Aviso!

Olá caro humano, seja bem-vindo ao nosso mundo sobrenatural! Se essa é sua primeira vez aqui, recomendo que comece a lê por nossa primeira história, “O Sequestro”, que pode ser facilmente encontrado se você abrir o botão da primeira geração, Detectives, que fica no menu acima. Caso você seja um de nossos fãs, tenha uma boa leitura e não esqueça de comentar, ou caso contrario, kraismos morderá todos vocês, isso se Castiel não lhe bater primeiro.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

33 - O curioso caso de Sara Gomes






Alguns meses atrás

I
-Hei, Hei, acorda. –Dizia um garoto.
            -O que é Ed. – Disse seu amigo se recusando a acorda.
            Ed era um garoto de 22 anos de idade de uma altura normal, sua pele era parda, cabelos negros cortado de forma curta, seus olhos eram castanhos e seu sorriso doce e inocente, ele vestia-se com roupas de cor clara, uma calça cinza e uma camisa branca.
            -Elion, tem um garoto na sala de visita que quer falar com você.
            Elion tem em torno de vinte anos, diferente do outro possuía uma pele clara, seus cabelos era de um castanho quase loiro e estavam cortados no mesmo estilo do primeiro só que de uma forma um pouco mais longa, seus olhos são de um castanho claro, era um pouco mais alto que seu amigo, vestia-se com roupas para dormir.
            Ele sentou-se na cama, olhando para o nada quando seu amigo o chamou novamente.
            -Elion, poxa, acorda.
            -Já acordei, o que o garoto quer?
            -Aparentemente é um caso, mas ele só entrara em detalhes com você. –Respondeu o mais velho.
            -OK. irei tomar um banho para descer, informe-o que já, já descerei.
            Não se passou muito tempo, e o rapaz já estava na sala de estar.
            Como Ed havia lhe dito, de fato era um garoto que estava querendo falar com ele.
            Um garoto que não aparentava ter mais que dezesseis anos de idade, seus cabelos e olhos eram escuros e sua pele quase na mesma tonalidade a de seu anfitrião.
            -Bom dia. –Elion falou olhando o garoto se levantar.
            -Boa tarde. –Respondeu o garoto fazendo o mais velho conferir as horas.
            -Ou certo. –Finalizou ele com um sorriso cumprimentando o garoto. –No que posso ajuda-lo? Senhor?
            -Tomas, Tomas Gomes, senhor. –Respondeu ele.
            -E no que eu poderia lhe ajudar senhor Gomes?
            -Há certo tempo, a minha avó desapareceu, a polícia nunca a encontrou e depois deu o caso como encerrado, gostaria  que o senhor a encontrasse.
            -Esse seu certo tempo, refere-se há quantos meses? –Perguntou o jovem detetive.
            -Vinte e três anos, para ser especifico.
            Elion ficou boquiaberto e pensou bem antes de falar.
            -Você supõe que eu vá atrás de uma pessoa que desapareceu a vinte e três anos, e você nem sabe se ela ainda está viva, é isso?
            -Exatamente. –Disse tomas com um sorriso.
            Elion o encarou e disse.
            -Diga-me apenas o motivo por traz desse caso?
            -Eu quero conhece-la, não me importo se ela causou dor a meu avô e a minha mãe, isso já foi há muito tempo, eu quero apenas conhece-la, saber como é ter uma avó, já que minha paterna morreu a muito tempo.
            -Garoto, você já considerou a possibilidade de ela não está mais viva?
            -Já. –Respondeu o garoto. –Mas eu ao menos mereço saber o que aconteceu com ela, não é mesmo?
            -Compreendo. –Disse o detetive. –E por qual motivo a policia desistiu de procura-la?
            -Certo dia ela apenas desapareceu, sem explicação alguma, simplesmente sumiu, a policia trabalhou com varias possibilidades, sequestro que logo foi descartado por que ninguém pediu um resgate, assassinato, assalto, estupro, e com a hipótese dela ter apenas fugido de casa, simples assim, sem mais ou menos.
            -E o que você acha? –Voltou a perguntar o mais velho.
            Tomas abaixou a cabeça e pensou um pouco.
            -Eu não sei. –Disse ele. –Minha mãe disse que ela apenas cansou do casamento e da família e foi embora sem querer ser encontrada, talvez ela esteja em outro país, tenha outra família, para mim, isso não importa, eu só quero saber se ela está bem e principalmente, quero conhece-la.
            -Compreendo. O caso que você me propõe é intrigante, gosto de desafios, mas antes de aceita-lo, o que acontecerá se sua avó não quiser lhe conhecer?
            -O que realmente importa é que eu tentei, não?
            Elion sorriu de lado e disse.
            -Ótimo. Aceito o caso, irei refazer os passos de sua avó, voltarei no tempo por assim dizer.



