia.
            -Primeiramente. –Começou David. –O fato de que sempre que saía ele voltava antes das vinte e três horas, e também pelo fato de haver objetos sexuais em uma das gavetas, que levaram a supor que ele estava tendo relações sexuais aqui em seu quarto, e provavelmente com algum morador do prédio, já que alguns funcionários do prédio me garantiram que ele nunca trouxe ninguém de fora para cá, e o fato dele ter cometido suicídio, eu descartei assim que o vi, porque ninguém tomaria banho antes de se matar. –Ele tomou fôlego e continuou. –E levando em consideração o que o nosso amigo disse. –Falou ele, referindo-se ao medico. –a hora da suposta morte de M. Pieter foi em torno das 22 horas, nós chegamos aqui as 23:40 e tecnicamente um corpo não passaria tanto tempo molhado. –Finalizou com um leve sorriso.
            -E como você acha que foi a morte dele, afinal de contas ele foi encontrado pendurado pelo pescoço na cozinha.
            -Bom, provavelmente, a pessoa que estava com ele é nossa principal suspeita, temos que localizá-la e interrogá-la.
            -Pelo que entendi. –Interrompeu Jackson. –Vocês falaram que ele estava se envolvendo com alguém desse prédio, não que eu seja um gênio, mas até uma criança deduziria que tem dezenas de pessoas morando aqui. –Houve uma pequena pausa. –E a pergunta que não quer calar, como nosso amigo foi acabar naquela forca improvisada na cozinha?
            David respirou fundo antes de tentar responder e aproveitou para dar mas uma rápida olhada no quarto, quando ergueu a cabeça, serrou os olhos e voltando o olhar para o velho oficial ele disse.
            -E se o nosso amigo não foi enforcado na cozinha, nós sabemos que ele de fato foi pendurado vivo em uma corda, mas não sabemos qual a real situação dele no momento e nem tão pouco se ele de fato foi enforcado lá.
            -O que você quis dizer com isso, David? -Perguntou M. Tayllor.
            -Menos conversa e mais ação, meu caro. –Disse o garoto. –Ajude-me a mover a cama de M. Pieter para o lado.
            Sem mais perguntas o outo investigador assim fez, ao terminar de mover a cama, David pediu para que seu amigo lhe desse uma pequena ajuda para subir em uma viga que estava no quarto.
            Como já dito anteriormente, o apartamento de M. Pieter estava repleto de itens para colecionador. Havia espadas, medalhões, estátuas, quadros, entre vários outros objetos, havia de tudo um pouco digamos assim; e como tal, o cômodo foi redecorado de forma que ficasse favorável a quantidade de objetos. O piso era de madeira, as paredes pintadas de um leve tom de marrom e o teto era um pouco mais baixo que o normal e havia linhas de madeiras colocadas abaixo do teto original, deixando-o assim mais baixo, e com um ar mais refinado.
            David agarrou-se em uma as vigas e sumiu sentando-se em nela, e ficando em uma posição bastante desagradável ele olho por toda a linha e disse.
            -Como pensei há poeira em toda essa linha, mas tem um lugar onde há uma pequena marca.
            -E isso significa que? –Perguntou Dorisglayson.
            -Significa, meu amigo que algo passou por aqui, e levando em consideração que a cama de William ficava exatamente de baixo desse local, me arrisco em chutar que o que passou por esse lugar na linha foi uma corda, e me arrisco mais ainda em afirmar que nosso amigo foi enforcado aqui.
            Após um leve esforço M. Huhlvan saltou de cima da linha e batendo a poeira de suas roupas, juntou-se aos demais.
            -Então meu caro. –Disse M. Tayllor. –Então vamos supor que, após a relação pós-gozo, nosso amigo aqui foi enforcado e morto?
            -Exatamente. –Respondeu David.
            -E depois. –Continuou ele. –O assassino arrastou o corpo até a manheira e o deixou lá, voltou par o quarto arrumou a cama, livrou-se de todas as provas que levavam a crer que alguém esteve aqui, se livrou provavelmente de cartas e fotos comprometedoras. –Para cada palavra que o detetive falava, o jovem Huhlvan fazia movimentos com a cabeça sinalizava um sim e soltava leves sons de confirmação. –Daí voltou ao banheiro, molhou o corpo de M. Pieter vestiu-o com uma roupa short qualquer, o arrastou até a cozinha, pendurou o corpo lá colocando uma cadeira jogada por perto, limpou o chão, para se livrar das provas que mostravam que o corpo foi arrastado, em seguida molhou os próprios pés e trilhou um caminho falso até a cozinha se passando pelo já enforcado Wiliam Pieter, daí saiu do apartamento provavelmente sem ser visto, correto?
            -Não teria explicado melhor. –Afirmou David.
            -Agora meu amigo, como uma simples mulher poderia fazer tudo isso sozinha?
            -Não sei Dorisglayson, porque você não me explica?
            -Provavelmente, ela não trabalhou sozinha, alguém, talvez um irmão, um amigo?
            -Talvez sim, talvez não, mas é o que iremos descobrir. –David olhou para M. Helmsley quando disse. –Mr. Helmsley, quem foi que encontrou o corpo?
            -Um dos meus oficiais, ele veio até aqui a pedido do próprio M. Pieter.
            -E onde ele está agora? –Perguntou o detetive mais jovem.
            -Em frente ao prédio com os demais.
            -Chame-o, gostaria de lhe perguntar algumas coisas. –Ao  se virar para M. Tayllor ele disse. –Meu caro, você poderia conseguir para mim, a lista com todos os moradores deste prédio, incluindo idade, status social e civil?
            -Mas é claro. –Disse M. Tayllor saindo do quarto.
            -Mr. Helmsley, eu estarei na cozinha, por favor, mande seu agente pra lá, obrigado. –Falou David retirando-se.