II
            -Eu gostei muito do fato de você querer ajudar o garoto, mas por que foi que eu tive que vir mesmo? –Edson perguntava indignado.
            -Ora meu caro. –O mais novo começou. –Somos uma dupla, não teria sentido eu vir sozinho.
            -Você fica passando na cara que eu só atrapalho, que eu deveria ficar em casa.
            -Céus, eu nunca disse isso.
            Ed serrou os olhos o encarando.
            -Você fala isso em todas as investigações. –Disse ele.
            Elion apenas o encarou sorrindo e disse.
            -Não me recordo de tal ato, agora se me permite, creio que o endereço seja esse. –Disse o jovem detetive olhando para uma casa de dois andares.
            Os dois foram recebidos pelo jovem Gomes que já os aguardava ansiosamente no portão de entrada.
            -Fico feliz que já tenham chegado. –Disse ele. –Vamos entrem.
            Eles seguiram o garoto em silencio, atravessando o vasto jardim seguindo um caminho de pedras até a entrada da casa.
            O imóvel era grande, sua faixada continha traços barrocos, a casa era pintada de um tom de azul petróleo com os detalhes em branco neve, a porta de entrada era de madeira, que como a estrutura do prédio também era rica em detalhes.
            Ao entrarem na casa viram uma vasta sala de visitas, que diferente da estrutura da casa, era bem moderna, a sala era pintada com uma cor clara que os dois não identificaram, diferente da casa de Elion os moveis ali eram extremamente caros e luxuosos, variando entre o branco e o preto.
            Antes que os dois pudessem reparar em algo mais, foram abordados por uma mulher extremamente elegante, vestida de uma saia social preta e uma roupa no mesmo estilo porem de cor branca, e calçada com um salto preto. Ela se aproximou e disse.
            -Quem são esses? Meu querido.
            O jovem detetive aproximou-se e disse.
            -Meu nome é Elion senhora e esse é meu amigo Ed, somos detetives particulares, e fomos contratados pelo seu filho, para investigar o desaparecimento de sua avó.
            -Desculpe? –Disse ela. –Tomas meu querido pensei que a gente já tivéssemos conversado sobre isso?
            O garoto encarou sua mãe sem demostrar emoções e disse.
            -Eu falei com vô e ele estava de acordo.
            A mãe do garoto apenas suspirou e disse aos outros dois.
            -Meu nome é Elizabeth, sou a mãe de Tomas, por favor, venham a minha sala.
            Elizabeth como já dito era uma mulher extremamente elegante, era de uma altura jugada como normal, seus cabelos eram longos e lisos de uma cor castanho claro, seus olhos eram diferentes dos de seu filho, eram de uma tom verde azulado.
            -Meu filho tem uma certa obsessão pela avó. –Disse ela já sentada em sua cadeira. –Não irei pedir para que recusem o caso, pelo contrário, quero que façam o que for necessário para encontra minha mãe. Creio que meu filho só ira descansa quando ele a encontrar ou vê que nunca irá encontra-la.
            -Por que a senhora acha que nunca encontraremos? –Perguntou Ed.
            -Quando ela saiu de casa eu tinha apenas quatorze anos, eu vi meu pai gastar boa parte de sua fortuna procurando por ela, e no fim, ela simplesmente não queria ser encontrada, ele acabou desistindo, e entrando em depressão em seguida, hoje ele é esquizofrênico e vive a base de remédios.
            -Ele deveria amar sua mãe? –Ed voltou a falar.
            -E muito. –Disse ela o encarando. –Desde o ocorrido ele não passa um dia sem falar o nome dela, pobre papai, tenho pena dele, afinal ele não merecia toda essa dor.
            Elion suspirou e perguntou.
            -Por qual motivo sua mãe saiu de casa?
            -Para ser sincera, eu não sei, nunca faltou nada para ela, talvez tenha sido pelo fato dela não amar meu pai, é uma hipótese.
            -Fato, mas isso não justificaria o fado dela abandonar uma filha! –Exclamou o detetive.
            Elizabeth abaixou a cabeça perante tais palavras.
            -Desculpe-me. –Falou Elion. –Não foi minha intenção.
            Ela forçou um sorriso e disse.
            -Tudo bem, o senhor está certo, ela simplesmente me deixou para traz sem nem se despedir, eu poderia dizer que ela teve suas razões coisa tal, mas nada justificar o ato de abandonar uma filha sem motivos aparente.
            -Compreendo sua dor. –Disse o mais novo. –Sabe. Eu nunca conheci meus verdadeiros pais. –Elion falava em um tom neutro. –E não sei se estaria disposto a conhece-los, mas a vida segue em frente, e creio que o mesmo ocorreu com a senhora, não?
            -Verdade. –Falou ela mostrando está um pouco mais alegre. –Diferente de meu pai, eu não deixei isso me abalar, e desde cedo tive que tomar as rédeas desta casa e dos negócios da família.
            -A família Gomes trabalha com o que mesmo? –Desta vez foi Ed quem perguntou.
            -Como meu pai, sou advogada, minha família tem um escritório no centro de Recife.
            O mais novo não prestou muita atenção naquela parte da conversa, ele foi deduzindo que Elizabeth teria tal profissão devido às roupas que a mesma vestia, e pelo fato daquele escritório está cheio de documentos e registros, havia também um notebook e alguns livros sobre lei em uma estante por traz de sua anfitriã.
            O garoto apenas sorriu, era impossível que o mais velho não tenha percebido tudo aquilo.
            -E sua mãe? –O mais novo perguntou sem nenhum pudor. –Ela também trabalhava no escritório da família?
            -Oh não! –Disse a senhora Gomes. –Minha mãe dedicou sua vida apenas à leitura, ela era uma mulher calma, porem aventureira, ela não gostava muito de sair por ai se arriscando, então se deleitava na leitura de um bom livro.
            -A senhora saberia nos dizer qual foi o ultimo livro lido por ela? –Elion voltou a perguntar.
            Sra. Gomes pensou um pouco e disse.
            -Creio que não, já faz muito tempo e na época eu não me preocupei em saber tal detalhe, mas se os senhores me permitem, eu poderia mostrar a biblioteca dela. –Ela sugeriu.
            -Seria uma ótima ideia.
            -Seria? –Disse seu companheiro o encarando.
            -Seria. –O mais novo disse com um sorriso.
            Elisabeth os acompanhou até o ultimo andar, onde ficava a biblioteca.
            Ao chegar lá, eles perceberam que a biblioteca não ficava no segundo andar, ela era o segundo andar. Havia centenas de livros ali, todos de conteúdo literário, organizados de acordo do país de origem e por ordem alfabética do nome do autor, havia livros desde os clássicos aos contemporâneos.
            Sara Gomes era uma amante nata pela leitura, e Elion estava adorando aquele lugar, aquela coleção era fantástica para uma biblioteca particular no meio de Recife, e ele não pode esconder um pequeno sorriso de admiração que se formava.
            -Pode ficar com alguns se quiser. –Elizabeth disse ao ver os olhos brilhantes do jovem detetive.
            -Muito obrigado. –Respondeu ele. –Ela de fato amava os livros.
            -Fato, eu também adorava lê junto com ela, e adorava quando ela lia para mim, mas depois do ocorrido aos poucos fui deixando tal ato e comecei a lê apenas os livros de direito. –Ela conferiu a hora em seu relógio e disse. –Eu já estou atrasada para ir ao escritório, desculpe-me, mas não posso deixar de ir hoje, tenho um caso importante para resolver, mas sintam-se a vontade, qualquer coisa, falem com meu filho, creio que ele ajudará no que puder.
            -Compreendo. –Elion disse se despedindo da anfitriã
            Ele e seu companheirão adentraram na biblioteca, em quanto o mais novo observava algumas coleções, o menor pegou um livro aleatoriamente e disse olhando para as páginas do mesmo.
            -Sabe, literatura é coisa do capeta.
            -An? –Elion disse sem entender.
            -Sabe, ela se dedicou a seus livros, os amando provavelmente bem mais que a família, e no final das contas ela fugiu de casa para viver uma aventura que provavelmente ela viu em algum livro.
            -Creio que tenha que discordar com você, a leitura de fato nos faz viajar em um mundo só nosso, mas acho pouco provável que o ato de ler a tenha feito desistir da vida que tinha aqui, a leitura nos faz refletir sobre a vida e a sociedade, nos faz ter uma visão mais crítica em relação à ao meio que vivemos, e uma pessoa que tem o hábito de ler não se aliena ou se deixa levar pelo o que é imposto pelos padrões da sociedade com tanta facilidade.
            Ed ficou corado com a resposta do garoto e disse.
            -Na escola só vi a parte teórica da literatura, eram raras as vezes que trabalhávamos diretamente com a obra.
            Elion sorriu e disse.
            -Então melhor que comece a lê, recomendo começar com a obra A mão e a luva de Machado de Assis, é um dos meus favoritos.
            O mais velho começou a andar pela biblioteca sendo seguido por Elion.
            -A antiga dona desta biblioteca tinha um gosto bem diversificado, não? –Observou ele.
            -Devemos conhecer um pouco de tudo meu caro. –Respondeu o maior. –Mas provavelmente ela deve ter priorizado uma coleção ou autor.
            -E como vamos descobrir isso? Aqui tem milhares de livros! –O menor falou indignado.
            Elion apenas suspirou e passando as mãos sobre os cabelos ele disse.
            -Aqui tem obras lançadas recentemente, nossa amiguinha está desaparecida a mais de vinte anos, podemos começa descartando tais obras, vamos prioriza as obras com um sinal maior de desgasto, pois provavelmente foram os mais lidos.
            -Ou, podem perguntar a mim. –Disse tomas aproximando-se.
            -Ou podemos pergunta a ele. –O mais novo concordou.
            -Pelo que meu avô me falou os favoritos dela são os clássicos norte americano, mais ela amava não apenas os clássicos, mas a todos os nortes americanos, meu avó disse que ela lia de tudo um pouco e também tinha outros livros em sua lista de favoritos, como Memorias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis, de acordo com meu avó ela amava esse livro mais pelo o que ele proporcionou a literatura brasileira do que pelo o que estava escrito nele, e era um dois mais lidos por ela.
            -Você conhece esse? –Ed perguntou para o outro.
            -Como não. –Elion disse pensativo. –Brás cubas lamentava pela vida que teve, e narrava sua historia de vida logo após sua morte.
            -Acho que sei o que o senhor está pensando. –O jovem Tomas disse. –O senhor acha que há alguma possibilidade dela ter saído desta casa para não ter uma vida de arrependimentos como o protagonista do livro teve?
            -O mundo real é diferente dos contos literários, e sua avó sabia disso, como eu disse para Ed, a literatura nos faz refletir e sermos mais críticos, não creio que ela tenha abandonado sua vida por causa do hábito da leitura.
            -E o que você sugere então? –Perguntou seu companheiro.
            -Que façamos uma viagem no tempo, creio que algo aconteceu no passado de Sara, e é isso que devemos descobrir. –Elion encarou o jovem Gomes e perguntou-lhe. –Meu jovem, você saberia nos dizer quem trabalhava nesta casa na época do incidente?
            O garoto sorriu e abaixou a cabeça em afirmação.



III
            Eles estavam de volta no escritório da senhora Gomes, tomas estava pegando uma pasta quando disse.
            -Aqui tem uma copia de todo o processo feito pela policia, contam os nomes de todos os funcionários e amigos de minha avó e da família e de todos os envolvidos na da época. –Ele dirigiu-se para a mesa colocando os arquivos sobre ela. –A maioria dos nomes, quase todos na verdade estão marcados, a medida que em que as pessoas iam morrendo, eu marcava o nome dela na lista, um dia sabia que ia acabar contratando alguém para ir atrás de minha avó, então estava tentando facilitar o trabalho. –Finalizou ele encarando os outros dois com um sorriso estampado no rosto.
            Tomando os arquivos para sir Elion tirou um pequeno bloco de anotações e uma caneta de cor preta de seu bolço, e após um tempo olhar os arquivos ele começou a escrever alguns nomes em seu bloco.
            -O que aconteceu com seu pai? –Ed perguntou quebrando o silêncio.
            -Minha mãe divorciou-se dele logo após saber que ele estava tendo um caso com uma de suas clientes.
            Ed mordeu os lábios inferiores ao perceber a gafe que havia cometido.
            -Seu pai era medico ou advogado? –Elion perguntou desviando os olhos dos arquivos.
            -Como todos da família, ele era advogado, trabalhava no escritório que pertenceu a meu avô. –Ele disse meio cabisbaixo. –Todos esperam que eu seja advogado como o resto da família, mas acho que sou como minha avó, um amante da leitura, meu sonho é me torna um escritor.
            Ed ia falando alguma coisa mais parou ao ver que seu amigo o estava fuzilando com os olhos.
            -Os livros novos na biblioteca, são seus? –Elion perguntou.
            -Sim, são.
            Ao ouvir aquela resposta ele voltou sua atenção de volta aos documentos.
            Após um tempo havia alguns nomes sobre o papel.
            -E agora? –Ed perguntou.
            -Agora vem à parte interessante. –Elion respondeu. –Os interrogatórios.



IV
            -Senhor Gustavo Sousa? –Disse Elion se aproximando de homem parto de cabelos cortados em um estilo militar.
            -Sim, no que posso ajudar? –Respondeu ele.
            -Meu nome é Elion, sou detetive particular, creio que já tenha ouvido falar de mim.
            -Mas é claro, no que posso ajuda-lo?
            -Seu pai o antigo delegado, trabalhou em um casso a uns vinte e três anos atrás, o caso nunca foi solucionado, e estou aqui atrás de respostas.
            -Creio que eu estava na faculdade nesse período, mas de qual caso estamos falando.
            -O desaparecimento de uma senhora chamada Sara Gomes.
            -O caso Gomes?
            -Suponho que sim. –Disse Elion.
            -Eu de fato estava na faculdade quando deram inicio ao processo, meu pai falou pouca coisa comigo a respeito, mas o que tudo indicava era que ela não queria ser encontrada.
            -O senhor teria algum registro do caso, nomes das pessoas que trabalharam no caso ou que tiveram algum contato direto com?
            Gustavo encarou o jovem detetive, não entendendo onde queria chegar.
            -Não estou lhe entendendo senhor. –Disse ele.
            -Havia alguém trabalhando no caso que fosse próximo a sara Gomes?
             -Supostamente não, mas creio que deva haver algo no sistema que possa lhe ajudar, só um segundo. –Ele tomou sua atenção a seu computador e após um tempo disse. –Meu pai era muito organizado, e gostava de salvar todos os registros de seu trabalho, aqui.
            Ele imprimiu algumas folhas e a entregou ao rapaz a sua frente.
            Após lê-la algumas informações se destacaram e sua mente.
           
            Sara gosmes desaparecida em 23 de setembro de 1992.
            Anthony Tavares detetive responsável, deu o caso como encerrado em 5 de dezembro do mesmo ano
            Sara Gomes apenas abandonou sua família e saiu de casa sem querer ser encontrada.
           
            Ao terminar de ler e fazer algumas anotações o jovem disse.
            -Esse Anthony Tavares, onde posso o encontrar?
            -Creio que no cemitério, ele morreu a cerca de um ano, mas se quiser você pode falar com o filho dele, mas vou logo lhe avisando, o garoto é problemático e vive se metendo em encrencas.
            -Onde posso encontra-lo? –Elion disse sem se importar com os comentários feitos por Gustavo.
            -Eu irei lhe passar o endereço. –Disse ele por fim.
            Elion atravessou boa parte da cidade para encontra o caminho da casa da família Tavares.
            Ao chegar a praça do diabo o rapaz ficou admirando o fato da igreja de São Miguel está em decadência e a praça está em um bom estado.
            -Isso é estranho. –Disse Ed ao seu lado.
            -Prefiro não comentar. –Elion disse olhando para os lados. –Creio que a rua Imperial seja por aqui. Por ali! Eu acho? –Disse ele começando a andar.
            -Como é a casa mesmo?
            -Amarela, numero doze. –Elion respondeu.
            Após alguns segundos lá estava eles.
            A casa era bem maior que o esperado, um verdadeiro patrimônio histórico, uma pena a segurança daquela rua não ser tão rigorosa, daria para usar aquele lugar como um ponto turístico ou algo por tipo, e acabaria de certa forma até mesmo valorizando a feira da rua da praia que ficava logo em seguida.
            -Vamos bater? –Ed disse esperando seu amigo dá alguma iniciativa.
            -Claro. –Disse ele tocando a campainha.
            Ouviram-se alguns passos lá dentro e em seguida a voz de um garoto.
            -Quem é? –Disse ele.
            -Meu nome é Elion, sou um detetive particular, e gostaria de falar com o senhor, é a respeito de seu pai.
            -Vá embora, não tem ninguém em casa.
            -Mas estamos ouvindo a sua voz! –Ed disse sem entender.
            Elion encarou o rapaz fazendo um gesto com a mão que dizia mais ou menos. Qual é o seu problema.
            -Qual é o seu problema, cara. –Elion disse com ar de desapresso.
            Ele voltou sua atenção para a porta e para o garoto que estava que estava dentro da casa.
            -Desculpe-me, mas terem que insistir, precisamos de sua ajuda.
            -E o que eu ganho com isso. –Disse a voz dentro da casa.
            -Como? –Elion respondeu.
            -Se você precisa de ajuda a ponto de vir falar comigo é porque o assunto é serio, então se querem minha ajuda, terão que me dar algo em troca.
            -Esta bem. –Disse Elion. –O que você quiser.
            A porta se abriu e os dois do lado de fora olharam atentamente para o garoto.
            O filho do antigo detetive era magro de um porte médio, Seus cabelos eram longos, com a franja caída nos olhos, devido o estado de sua pele, notasse que ele não saia de casa a dias e que provavelmente seu quarto não teria janelas, impedindo a luz do sol de entrar, Ele tinha  um pequeno alargador em uma das orelhas, usava uma camiseta velha de cor preta, em seus braços era possível ver uma tatuagem, uma cruz com uma serpente enrolada, uma coroa sobre e assas ao lado da coroa, a tatuagem era uma espécie de cruz alquímica, o garoto era provavelmente menor de idade, deixando a entender que ele não tatuou aquele símbolo em um local autorizado pela lei.
            Quando a porta foi aberta um forte cheiro de ervas invadiu as narinas dos dois mais velhos, algo como salvia misturada a cannabis.
            -Entrem. –Disse o garoto dando passagem.
            Elion seguido por seu companheiro entraram na casa com um certo anseio, Elion agora sabia bem o que o delegado disse como problemático, obviamente ele já foi parar varias vezes na delegacia, e por respeito a seu falecido pai, ele foi solto com alguma advertência.
            Aparentemente a casa era maior por dentro do que por fora, todos os móveis ali eram antigos, mas possuíam uma certa classe, a maioria eram feitos de madeira de carvalho e outros porém a minoria de nogueira dando um ar mais rustico a casa.
            -Do que vocês precisão. –Disse o anfitrião.
            -Você mora aqui sozinho? –Ed perguntou incrédulo.
            -Isso faz alguma diferença.
            -Além do fato de você ser de menor, não. –Respondeu Elion. –Seu pai trabalhou em um caso cerca de vinte e três anos atrás, eu tinha a esperança de fala pessoalmente com ele, mas fui informado que ele faleceu a cerca de um ano...
            -Ele foi assassinado, a cerca de um ano, e o assassino dele está por ai, vivendo uma vida que não merece. –O garoto disse o interrompendo.
            -Sinto muito. –Respondeu.
            -Não sinta, já que você sabia que ele tinha morrido, por que veio aqui?
            -Todo bom detetive tem tudo registrado em um espécie de diário, e sei que eles não descansam até que o caso seja resolvido, mesmo que a policia o tenha dado como encerrado. –Elion disse entregando os papeis impressos por Gustavo.
            Logo após lê-los, e observar as partes marcadas por Elion o jovem disse.
            -Como você sabe que não foi meu pai que encerrou o caso?
            -Seu pai como qualquer outro detetive só diria que uma mulher como Sara, de fato saiu de casa por vontade própria se ele a tivesse a encontrado, e ela ter dito isso a ele, como não creio que isso tenha acontecido.
            -Meu pai guardava todos os seus cadernos em um baú lá no terraço, posso dá uma procurada se você quiser. –Ele disse olhando para o mais novo.
            -Ficaria grato. –Elion disse com um sorriso.
            -A proposito, meu nome é Victory, Victory Alexander. –Disse ele se levantando e saindo em direção aos andares de cima.
            Cerca de vinte minutos depois Alexander voltou segurando um caderno bem gasto de capa de couro em um tom marrom.
            -Encontrei disse ele.
            Elion levantou-se e antes que pudesse pegar o diário O garoto levantou a mão e disse.
            -Eu disse que lhe ajudaria, mas em troca quero queria algo.
            -Estou lembrado, o que você quer exatamente? –Disse Elion recuando dois passos para traz.
            -Quero pegar o assassino de meu pai, mas não sei por onde começar então quero que me ensine a caçar, quero que me ensine a ser um detetive, temos um trato?
            -Feito. –Elion disse estendendo a mão para que o garoto o entregasse o caderno de capa marrom.
            Após fazer uma rápida leitura, suas suspeitas haviam apenas alimentado, como ele o detetive Tavares não acreditava que Sara tivesse apenas desistido da vida e foi embora, ele acreditava que ela tivesse sido assassinada, mas por não conseguir provas o suficiente a policia não levou a opinião dele em relevância.
            Semelhante ao jovem Gomes, ele riscava os nomes das pessoas envolvidas que faleceram com o passar do tempo, mas ele foi um pouco mais além, ele atualizou o endereço de todos os que ainda estavam vivos, aparentemente ele não havia desistido do caso apesar de tantos anos.



{...*...}
Anotações de Anthony Tavares

Ana Vieira: Copeira a mais de 10 anos, afirma que sua patroa Sara, sempre foi uma mulher tranquila e sonhadora, porem nos últimos dias começou a ter algumas discursões com seu marido, muitas dessas brigas eram voltadas ao seu comento como um todo, chegaram até a discutir quem ficaria com a guarda da garota, a senhorita vieira não sabia por qual motivo desencadeou tais disfunções, de acordo com ela, eles tiveram uma briga pela manhã do dia de seu desaparecimento, e a única vez que a mesma viu sua patroa foram em tornos das 14 horas, quando ela saiu levando apenas uma pequena bolsa, um assessório apenas.

José o taxista que Sara Gomes costumava pegar, informou apenas que a levou até a praia de boa viagem, a deixando lá, e a mesma não o ligou para busca-la, deduzindo-se assim que a mesma pegou algum outro transporte.

Arthur Gomes marido de Sara, disse que as brigas que sua copeira afirmou que ele estava tendo com sua esposa eram apenas pequenas discursões, coisa que todo relacionamento tem, afirmou também que sua esposa não voltou para casa depois que sua empregada a viu sair.

Elizabeth, filha de Sara, disse que seu pai realmente discutia muito com sua mãe, ela nunca se envolveu diretamente nas brigas deles, mas disse que sua mãe a tratava muito bem e que a mesma já havia lhe dito que deixaria seu pai e gostaria que ela fosse junto com a mesma.

Leopoldina, melhor amiga de Sara afirmou que sua amiga não a informou nada, e que infelizmente não poderia ajudar, uma das únicas coisas que ela sabia era que sua amiga sara estava cansada do casamento, e que pretendia de fato lagar o marido, mas ela nunca pensou que Sara tomaria a decisão de simplesmente ir embora, sem mais ou menos, disse também que não era do feitio de sua amiga fazer algo sem a comunicar antes.

Felipe, amigo da família, sabia das indiferenças que estavam havendo no matrimonio do casal Gomes, tanto que ele já presenciou uma dessas discursões, e de acordo com ele era algo normal, sem contato físico ou agressões verbais. O mesmo desconfiava que Sara tivesse um amante, mas nunca comentou nada com seu amigo, porem certa vez ele procurou Sara e teve uma conversa seria com ela, a mesma alegou não está tendo nenhum caso fora do casamento, só que os argumentos de sua amiga não o convenceu, ele sabia que estava acontecendo algo a mais, ele conhecia sara e sabia quando ela estava mentindo, o mesmo conversou com Leopoldina, e a mesma afirmou para ele que confiava na senhora Gomes, e sabia mais do que ninguém que ela não seria dessas.