IV



            Não demorou muito e um jovem policial de cabelo castanho claro, olhos do mesmo tom, pele clara e uma barba rasa e bem feita, entrasse na cozinha, deparando-se com David terminando de preparar uma xicara de chá.
            -Queira sentar-se. –Falou o investigador apontando para o assento de um pequeno balcão que havia na cozinha. –Aceita um pouco de chá? É de camomila.
            -Não senhor, muito obrigado.
            -Você que sabe. –Disse David, sentando-se a sua frente.
            Após alguns goles  seu chá  começou.
            -Fui informado que você encontrou o corpo de M. Pieter.
            -Exatamente.
            -Qual o seu nome meu jovem?
            -Alfonso, Alfonso Silver.
            -Quantos anos você tem? Alfonso. Posso te chamar de Alfonso, não posso?
            -Claro, eu tenho vinte e dois, senhor.
            (Eu adoro ser chamado de senhor pelos mais velhos, me dá um ar de superior.) pensou David com um leve sorriso seguido de mais um gole de seu chá.
            -Qual era sua relação com William?
            -Bom senhor, como eu sou da polícia e ele um investigador particular, nossa ligação era apenas de trabalho.
            -Compreendo, e quais assuntos você veio tratar com ele hoje?
            Logo após pensar um pouco ele disse.
            -Pra ser sincero eu não sei, ele apenas me ligou pedindo para eu vir.
            -Quais os trabalhos que vocês faziam juntos, porque você e não outro oficial, e como vocês se conheceram exatamente?
            -Como eu disse trabalhos policiais, ele sempre me pedia alguns papeis, listas telefônicas para que pudesse descobrir o paradeiro de algumas pessoas, eu não sei porque ele me escolheu, talvez por minha competência, e a gente se conheceu de um caso ao Sul de Londres, onde uma mulher foi assassinada.
            -Respostas rápidas. –David colocou a xícara sobre o balcão. –agora me diga a verdade.
            -Não entendi.
            -Eu verifiquei garoto, William nunca trouxe ninguém para cá, nem mesmo o seu trabalho, ele chegava sempre depois das vinte e três horas, e também conferi o telefone dele, ele não efetuou nenhuma ligação hoje. Agora ou você me fala a verdade ou terei que tomar seu distintivo e lhe prender por mentir para mim. –falou ele pegando a xicara e tomando mais um pouco de chá.
            Mr. Silver abaixou a cabeça respirou fundo e disse.
            -Eu me encontrava com William toda noite a mais ou menos um mês, digamos que nós tínhamos alguns interesses em comum, interesses esses que a sociedade não aceitaria muito bem digamos assim.
            -Onde vocês se encontravam?
            -Bom tudo começou de fato no caso da senhora Lee, que foi brutalmente assassinada, depois daquele dia começamos a nos encontrar em alguns eventos, festas, e há cerca de um mês, nos encontrávamos sempre às vinte horas na minha casa.
            -E porque você veio aqui ontem?
            -Pelo fato dele não ter ido até minha casa e nem me ligado, não pude ficar lá sentado e esperando, coloquei meu uniforme para não levantar muitas suspeitas e vim até aqui e acabei o encontrando enfocado.
            -Para quem acabou de perder alguém tão importante você até que não está tão mal.
            -Não irei mentir para o senhor, eu estou muito abalado, mas tenho que manter as aparências, não quero manchar o nome dele com choro ou melancolias desnecessárias, eu sei que se eu chorar não irei trazê-lo de volta.
            -Compreendo. Você sabe por que ele não foi a sua casa?
            -Não, ele estava morto quando cheguei, acho que isso eu nuca irei saber.
            -Isso não é tão verdade. –Disse David mudando o tom de voz para sarcástico olhando para o fundo da xicara vazia.
            -O que o senhor quer dizer com isso?
            -Na perícia descobrimos que antes dele morrer, ele havia acabado e ter relações sexuais com alguém, e que provavelmente esse alguém está por traz da morte dele. Então meu jovem eu tenho apenas duas teorias, ou você o  matou  ou nosso amigo Pieter te traía com outra pessoa, e nós sabemos que ele era tudo, menos um mau caráter.
            -O senhor não está insinuando que...
            -Eu não estou insinuando nada meu caro, são apenas teorias bastante relevantes. –Disse David interrompendo o jovem oficial.
            Alfonso respirou fundo e disse.
            -O.K. Eu entendo que é seu dever levar tudo em consideração, então antes que o senhor me pergunte Willian nunca me falou de nenhum relacionamento que ele já teve, eu sei que eu não fui o primeiro óbvio, mas nunca me interessei em saber de seus casos do passado, se é que o senhor me entende.
            -Claro, mas isso é o que irei descobrir daqui a pouco. –David levantou-se e disse. –Pode se retirar, Alfonso, e caso você encontre o detetive Tayllor, lhe peça para que seja mais rápido, por favor. –Terminou ele indo para o chaleiro.