            Entre tudo o que foi dito pelos o que conhecia Sara Gomes, ela não teria um motivo realmente serio para abandonar seu lá, estou levando em consideração alguns detalhes, primeiro se as discussões eram realmente serias, segundo se de fato ela teria um amante e por fim os dois anteriores gerando assim a morte da senhora Gomes, mas se de fato ela foi assassinada, onde estaria o corpo? E se ela fugiu devido às diversas discussões que estava tendo com seu marido, com qual dinheiro ela fez isso, já que a conta bancaria não tocada? E se de fato ela tinha um amante quem era? E por que ninguém sabia da existência dele?
{...*...}



            -Aparentemente Anthony estava longe de resolver o caso. –Elion disse por fim.
            -Mas acordo é acordo. –Disse Alexander.
            -Eu sei, não falei o contrario. –Elion disse se levantando. –Vamos Ed, temos muito o que fazer.
            -E para onde iremos agora? –Perguntou o rapaz.
            -Para a casa de Leopoldina, se dermos sorte ela estará morando ainda em Ouro Preto.
            -Da próxima vez eu vou ficar em casa. –Ed disse se queixando. –Detesto ficar rodando.
            Elion revirou os olhos e disse.
            -Faça o que quiser, mas agora vamos.
            Ao saírem na rua e andarem alguns metros, eles pararam ao ouvir a voz de Victory.
            -Esperem. –Falou ele trancando a entrada de sua casa. –Eu irei com vocês.
            -Como, perguntou Elion.
            -Eu disse que iria descobrir quem matou meu pai, e você disse que me ensinaria como, nada melhor do que eu ver você trabalhando.
            Ed deu um leve soco no obro do maior e disse.
            -Se ferrou, vai ter que ser babá.
            -Há, há. Há. –Elion disse com desprezo. –Está bem garoto, vamos, temos que pegar um taxi.
V
            -Muito obrigado por nos receber. –Elion disse a uma senhora.
            -O prazer é meu, já faz muito tempo que o caso Sara não é falado, e aqui estão vocês, jovens detetives a procura da verdade.
            Elion sorriu e sentando-se no sofá a frente da poltrona onde sua anfitriã estava.
            Os outros faziam o mesmo quando Elion disse.
            -De acordo com os registros do antigo detetive o senhor Tavares, ele diz que a senhora foi a melhor amiga da senhora Gomes, isso confere?
            -Isso mesmo, éramos grandes amigas.
            -A senhora também disse que ela estava brigando muito com seu marido, ela chegou a ser espancada?
            -Oh não! –Exclamou Leopoldina. –Arthur jamais levantaria um dedo para bater em Sara, o máximo que ele fez foi levantar a voz, mas creio que nem verbalmente ele a agredia.
            A simplicidade de Leopoldina era semelhante à de sua casa, simples.
            Elion olhou bem para a pobre senhora, antes de prosseguir.
            Leopoldina era negra e possuía um corpo robusto, tinha características fortes, e mesmo com toda aquela simplicidade era claro que ela tinha pessoalidade, e principalmente não tinha medo da verdade. Elion sabia que ela sabia mais do que disse para Anthony anos atrás, e ele estava disposto a sugar toda a verdade dela. Ele continuou a encarando, a estudando perfeitamente, apresar da idade, Leopoldina tinha poucos fios de cabelos grisalhos e mal tinha rugas em sua pele, Elion se pegou imaginando como ele seria daqui a sessenta anos, sua pele provavelmente estaria toda estragada e ele mal se suportaria em pé, mas lá estava ela, morando sozinha, se virando só, sem a ajuda de ninguém, mostrando força e saúde, talvez essa seja uma das belezas e vantagens da pele negra, não envelhecer, ou se queimar ao sol, ou ter espinhas, se Elion estava invejando a vitalidade aquela mulher? Sim, ele estava.
            Os pensamentos do garoto foram quebrados com o barulho da chaleira.
            -Desculpe-me. –Disse a velha senhora se levantando. –Já volto, vocês gostariam de uma xicara de chá?
            -Não. –Ed falou.
            -Não, obrigado. –Disse Alexander.
            -Do que seria o chá? –Elion perguntou.
            -Eva doce com camomila e um pouco de canela.
            Os outros dois fizeram uma rápida careta diante da mistura que aquela senhora fez com as ervas.
            -Adoraria, é o meu favorito. –Disse o detetive fazendo os outros dois o encarar.
            A anfitriã foi para a cozinha, quando o maior olhou para os outros dois e disse.
            -O que foi? Eu realmente gosto de chá.
            -A gente não está falando nada. –Disse Ed.
            -Ei. –Victory disse chamando a atenção dos dois. –Como você pretende faze-la falar.
            Ed sorriu e disse.
            -Vai por mim garoto, Elion sempre consegue o que quer, e a maneira como ele consegue isso chega até a me assustar.
            Eles pararam de falar ao ver que a velha amiga de Sara estava voltando com o chá.
            Ao pegar sua xicara de chá e tomar um gole, Elion disse.
            -Senhora, como foi mesmo que a senhora conheceu a Sara?
            -Isso foi há muito tempo, a gente estava no primeiro período da faculdade de direito.
            -A senhora fez direito, espera, Sara era advogada?
            Leopoldina começou a rir da expressão do garoto e da forma como quase ele se engasgou com o chá ao saber disso.
            -Sim, ela era, e nos conhecemos lá, fizemos amizade e depois que colamos grau, mantivemos o contato.
            -Por essa não esperava. –Elion disse.
            A velha senhora tomou um gole de sua bebida e disse.
            -Pelo fato de eu viver em uma casa tão simples?
            -Não de forma alguma, levando em consideração que a senhora é aposentada, e o fato de não haver quadros ou fotos de crianças, supôs que não tivesse netos ou filhos, então mesmo sendo tão forte como a senhora é, viver sozinha em uma casa grande seria entediante e cansativo, então provavelmente logo após se aposentar veio morar nesse bairro, com pessoas simples, das quais a senhora ajudaria e ele é claro, retribuiria o favor, percebi que a senhora era graduada, também pela forma de sentar e de fala e é claro que pude deduzi pelos livros que estão na estante, abaixo da televisão, o que realmente me surpreendeu foi Sara Gomes ter feito uma universidade de direito, pelo o que me falaram, não era do feitio dela, ela era uma pessoa mais...
            -Sonhadora. –Disse Leopoldina o interrompendo.
            -Isso, sonhadora. –Afirmou o rapaz.
            -Ela tinha os sonhos e desejos dela, mas ela era realista e sabia se algo desse erado ela deveria ter um plano B, e a faculdade era seu segundo plano, se é que você me entende.
            -Perfeitamente.
            -Sabe. –ela disse colocando a xicara de lado. –Sara era a pessoa que mais se destacava na sala, ela era inteligente e bonita, o único defeito que ela tinha era de sonhar alto.
            -Como assim? –Elion disse tomando mais um gole de sua bebida.
            -Sara não era o tipo de pessoa, que se conformava com alguma coisa, ela sempre queria mais, ela sempre dizia que queria viajar, deixar tudo para traz, e isso não mudou quando ela se casou, nem tão pouco quando deve sua filha, ela deixou de falar sobre tais assuntos, mas nunca deixou de sonhar com eles.
            -E a senhora acha que essa foi a ruina dela?
            -Talvez sim. –Ela respondeu.
            -Por quê? –Elion insistiu.
            Leopoldina juntou as mãos a frende de seu rosto e disse.
            -Eu diria que foi por sonhar de mais que as brigas com seu marido começaram, ele queria que ela fosse mais presente na vida dele e da pequena Elizabeth, mas ela insistia em deixar tudo de lado e viver seu solho, viajar, talvez escrever um livro quem sabe, mas seja o que for que ela queria, ela queria fazer sozinha.
            -Então a senhora está dizendo que de fato ela um belo dia resolveu sair de casa apenas com as roupas que estava usando?
            Ela pensou um pouco antes de falar.
            -Na verdade era isso o que eu gostaria de acreditar, mas no fundo sei que essa não é a verdade.
            Ouve uma breve pausa, onde o silencio dominou, Elion apenas olhava fixamente nos olhos de sua anfitriã, enquanto os outros dois o encarava, esperando o que estaria para vir.
            -Ela sempre quis viver sua aventura, mas nunca teve coragem de sai realmente de casa, algo era diferente, ela tinha uma filha, e não podia abandonar tudo por um sonho, então ela resolveu mudar o foco de seu sonho. –Leopoldina falava tentado focar em algo perdido no passado. –Ela simplesmente resolveu viver uma vida sexual fora do casamento.
            Elion sorriu diante da noticia, mas nada falou, ele queria que ela continuasse sua narração.
            -E acabou se apaixonando por seu amante. –Ela continuou a falar. –E infelizmente seu marido acabou descobrindo, e as brigas começaram a ser mais frequentes, eles iam até se divorciarem, ela queria viver com seu amante e tomaria Elizabeth para sir, sabe, ambos eram advogados, mas Sara era melhor que Arthur, e eu sei que ela conseguiria a guarda  de sua filha.
            -Mas algo não saiu conforme o combinado não foi? –Elion suspirou algo por dentro o dizia exatamente o que aconteceu.
            -O amante dela chamava-se John Alencar, eu só o vi algumas vezes, não o conhecia muito bem, mas aparentava ser uma boa pessoa, mas um dia ele recebeu uma proposta de emprego no exterior, Sara me procurou um dia e disse que iria sair do país com John no dia seguinte, eu disse a ela que seria loucura, mas ela não me ouviu.
            -E por que você não contou isso para a policia na época? –Elion perguntou.
            -Eu não queria que a pequena Elizabeth achasse que a mãe era uma vadia, como também pelo fato de Sara não querer ser incomodada por Arthur ou por qualquer outra pessoa.
            Elion pensou um pouco e disse.
            -A senhora anteriormente disse que gostaria de acreditar que ela de fato tivesse saído de casa. –Ele apertou um pouco os olhos por debaixo de seus óculos e voltou a falar. –Algo aconteceu e a senhora sabe o que é, como também sei que a senhora está disposta a falar.
            -Você tem razão garoto. –Ela disse se reconfortando na poltrona, demostrando pela primeira vez está cansada. –Há alguns dias eu vi John em uma lanchonete, e perguntei por Sara, e sabe o que ele me disse?
            Elion negou com a cabeça.
            -Disse que não a ver desde o dia que saiu do país, e disse também que ela não manteve contato com ele nem um único dia.
            -E a senhora acreditou nele?
            -Não vi motivos para não acreditar, ele não teria por quer mentir depois de tantos anos, e apesar de tudo, eu era amiga de Sara, ela teria me mandado um cartão postal, estivesse onde estivesse.
            -A senhora teria o endereço do senhor Alencar?
            -Sim, ele me deu, ele não mora muito longe, a casa dele fica em Itamaracá, vou escrever o endereço para você, só um segundo.



VI
            -John Alencar?. –Elion falou encarando um velho de cabelos grisalhos, pele clara totalmente enrugada e olhos azuis marcantes. –Meu nome é Elion, sou detetive particular, e estou aqui para falar de Sara Gomes, presumo que a conheça.
            -Meu Deus. Sim, por favor, entrem. –Disse o velho senhor.
            A casa de John não era muito diferente da de Leopoldina, a não ser pelas fotos espalhadas pela casa, aparentemente ele havia se casado e tinha vários netos.
            -Me acompanhem até a cozinha, minha esposa fez uma torta de frango que sinceramente está maravilhosa.
            -Muito obrigado senhor. –Disse o jovem detetive.
            Ao sentarem na mesa os três foram servidos por uma senhora extremamente bonita que deixou a cozinha em seguida, deixando os três jovens a sós com seu marido.
            -O que trazem vocês aqui? –Perguntou o senhor.
            -O desaparecimento da senhora Gomes. –Respondeu Elion passando sua parte da torta para Ed.
            -Eu soube recentemente que ela desapareceu.
            -Leopoldina.
            -Sim, eu há encontrei certo dia e ela me perguntou sobre sua amiga, confesso que fiquei sopreso com a notícia.
            -Então o senhor não sabia de nada?
            -Por deus, não.
            -O que aconteceu no dia em que o senhor saiu do país?
            -Bom. –Começou o senhor. –Como você já deve está sabendo, Sara e eu tínhamos um caso, eu sabia que ela era casada, com também sabia que ela não era feliz com o casamento.
            -Não é querendo lhe julgar senhor, mas, creio que o sensato seria ela terminar, já que não era feliz...
            -Por favor, não atrapalha Ed. –Elion disse virando-se para o garoto.
            -Desculpa. –Disse ele voltando a comer sua torta.
            -Eu sei que o que fiz não foi o certo, mas nós nos amávamos.
            -O senhor nos contava o que aconteceu aquele dia, por favor, prossiga. –Elion disse seco.
            -Bom, Sara disse que não suportava mais o casamento, então não esperaria o divorcio sair para ir comigo para Portugal, na tarde do dia em que partir ela me encontrou na praia de Boa Viagem, onde acertamos tudo o que ela iria fazer.
            Ouvi uma breve pausa, John fazia um esforço para lembre-se.
            -E depois? –Elion Perguntou.
            -Depois ela disse que iria atrás de sua filha, e falou que me encontraria perto do metrô, eu a informei que sairia de lá às 22 horas, e que não poderia esperar mais.
            -Mas ela não apareceu não é?
            -Não, não apareceu, eu achei que ela tivesse desistido e resolvido ficar com seu marido, como não podia esperar mais, fui embora, e desde então perdi o contado com ela.
            -aparentemente ela não voltou para a casa dele, o senhor saberia o por quê?
            -Desculpe-me senhor, mas acho que não, eu era o único que ela amava, e se nem mesmo Leopoldina sabe o que aconteceu com ela, eu também não saberei.
            -Isso é lamentável. –Elion disse se levantando.
            -Espera. –Disse o senhor Alencar.
            -Sim. –Falou o jovem detetive.
            -A alguma possibilidade, de ela ter me usado como desface.
            -Aonde o senhor quer chegar?
             Os outros dois garotos apenas encaram o jovem Elion.
            -A alguma probabilidade de ela ter fugido sem mim, de ela ter me usado como desfase para um plano maior?
            Elion olhou para o pobre senhor, o olhando nos olhos, e vendo suas pálpebras se encherem de lagrimas.
            Depois de todos aqueles anos, ele ainda continuava a amar aquela mulher.
            -Não sei, por hora posso apenas lhe dá um talvez.
            O anfitrião deu um sorriso de lado, e foi nesse momento que uma lagrima escorreu dos olhos dele.
            -Por favor. –Disse ele. –Quando você descobrir o que aconteceu com ela, ou onde ela está, me informe, eu gostaria de saber o que eu a fiz, para que ela me odiasse tanto.
            -Não se culpe, talvez ela não fez por mal. –Ed disse levantando-se.
            -Ele está certo. –Elion afirmou. –Mas não se preocupe, eu lhe manterei informado.



VII
            Logo após sair da casa de John, os garotos foram diretamente para a casa da família Gomes, encontrando Tomas no jardim.
            -Vocês voltaram. –Disse ele. –Quem é esse?
            -Esse é Victory, ele está com a gente. –Disse Elion. –Tomas, precisamos falar com seu avô.
            O garoto o encarou e disse.
            -Você sabe que ele está doente e que não fala coisa com coisa, né?
            -Sei. –Respondeu ele. –Mas mesmo assim, temos que tentar fala com ele.
            O garoto concordou e começou a conduzi-los para o quarto de Arthur.
            O quarto era diferente dos outros, não ficava no primeiro andar, ficava no próprio térreo, era um lugar grande, todos os moveis e paredes ali eram brancos, havia um senhor sentado na cama olhando para o nada, e uma enfermeira distraída com o celular.
            -Senhora Sá. –Disse o jovem Gomes.
            -Tomas? O que faz aqui? –Disse a enfermeira levantando-se.
            OS garotos se aproximaram e ele voltou a falar.
            -Esse aqui é o detetive Elion, ele está trabalhando para mim, a senhora poderia deixamos a sós com meu avô?
            -Mas é claro. –Disse ela. –Mas você sabe que ultimamente ele não anda falando coisa com coisa e que ele está medicado agora, não é mesmo?
            -Sim, sei, obrigado por lembrar. –Disse Tomas por fim.
            A senhora Sá, pegou sua bolsa e saiu do quarto os deixando a sós com o paciente.
            -Vô, o senhor pode conversar? –Tomas perguntou sentando-se ao lado do mais velho.
            -Claro. –Respondeu ele o encarando. –Eu não sou louco como todos dizem que sou.
            Tomas apenas sorriu diante da resposta do paciente.
            -Vó esse aqui é Elion. –Tomas falou apresentando os rapazes. –E os outros dois estão trabalhando com ele...
            -É sobre sua avó? –Disse Arthur interrompendo seu neto.
            Tomas ficou com receios de responder, mas disse por fim.
            -É! Eu os contratei para encontrar a vovó.
            -Ela nunca será encontrada, não conseguiram encontrar era antes e não vão encontra-la agora.
            -Podemos ao menos tenta. –Elion falou se aproximando, fazendo com que Arthur o encarasse. –Se ela estiver por ai, eu lhe garanto que poderei encontra-la.
            -Não, não poderão. –Retrucou o senhor de idade.
            -E por qual motivo o senhor acha isso?
            -Por quer será impossível, como eu disse, eles não a encontraram, e não vai ser você que irar. –Arthur estava ficando um pouco alterado.
            Tomas saiu da cama e encarou o jovem detetive que apenas se aproximou-se mais.
            -Está bem, desculpe-me. –Disse ele. –Não irei lhe incomodar, mas o senhor ao menos poderia nos falar um pouco dela sabe comportamento gostos, objetivos, essas coisas?
            Gomes apenas olhou o jovem oficial e disse.
            -Acho que sim, o que você gostaria de saber primeiro?
            -Fale como era a sua esposa, como era conviver com ela.
            -Insuportável. –Disse ele. –Ela era uma louca doente, que preferia está vivendo intensamente, ela chegou a ir a um psicólogo, mas não duvido que ela tenha ficado com ele também.
            Os quatro ali presentes ficaram sem saber o que falar, as historias contadas por cada pessoa começaram a tomar rumos diferentes, os depoimentos dados há anos atrás, não eram parecidos em nada hoje, amantes, psicólogos, faculdade, tudo isso era obsceno, Elion não duvidaria de encontra Sara morando na casa ao lado esse tempo todo.
            -Onde o senhor estava no dia em que era desapareceu? –Elion voltou a perguntar.
            -Não lembro, já faz muito tempo.
            Elion apenas encarou por um tempo.
            -As brigas que o senhor tinha com ela, eram devido às traições?
            -No começo não, era pelo fato dela viver uma vida fantasiosa e não cuida de nossa filha ou de nosso casamento, eu só soube que ela me traia muito tempo depois.
            -E qual foi sua intenção, quando soube?
            -Divorcio. –Respondeu Arthur. –Eu ia me separar dela, mas ela se achava no direito de fazer o que fazia, e ameaçou-me de tirar minha filha.
            -E o que o senhor pretendia fazer? –Elion insistia em perguntar.
            -Ela não tomaria minha filha.
            Arthur começou a se deitar na cama, os remédios já havia começado a fazer efeito e ele só continuava falando por ser forte.
            -Quais são os remédios que ele toma. –O detetive perguntou a Tomas.
            O garoto pensou um pouco e disse.
            -Se não me engano são Axonium, Neozine entre algumas injeções.
            Elion olhou para o garoto disse.
            -Medicamento um pouco pesado não?
            -Acho que sim, não entendo muito disso.
            A enfermeira voltou para o quarto quando o oficial disse.
            -Com licença, senhora Sá, suponho que a senhora já tenha visto o senhor gomes tendo ataques.
            -Sim. –Disse ela. –Mas ele não é muito violento, ele só tenta se matar, e fala coisas sem sentido.
            -Do tipo?
            -Coisas como ela está aqui e que o gato vai me pegar.
            -Gato? Vocês tem algum gato aqui Tomas?
            -Não que eu saiba. –Disse o garoto.
            Elion olhou para a enfermeira e lhe perguntou.
            -É só isso mesmo?
            -Na verdade ele diz aqui tem demônios, mas é normal para uma pessoa esquizofrênica.
            -Verdade. –Elion disse por fim. –Muito obrigado senhora Sá, a senhora foi de grande ajuda. –Antes que ele saísse ele fez mais uma pergunta. –Senhora Sá, desculpe lhe atormentar, mas a senhora sabe qual é o medico do senhor Gomes?
            -Na verdade não, eu sou paga apenas para cuida dele, enquanto está nesta casa, nunca o acompanhei até a clínica, mas o senhor pode se informar com a senhora Elizabeth ou com o senhor Alves.
            -Senhor Alves?
            -O meu pai. –Disse Tomas. –Ele era quem ia com minha mãe ao medico.
            -Sei. –O detetive olhou para a enfermeira e disse. –Mas uma vez obrigado.
            Eles saíram deixando a enfermeira a sós novamente com Arthur.
            Ao chegarem à sela de está eles sentaram e começaram a discutir.
            -O que você acha Elion? –Ed perguntou.
            -Mesmo estando dopado com os medicamentos, acho que ele foi sincero em tudo.
            -Por quer saber sobre o medico dele? –Alexander perguntou.
            -O histórico dele, e para saber se podemos levar o depoimento de Arthur em consideração.
            -Como assim? –Tomas perguntou.
            Elion o encarou e disse.
            -Não irei mentir para você garoto, a uma grande possibilidade de sua avó ter sido morta, a vinte e três anos.
            Tomas encarou o detetive e disse
            -Essa possibilidade é de quanto por cento?
            Elion respirou fundo, e antes que pudesse responder seu amigo disse.
            -É apenas uma hipótese, nada que se possa provar.
            -De quanto por cento? –Tomas disse variando seu olhar para Ed e para o mais novo.
            -Noventa e cinco por cento. –Elion respondeu.
            O jovem Gomes abaixou a cabeça, ele não queria pensar na possibilidade de sua avó estar morta, desde crianças ele sonha em conhece-la, e simplesmente ela não podia ter morrido.
            -Por que o senhor acha isso? –Ele perguntou ao detetive.
            -As pessoas mais próximas dela, não fazem ideia de onde ela possa está, ela deveria de fato ter fugido no dia em que desapareceu, mas simplesmente ela evaporou, sem deixar rastro, não quero afirma que ela esteja morta, mas é uma possibilidade que devemos aceitar.
            -Mas o senhor disse noventa e cinco por cento, e isso é uma possibilidade muito grande.
            -Eu sei, mas não perderemos a fé. –Ele disse sorrindo para o garoto.
            Elion percebeu que apesar de tudo tomas ainda era uma criança, ele não o incomodaria com a realidade, ao menos não ainda.
            -A investigação ainda está pela metade. –Ele voltou a falar. –Tudo pode mudar, apesar que uma coisa dita por uma pessoa não bate com o que a outra diz.
            -Compreendo. –Tomas disse. –Mas, essa foi a primeira vez que ouvir alguém dizer que minha avó foi a um psicólogo.
            -É uma possibilidade, mas temos que levar em consideração que seu avô está doente, mas iremos conversar com seu pai e sua mãe, se eles confirmarem isso. –Elion parou de falar por um tempo, respirou fundo e disse. –Se a historia se confirmar, voltaremos à estaca.
            -Não tem uma possibilidade dela ter se jogado dentro do oceano e ter sido devorada pelos peixes? –Victory perguntou.
            -Pouco provável. –Elion respondeu. –As pessoas teriam visto algo. –Ele disse se levantando.
            -Tá, mas o que iremos fazer agora? –Ed perguntou.
            -Vamos falar com o pai de Tomas, ele deve saber de algo.
            -Certo. –Disse o jovem Gomes sem animo.
            -Algum problema? –Perguntou o detetive.
            -Não. Só que o meu pai não sabe que eu contratei vocês, e ele sempre foi contra essa minha obsessão de conhecer minha avó, tenho medo de que ele não nós ajude. –Ele se levantou do sofá e continuou. –Mas não custa nada tenta, não é mesmo, talvez ele tenha mudado depois do divorcio. –Ele respirou fundo e disse com voz de desanimo. –A quem estou enganado, estamos ferrados se dependermos de meu pai.
            -Relaxa, deixa que Elion cuida disso. –Alexander falou. –Eu vi como ele consegui obter coisas das pessoas apenas falando com elas.
            -Quando se conversa com alguém, esse algum sempre acaba falando demais. –Elion disse. –Agora vamos, não temos muito tempo a perder.
            Eles saíram da casa e foram diretamente ao escritório do senhor Alves, sendo guiados pelo jovem Tomas.