V


            -Aqui está o nome de cada pessoa que mora neste prédio. –Disse M. Tayllor soltando uma papelada em cima do balcão da cozinha.
            David pegou folha por folha, descartou a maioria, só retirava um nome ou outro de uma das folhas e anotava em um pequeno caderno de capa de couro. Ao terminar ele disse.
            -Aqui tem o nome de oito pessoas, eu quero que você procure onde for preciso, mas descubra se M. Pieter já conhecia alguma dessas pessoas, se sim, quem e quando conheceu. Pois essa pessoa será a responsável pela morte do velho detetive Willian.
            -E o que o leva ter tanta certeza que foi uma dessas pessoas, e principalmente que ele já a conhecia antes de vir morar aqui?
            -Apenas faça o que lhe pedi, logo logo você saberá.
            O investigador saiu o mais rápido que pode, talvez se ele já não  conhece David, ficaria de certa forma com raiva por está cumprindo ordens, mas ao menos ele estava o ajudando em alguma coisa. Ele pesquisou a vida de cada um daquela lista, lugares onde viveram, nomes dos membros da família, lugares onde frequentava e estudaram. Pouco mais de uma hora de buscas, ligações e perguntas, chegou a uma conclusão, circulou um dos nomes do caderno e voltou ao encontro de David.
            -Aqui está meu velho amigo, o nome de quem você queria.
            David pegou o caderno e ao olhar para o nome destacado ele sorriu e disse.
            -Mistério resolvido, reúna a todos no salão do prédio, os oficiais M. Helmsley e as oito pessoas com os nomes aqui escritos. –Terminou ele indo em direção a saída.
            Menos de meia hora depois todos se encontravam diante de David no grande salão onde os moradores às vezes davam festas beneficentes.
            -Senhoras e senhores. –Começou o jovem Huhlvan. –Como todos aqui presentes já devem está sabendo, William Pieter foi encontrado morto no começo desta noite, e tudo levava a crer que havia sido suicídio, mas descobrimos que não, que tudo foi forjado pelo assassino, mas vamos ao que interessa; Willian foi morto após se envolver sexualmente com alguém, e essa relação o levou à morte. Pois bem, após o ato sexual ele foi enforcado e morto, mas quais os verdadeiros motivos para isso? Amor? Ciúmes? Pois bem, há um bom tempo atrás ele conheceu o oficial Alfonso Silver, porém ele estava se encontrando com outra pessoa ao mesmo tempo. William sempre saía todos as noites e voltava sempre antes das 23, mas porque? Bom, porque ele se encontrava com alguém aqui dentro, e foram esses encontros que o levaram à morte. –David tomou fôlego e prosseguiu. –Pois bem, como ele sempre estava aqui no mesmo horário todos os dias, deduzi que ele conheceu essa pessoa antes de vir morar aqui, e foi esse o motivo de ter escolhido esse prédio para morar, pois assim poderia se encontrar com essa pessoa sem levantar muitas suspeitas, mas como alguém poderia entrar e sair do apartamento de Pieter sem ser visto ou sem levantar suspeitas, como ele poderia andar livremente pelos corredores do prédio? Levando-se em consideração que William tinha mais de 50 anos e que gostava de garotos bem mais jovens, fiz uma pequena lista com os nomes de alguns moradores deste prédio, com o nome claro de alguém em mente, a única coisa que faltava era se ele já conhecia essa pessoa antes e vir para cá, e eu estava certo, só que William não teve apenas relações com uma única pessoa, enquanto meu amigo Dorisglayson procurava informações eu pesquisei com quem ele M. Pieter tinha contatos, e descobri que ele provavelmente ficou com os oito aqui presentes, corrija-me se estiver errado. –David parou de falar e esperou alguém ir contra ao que ele estava a dizer. –Continuando. -Disse ele vendo que ninguém ia falar. –Mas foi por causa de um de vocês que ele veio morar aqui e foi com essa pessoa que ele se envolveu essa noite. –Com um sorriso no rosto David virou seu caderno mostrando o nome que estava lá destacado. –(Rony Sibley). –Todos olharam para o sindico do prédio quando David disse. –O nosso amigo Rony como síndico poderia andar livremente pelo prédio sem levantar suspeitas, isso sem contar que ele havia se encontrando com Pieter há  cerca de dois meses antes dele vim morar aqui de acordo com o investigador Tayllor, isso está errado Rony Sibley?