VIII
            -Pai? –Disse tomas entrando no escritório do senhor Alves.
            -Tomas? O que faz aqui? E quem são esses?
            Pedro Alves, era alto de pele parda, tinha um porte atlético e um ar de intelectual, ele estava vestido com roupas sócias, o nó de sua gravata estava folgada e seu paletó estava sobre a  cadeira onde estava sentado, verificando alguns documentos em seu computador.
            -Esse é o detetive Elion, e os outros dois estão o ajudando...
            -Você os contratou? Isso é sobre sua avó, achei que já estivéssemos conversados sobre isso.
            -Sim pai, mas achei que fosse justo eu saber o que realmente aconteceu com minha avó, se ela está viva eu a quero conhecer, mamãe já concordou com isso...
            -Claro que concordou. –Disse ele o interrompendo. –Sua mãe é uma imprudente que não pensa nas consequências, ela não achou que você iria se magoa caso não encontrasse Sara? Claro que não.
            Elion se aproximou e disse cortando a fala do senhor Alves.
            -Desculpe-me por me meter, mas creio que se Tomas não me procurasse agora, me procuraria depois, ou a mim, ou a qualquer outro, o senhor como pai deveria conhecer seu filho melhor do que ninguém, e saber que ela deseja mais que tudo conhecer a avó dele, e a mãe dele sabe que nem ela e nem o senhor serão capazes de ditara essa desejo de dentro dele.
            O pai de Tomas respirou fundo e disse.
            -Está bem então, o que traz vocês aqui?
            -Gostaríamos de saber tudo sobre sua antiga sogra e principalmente sobre o senhor Gomes.
            -Creio que não tenho muito o que falar, eu nunca conheci  Sara, as únicas coisas que seu sobre ela são as coisas que Arthur e Elizabeth me contaram, que ela era obcecadas e maníaca, eu assistir a alguns vídeos de família, e sei que ela não se envolvia muito com as festas de aniversario da filha, sei que ela amava mais aos livros que a vida social, pelo que me lembro ela fez algumas consultas ao psicólogo a pedido do marido, já Arthur me falava pouco sobre ela, mas até onde eu entendi ele a amava, e fico depressivo com o desaparecimento repentino dela, logo após o nascimento do meu filho, ele começou a falar coisas sem sentido, e a ficar paranoico, então eu o levei até uma clinica psiquiátrica onde disseram que ele era esquizofrênico, creio que seja apenas isso o que eu saiba, se quiserem eu lhe dou o endereço da clinica que cuida dele atualmente, se não me engano foi um dos médicos de lá que trabalharam com Sara.
            -Muito obrigado, será de grande ajuda. –Elion falou logo após pegar o endereço da clinica.



IX
            -Senhor Marcos Araújo, suponho. –O detetive falou sentando-se em uma das poltronas da sala do psiquiatra.
            -Isso esmo, o senhor Alves me informou que vocês viriam. No que eu posso ajudar?
            O psiquiatra era um homem alto, possuía uma cicatriz no rosto, tinha algumas orelhas, Elion deduziu que ele dedica sua vida a sua carreira, seu escritório era grande, tinha uma mesa com um computador, havia um boneco de Freud e prontuários em cima da mesa.
            -O senhor é responsável pela saúde d Arthur Gomes, não é isso?
            -Exatamente.
            -Como se deu o diagnostico da doença dele?
            -Desculpe-me, não entendi.
            -Como foi que o senhor diagnosticou a esquizofrenia dele?
            -Acho que vocês entenderam errado, eu não o diagnostiquei, eu cuido do caso dele, outro medico fez isso, aqui. –Ele entregou alguns papeis ao garoto. –Eu cuido dele atualmente, mas foi outro medico que o diagnosticou.
            Após olhar para a papelada Elion disse.
            -E por que ouve essa mudança de médicos?
            -Parece que a família de Arthur, não quis continua, pós não estava obtendo uma melhora da parte do paciente, e não é querendo me gabar, mas ele já demostrou uma melhora significativa, apesar que esquizofrenia não tem cura.
            -É possível alguém fingir a esquizofrenia? –Elion perguntou sem arrodeio.
            -Não, são feitos alguns exames no paciente, como o senhor pode ver, está entre as folhas que lhe entreguei.
            Elion olhou as folhas novamente, conferindo o que o medico estava dizendo.
            Após um tempo ele disse.
            O Senhor já ouviu falar na esposa dele, a senhora Sara Gomes?
            -Mas é claro, ela também foi paciente dessa clinica na época de meu pai, o senhor Alves também me disse que vocês perguntariam sobre ela, então eu fui busca o histórico medico dela também. –Marcos falou pegando mais uma pasta e entregando ao jovem oficia.
            Elion a abriu, e após lê em voz alta para que os outros pudessem ouvir.
            -Seu pai disse que ela tinha falta de pessoalidade, o senhor concorda com isso?
            -Por que não concordaria? –O Psiquiatra falou. –De acordo com meu pai, ela tinha falta de personalidade, e usava o mundo da leitura e dos filmes para fugir da realidade, mas respondendo a sua perguntar, eu não concordo com meu pai, pelo o que eu ouvir falar, Sara era uma mulher sonhadora que não teve apoio da família para realizar seus sonhos, ela traiu o marido, e fazia as loucuras que fazia, não era por falta de pessoalidade, mas em parte por causa de algumas consequências de gerado por algum trauma, causado pela frustação de não poder realizar seus sonhos, por ser obrigada pelo seu pai a fazer uma universidade da qual não queria.
            -Se o marido dela tivesse lhe dado forças, ela seria diferente.
            -Não, não seria, ela se tornou um mau caráter, e ninguém tiraria os sonhos dela, como eu disse ela era como era, por parte da frustação de não poder fazer o que queria, mas a outra parte e provavelmente a maior, ela fazia por prazer, e como acabei de dizer, ela é um mal caráter.
            -Compreendo. Obrigado por sua ajuda, por hora é só. –Disse o detetive se levantando sendo seguindo pelos outros dois.
            Ao saírem da clinica Tomas Disse.
            -Não posso acreditar no que aquele homem disse sobre minha avó.
            -A verdade é dura, mas é a verdade. –Ed disse. –E acho que agora esteja claro o fato de seus pais não querer que você procurasse sua avó, ela seria um mau exemplo para você.
            -Tenho que concorda. –Disse Alexander.
            Ed e Elion o olharam e disseram em uni som.
            -Olha só quem fala.
            -Você já olhou a forma como você se veste? –Ed perguntou.
            -Isso não vem ao caso agora. –Disse o garoto.
            -Ele tem razão. –Disse Elion entrando no Taxi.
            -Para onde estamos indo? –Tomas perguntou enquanto entrava no taxi sendo seguido pelos demais.
            -Iremos procurar a única pessoa que conviveu com seus avós diariamente, e tinha uma mente adulta, para entender as brigas. –Elion disse abrindo o diário do detetive Tavares. –E de acordo com Anthony ela está morando em um asilo perto daqui.
            Após alguns minutos eles chegaram ao lugar especificado pelo antigo detetive.
Elion seguido pelos outros três rapazes desceram do carro e entraram no asilo a procura da antiga copeirada família GOMES.
            -Com licença. –Elion falou para a recepcionista do asilo. –Meu nome é Elion e sou detetive, gostaria de falar com uma das senhoras que estão sobre os cuidados de vocês.
            -E quem seria ela? –Perguntou a recepcionista.
            -Ana Vieira, sessenta e oito anos. –Respondeu o detetive.
            A mulher que não aparentava ter mais de trinta o encarou e disse.
            -Desculpe senhor, mas, a senhora Vieira não pode receber visitas, ela está muito doente e fraca, isso sem contar que ela está aqui a muito tempo, não sei como ela poderia lhe ajudar.
            -Eu irei falar sobre algo que aconteceu no passado dela, e como todo idoso gosta de contar historias creio que ela não var se importa.
            -Desculpe-me senhor, mas não posso permitir, ela anda muito cansada, e está muito fraca, ela pode morrer a qualquer momento e...
            -Esse é mais um motivo para me deixar falar com ela, se ela morrer, antes de responder minhas perguntas, varias pessoa sofrerão sem saber a verdade, esse garoto. –Disse ele apontando para o jovem Gomes. –Quer conhecer a sua avó, ou ao menos saber o que aconteceu com ela, e você não pode tirar isso dele.
            -O que está acontecendo aqui? –Disse uma enfermeira se aproximando do grupo de jovens.
            -Senhora. –Disse a recepcionista. –Esse garoto diz ser detetive, e ele veio para falar com a senhora Vieira, mas eu informei que ela anda indisposta e...
            -Chega, já é o suficiente. –Disse a senhora que havia chegado recentemente. –A senhora Vieira de fato anda indisposta. –Disse ela para o detetive, -Mas faz muito tempo que ela não recebi visitas, creio que poderiam falar com ela, mas eu irei acompanha-los, ela anda doente e não pode fazer muito esforço, caso ela não consiga responder a suas perguntas, ou simplesmente não queira as responder, vocês terão que ir embora, estamos entendido?
            Elion concordou com a cabeça e seguiu a enfermeira junto com os garotos para um pequeno quarto onde viram uma senhora invalida sobre a cama.
-Senhora Ana. –Disse o maior chamando a atenção da senhora. –Meu nome é Elion, e estou trabalhando no desaparecimento de sua antiga patroa, a senhora Gomes.
            -Mas já faz tanto tempo. –Disse uma senhora que mal podia abri os olhos.
            -Faz! Mas o caso foi reaberto, e precisamos de sua ajuda.
            -Não tenho o que falar sobre. –Disse ela sem forças.
            -Por favor, senhora vieira, peço que reconsidere, temos fortes motivos para acreditar que ela foi assassinada, e precisamos de sua ajuda, para saber quem foi, e onde poderia estar o corpo.
            -Céus, morta? –Disse ela fazendo esforço para levanta-se.
            -Sim, morta. –Afirmou o garoto.
            -A senhora é a única funcionaria ainda viva que conheceu a senhora Gomes, sabemos que ela não tinha um bom caráter, então, por favor, faça um esforço e nos ajude a resolver esse caso, por favor. –Elion implorava.
            A velha senhora foi ajudada pelas enfermeiras a se levantar, ela estava cansada, o tempo não foi generosa com ela, e ela estava em seus dias.
            -O que você gostaria de saber garoto? –Perguntou ela baixo.
            Elion se aproximou-se e disse.
            -Eu peço que a senhora faça um esforço, e nos fale sobre Sara, seu marido, e todos os funcionários que trabalhavam na casa no momento.
            Ela pensou um pouco e disse.
            -Não havia muitas pessoas, somente eu, Veronica que trabalhava na cozinha, Jonas, o motorista e Lucas, um garoto que trabalhava exclusivamente na biblioteca de sara. –Disse ela com muito esforço. –A é tinha também Sebastian um homem que ia regulamente trabalhar no jardim, dele eu lembro era muito bonito e jovem, creio que todos já estejam mortos.
            -Por favor, fale-nos sobre cada um, sua patroa tinha algum tipo de afinidade com algum deles?
            -Ela falava muito com o jovem Lucas, ele sempre estava na biblioteca, e creio que ela conversava com o jardineiro, não lembro muito bem.
            -Por favor, faça um esforço, a senhora já ouviu alguma das conversas que ela teve com algum deles.
            -Não, eu sempre mantive distancia. –Dizia ela demostrando cansaço. –Nunca fui de me meter nos assuntos dos outros.
            -Compreendo. –Disse o garoto.
            -Mas teve uma vez que eu ouvir algo sem querer.
            Disse a velha e cansada senhora Vieira, olhando para o jovem detetive, ela fazia muito esforço para manter os olhos abertos.
            -Uma vez, eu ouvir o garoto Lucas discutindo com ela, ele dizia que as historias que ela lia para a pequena Elizabeth não era indicado para a garota.
            -Historias? Como assim não eram indicados?
            -Sara costumava assustar a garota contando para ela historias de terror, esse foi o real motivo para que o marido dela começasse as brigas com ela, Sara não era uma sonhadora como todos dizem que ela é, ela era uma louca.
            -Não, não pode ser. –Disse o jovem Gomes.
            -É a verdade meu jovem. –Ela disse olhando para o mais novo. –Sua avó não era uma boa pessoa, ela era má, costumava humilhar os funcionários, e os que ela não humilhava, ela manipulava, para obter o que queria.
            -E o que seria isso?
            -Luxuria prazer, aventura, como eu já disse ela era uma louca, que queria viver tudo o que lia nos livros, ela achava que podia tudo, que estava no controle de tudo.
            -Viu, eu disse. –Ed comentou olhando para Elion.
            -Cala a boca Ed. –Os outros três falaram em uni som.
            -Tá. –Disse ele abaixando a cabeça.
            -Sabe. –A senhora Vieira voltou a falar. –Eu acho, não, eu tenho certeza que ela já levou o Lucas e o jardineiro para a cama, e se de fato ela não saiu de casa para viver uma aventura, foi um dos dois que cometeu o assassinato.
            -E por quer não o marido dela, já que foi ele quem mais sofreu com tudo isso? –Alexander perguntou.
            Ana começou a a respirar mais forte.
            -Acho que é só isso por hoje. –Disse uma das enfermeiras pedindo que os garotos se retirassem.
            Ana fez um sinal com a mão mandando ela parar.
            -Não, eles precisam saber. –Ela respirou fundo antes de responder ao garoto de franja. –Arthur não faria mal a ela, ele era uma boa pessoa, diferente da esposa, fiquei muito triste ao saber que ele ficou esquizofrênico, uma pessoa tão boa, que sofreu tanto depois que a esposa o trocou por outro.
            -No dia em que ela desapareceu, a senhora sabe dizer se ela voltou?
            -Não, não voltou, ao menos não que eu tenha visto.
            -Onde a senhora estava no dia especifico?
            -Eu não lembro ao certo, faz tanto tempo, creio que eu tenha ido fazer compras. –Ela parou e pensou um pouco. –Não, eu não fui, eu estava na biblioteca conversando com o garoto, sim estava, estou me lembrado, foi o ultimo dia de trabalho dele, ele me disse que estava indo embora, sim foi isso.
            Elion olhou para seus amigos, os encarando.
            -A uma possibilidade dele... –Disse Tomas com certo anseio.
            -Talvez. –Elion respondeu. –Levaremos isso em consideração. –Ele olhou para a senhora Vieira antes de prosseguir. –A senhora lembra o motivo dele ter saído da casa?
            -Foi demitido por Sara, ela disse que não havia mais necessidades dele continuar trabalhado para ela.
            -Claro. –Disse Elion abaixando a cabeça. –Sara era esperta, ele serviria como mais uma distração para a policia não a encontrar.
            -Como assim. –Ed perguntou.
            -Com John ou sem John, ela planejava sair da casa, e caso seu plano de usar John como distração para fugi não desse certo ela teria o garoto como plano B.
            -Isso está ficando ainda mais complicado. –Victory falou com ar de poucas esperanças.
            -Demos que continuar a investigação. –Disse Tomas. –Isso não pode terminar assim.
            -Se ela fez tudo isso para não ser encontrada, talvez nunca a encontraremos. –Elion disse encarado o garoto. –A única maneira de encontramos seria se seu plano de fuga deu errado e ela foi assassinada, mas se isso realmente aconteceu, onde estaria o corpo dela, afinal de contas isso foi a vinte e três anos atrás, alguém já deveria ter encontrado o corpo. –Elion olhou para a anciã a sua frente e disse. –A não ser que...
            Ele ficou em silencio refletindo no que ia falar.
            -A não ser que? –Perguntou Ed.
            -Que a pessoa que tenha a assassinado fosse tão obsessivo quanto ela. –Disse tomas.
            -Exatamente.
            -Ótimo. –Disse Ed. –Então se houver um assassino, esse alguém complexado quanto a senhora Gomes, isso não para de ficar interessante.
            -Senhora vieira, a senhora lembra-se de alguém com a mesma pessoalidade da senhora Gomes?
            Ela olhou para o garoto como se não houvesse entendido a pergunta.
            -Bom. –Disse ela confusa. –Lucas era obcecado por livros, o Sebastian por flores, mas eu acho que a pessoa que mais se encaixava ao perfil de Sara era sua amiga Leopoldina, afinal de tontas elas foram amigas há anos.