            -Não senhor. –Respondeu ele com a cabeça abaixada.
            -O nosso querido M. Sibley transou com William, e bom isso não terminou muito bem para o pobre homem.
            Mr. Helmsley declarou ordem de prisão a ele cunhando David o interrompeu.
            -Vamos com calma Jackson, eu ainda não terminei, eu disse que ele é o responsável pela morte de William Pieter, mas não disse que foi ele quem o matou. –Os olhares se voltaram para David novamente. –Rony descobriu que M. Pieter estava tendo vários casos tanto com moradores como com outras pessoas, então ele deu um ultimato para William, ele teria que escolher entre nosso síndico favorito Rony ou os outros caras com quem ele ficava, o detetive Pieter aquele tosco, com todo o respeito, decidiu ficar com Rony e foi isso que o matou. –David coçou de leve a cabeça antes de continuar. –Como M. Pieter não saiu do apartamento para se encontrar com Alfonso ele veio até aqui e acabou pegando seu amado com outro na cama, bom, ele esperou Rony sair do quarto e quando Wiliam estava praticamente dormindo ele jogou a corda na linha de madeira, colocou o nó no pescoço do velho e o enforcou, forjando logo em seguida tudo o que presenciamos hoje.
            -Mentira. –Gritou o jovem policial.
            -A é mesmo? –Perguntou David. –Você se esqueceu de um detalhe, o porteiro do prédio, ele pode ser velho, mas lembra de muitos detalhes, como por exemplo a hora que você entrou no prédio, e essa hora não bate com a que você ligou para seu superior informando sobre o suposto suicídio.
            -Um simples testemunho de um velho gagá não é o suficiente para condenar alguém. –Disse M. Silver aos berros.
            -Não é apenas o testemunho dele meu caro. –Disse David em contra partida. –Você é um oficial da polícia, mesmo sendo novo no ramo você já presenciou vários casos, e tem base de como cometer um assassinato e omitir os fatos.
            -Mas...
            David o interrompeu.
            -Tem mais um detalhe crucial, os únicos que sabiam que o detetive Pieter havia sido assassinado eram eu, Mr. Tayllor, Mr. Helmsley e o médico legista, e quando eu conversei com você na cozinha, em momento algum lhe contei esse detalhe, mas você conversou livremente comigo, como se já soubesse desse pequeno detalhe, então Alfonso Silver, responda-me, quem além dos citados por mim, sabia que ele não havia cometido suicídio? O assassino é claro, e no caso você. –David sorriu ao concluir. –GAME OVER
            -Seu desgraçado. –Gritou M. Silver quando seus colegas de trabalho se aproximaram e o prenderam.
            Após o término de toda confusão Dorisglayson estava em frente ao prédio com M. Huhlvan quando ele disse.
            -Mas uma vez você mostrou que é um gênio, meu amigo.
            -Valeu. –Agradeceu David alongando as costas.
            -Você deveria ter aceitado o cargo na força de inteligência, você é bem melhor do que eu.
            -Nem tanto meu caro, trabalhar em equipe não faz muito meu estilo, e afinal de contas eu tenho outro assunto para resolver aqui na Europa.
            -E o que seria, posso saber?
            -Outro dia quem sabe, agora tenho que pegar um táxi. –Disse ele parando um taxi. –Até outra hora meu caro.
            Dorisglayson ficou a sós em meio aquela noite, e uma única dúvida vinha a sua mente, o que passaria na cabeça de alguém para recusar um dos melhores empregos já propostos na vida, mas nada lhe veio à mente.




J. Aeff

18 comentários:

  1. Nossa que reviravolta na historia, mas gostei muito.

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    1. fico feliz q tenha gostado, as proximas seram bem melhores rsrs

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, q bom q vc gostou kkkkk

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  3. A reviravolta cm disse Jaque, foi inesperada... Cara MT bom essa história...

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    1. Mais uma vez fico feliz que tenha gostado rs

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    2. Mais uma vez fico feliz que tenha gostado rs

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    3. N gostei n pow...
      Euu simplesmente ameiiiii!!!!

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  4. Menino e que palavrão da bixiga é esse " esternocritomastodio" kkkkk.... Acho que é assim que se escreve kkkk
    Tive que lê e relê um montão de vezes p conseguir falar direto, sem parar, isso... Kkkkkkk

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    1. Eu nem lembrava mais de ter usado essa palavra kkkk

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    2. Eu nem lembrava mais de ter usado essa palavra kkkk

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    3. Kkkkkkk eu quase n saio dela, MT difícil de ser pronunciada orr kkkkkk
      Precisava MSM disso....
      Kkkk

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  5. Kkkk David sempre sarcástico kkkk ele humilha muito os colegas kkkk Q homicídio em kkkk esse Silver jurando q enganava o Cara "David "...

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  6. Sem dúvidas David é um gênio, ele simplesmente não deixa passar nada.
    Muito bom.

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  7. Pieter era muito pegador kkkk David é muito foda👏e Alfonso achando que ia enganar David kkkkk muitooo bom!

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    1. kkkk, Pieter era muito vida loka, David é simplesmente um gênio. rsrs

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