X
            Após andares, alguns quarteirões pelas ruas de Olinda, os garotos já estavam exaustos, com toda correria eles esqueceram de comer, mas não havia tempo para tal coisa.
            -É aqui, a casa do Lucas Que madame Vieira falou. –Disse Victory já tocando o interfone.
            -Sim? –Disse uma voz de homem do outro lado.
            -Meu nome é Victory Alexander, sou filho do detetive Anthony Tavares, creio que saiba quem é, e estou aqui com o detetive Elion, gostaríamos de falar com o senhor, é a respeito de Sara Gomes.
            Ouve um longo silencio do outro lado da linha, mas após esse tempo a porta foi aberta e a voz os mandou entrar.
            Após o portão de entrada só havia um pequeno espaço utilizado como garagem, logo em seguida era a porta da entrada da casa.
            Havia um homem de uns quarenta e pouco na porta esperando.
            -No que posso ajuda-los.
            -Seu nome é Lucas? –Tomas perguntou.
            -Sim, sou e você quem é?
            -Meu nome é Tomas Gomes, sou neto de Sara. –Disse o garoto cumprimentado o homem com um aperto de mão. –Gostaríamos de falar com o senhor sobre o desaparecimento dela.
            -Entrem. –Convidou ele. –Vocês gostariam de comer alguma coisa?
            -Não. –Disse Elion
            -Sim. –Falaram os outros três em uni som ao mesmo tempo que o detetive respondeu.
            Elion respirou fundo em desaprovação. E o anfitrião apenas deu uma leve risada.
            -Venham, tem lasanha no forno. –Ele disse levando os garotos para a cozinha e os servindo, e como anteriormente Elion entregou seu prato para Ed.
            -Eu não como carne. –Disse ele.
            -Eu não tenho nada para oferecer... Gosta de abacaxi?
            Elion só olhou para o homem e lhe deu um sorriso em resposta.
            Logo após entregar um prato cheio de abacaxi para o jovem detetive ele disse.
            -No que poderia ajuda-los?
            -O senhor foi demitido justamente no dia em que Sara desapareceu. –Disse Elion após engolir uma das rodelas de sua fruta. –Ela teve um plano te fuga perfeito, e usaria o senhor como distração para a policia, para dá tempo de se camufla no mundo, sem ser encontrada.
            -O pai do garoto aqui. –Disse Luvas citando Victory. –Me disse a mesma coisa anos atrás.
            -O senhor o conheceu? –Elion perguntou surpreso.
            -Sim, ele veio aqui anos atrás.
            -Estranho, ele sempre manteve suas investigações anotadas em seu caderno, e seu nome não está aqui. –Ele disse mostrando o caderno de capa marrom.
            -Deixe-me ver. –Lucas falou pegando o caderno. –Aqui, disse ele mostrando um nome riscado, Freire, ele colocou apenas o meu sobre nome.
            -Mas ele riscava os nomes das pessoas que já morreram.
            -E os que ele deixou livre das investigações, ele disse que eu não tinha motivos para matar a senhora Gomes.
            -Compreendo. –Disse o garoto do abacaxi. –Mas o senhor se impotaria se lhe fizesse algumas perguntas
            -Claro que não.
            -O senhor chegou até algum caso com a senhora Gomes?
            -Sim, eu respondi isso a Anthony.
            -Estou vendo aqui, mas não é bem isso que eu queria ouvir.
            -O senhor lembra-se do jardineiro Sebastian?
            Lucas deu um leve sorriso e disse.
            -Então o você já sabe?
            -Já sabe de quer. –Disse Ed começando a comer a segunda fatia da lasanha.
            -De acordo com o que a senhora vieira nos disse, Sara havia tido um caso com você e provavelmente com o jardineiro, e a única coisa que eu pude pensar quando ela disse isso foi em um ménage e pelo sorriso que o senhor deu ao ouvir o nome de Sebastian acho que estava certo.
            -Eu era jovem, e tinha alguns desejos, Sara apenas me proporcionou a realização desses desejos.
            -Creio que ela fez bem mais que isso.
            Lucas começou a rir.
            -Você é bom mesmo garoto. –Ele disse servindo-se de um copo de refrigerante. –Ela me deu um emprego em sua casa, um emprego do qual eu não fazia nada além de lê, e estudar para o vestibular, e para ser sincero o salario era ótimo, e nós ainda tínhamos relações, hoje eu me arrependo disso, na época eu era jovem, não sabia no que realmente estava me metendo, e acabei me envolvendo com uma mulher casada.
            -Todos somos falhos, o senhor não deveria se culpar. –Disse Alexander tentando pegar uma das fatias do abacaxi.
            Elion o fuzilou com os olhos e lhe mostrou os dentes colocando parte de seu corpo sobre o prato, como forma de barreira.
            -Meu. –Disse ele por fim.
            O garoto recuou com certo anseio de ser mordido pelo maior.
            -O senhor sabe onde Sebastian está? –Tomas perguntou.
            Lucas olhou para ele e disse.
            -Morto. Ele morreu alguns anos depois ao desaparecimento de Sara, O detetive Tavares, nunca conseguiu interroga-lo.
            -Bastante conveniente para ela. –Elion falou mordendo mais um pedaço de sua fruta.
            -Vocês sabem de algo sobre ela. –Lucas perguntou os encarando.
            -Achamos que ela foi assassinada. –Alexander respondeu.
            -Mas não temos como confirmar isso, já que depois de tantos anos nada foi encontrado.
            Lucas pensou um pouco e disse.
            -Talvez nisso eu posso ajuda-los.
            -Como assim? –Elion Perguntou.
            Lucas o encarou e disse.
            -A mansão da falia Gomes estava passando por reformas no período em que Sara desapareceu, sabe, a construção de uma piscina e a plantações de algumas arvores coisa e tal, sem contar que com a troca do sistema de esgoto e da encanação, o quintal estava todo perfurado, creio que em um daqueles buracos era possível esconder um cadáver.
            -Isso quer dizer que... –Tomas disse com uma expressão horrível.
            -Que talvez haja um cadáver debaixo daquele jardim. –Elion disse levantando-se e levando consigo o prato com o resto de abacaxi.



XI
            -Senhora, Gomes, temos que conversar. –Elion disse entrando no escritório de Elisabeth.
            Assim que eles saíram da casa do senhor Freire os rapazes foram diretamente para a mansão da família Gomes, a procura de Elizabeth.
            -No que posso ajuda-lo senhor. –Respondeu ela o encarando e aos demais ali presentes.
            -Achamos que sua mãe foi assassinada a vinte três anos, e se estivermos certos, o corpo dela estará em algum lugar abaixo de seu jardim.
            -Mas isso é impossível. –Respondeu ela.
            -Não, não, é a senhora era criança na época e não deve se lembrar, mas a casa estava passando por reformas na época, nós descobrimos que sua mãe tinha de fato um amante, mas ela nunca chegou a fugi com ele, havia varias pessoas que sua mãe causou o mau, então começamos a acreditar que ela havia sido assassinada, mas achávamos isso pouco provável, já que o corpo nunca foi encontrado, então devido o depoimento de um dos antigos funcionários desta casa, soubemos que a mesma estava em reforma na época, então tudo leva acre que ela foi assassinada e enterrada aqui, neste jardim.
            -Mas quem poderia ter feito isso.
            -Temos nossas desconfianças, mas iremos averigua isso assim que encontramos o que restou do cadáver de sua mãe.
            Elizabeth passou as mãos sobre o rosto e disse.
            -O senhor acha que meu pai fez isso?
            Eles ficaram em silencio.
            -Ele amava minha mãe, ele não era capas de fazer isso.
            -Senhora, achamos que ele não é esquizofrênico, que a doença é apenas uma desculpa para esconder o que ele fez no passado.
            -Isso não é possível, eu a acompanhei junto com o meu ex-marido ao psiquiatra, não tem como ele ter enganado a dois profissionais da saúde.
            -Nós também não sabemos como ele fez isso, mas é uma possibilidade que não iremos descartar. Tudo a essa altura do campeonato é possível.
            Dois olhos olhavam os garotos conversando com a senhor Gomes.
            Arthur começou a se afastar da porta do escritório, os sons de seus passos começaram a ser abafados pelo barulho da tempestade, a noite havia chegado, e o céu estava fechando, uma forte tempestade estava por vir, mas não era apenas a tempestade lá fora que estava incomodando aquele senhor, era algo mais antigo, uma tempestade de lembranças por assim dizer.
            -Demônios, são todos uns demônios, mandados do inferno apenas para me atormenta com o passado.
            Elizabeth ouviu dota explicação dada por Elion e disse em seguida.
            -E como o senhor pretende procurar, pelos ossos de minha mãe?
            -Já está tarde, iremos vim pela manhã, eu irei trazer algumas pessoas com equipamentos.
            -Compreendo.
            -Victory, você gostaria de ficar em minha casa por hoje à noite, assim evitaríamos perda de tempo, e estaremos aqui logo cedo.
            OK. –Respondeu o menino de franja.
            Algumas horas se passaram, a tempestade apenas ficava mais forte, os ventos chicoteavam as ruas de Recife, os relâmpagos estavam praticamente transformando a noite em dia.
            A mansão da família Gomes estava praticamente vazia, a casa estava sendo dominada pelas sobras da noite.
            -Demônio, demônio, demônio. –A vos de Arthur ressuava em seu quarto vazio. –Malditos demônios.
            A tempestade continuava forte do lado de fora.
            -Eles não deveriam ter remexido no passado, não deveriam – Dizia ele consigo mesmo.
            Arthur não estava bem, algo o atormentava, uma sobra do passado o seguia o desseguia.
            O barulho dos trovoes ressoava pela casa, e em um breve momento, um segundo som se misturou ao dá tempestade.
            O telefone celular de Elion tocou, o despertando.
            -Hmmmmm, abacaxi? –Dizia ele levantando-se e atendendo ao telefone. –Alô. –Disse ele.
            -Senhor Elion, sou eu Tomas. –O garoto disse atormentado. –O senhor tem que vim imediatamente, meu avó, ele, ele.
            -Tomas, por favor, se acalme, o que aconteceu com seu avó?
            -Ele se matou.
            Os olhos de Elion pararam no tempo, semelhantes aos olhos de vidro de uma boneca, ele ficou olhando para o nada.
            -Então, de fato foi ele.
            -Por favor, venha imediatamente.
            -Estou indo.
            Ele desligou o telefone começando a se vestir. A medida em que ele colocava suas roupas, ele gritava chamando por, Ed e Alexander.
            -Acordem. –Gritava ele saído de seu quarto batendo nas portas.
            -O que foi que aconteceu? Ed disse saindo do quarto vestido com as mesmas roupas de mais cedo.
            -Você estava acordado? Não se trocou?
            -Estava assistindo um filme de comedia em seu notebook, ia tomar um banho e dormir logo em seguida eu juro. –Disse ele olhando Elion de olhos serrados.
            -Tá, Alexander, acorda.
            -Já estou pronto.
            Ele estava sem a maquilagem preta e sinceramente, as roupas de Ed caíram bem nele.
            -O que aconteceu? –Perguntou o garoto.
            -Temos que voltar para a mansão Gomes, o dono dela acabou de cometer suicídio.
            -E aonde iremos consegui um taxi há essa hora. –Ele perguntou.
            -Tenho que me lembra de tirar minha carteira, vamos eu tenho um amigo que nos levará até lá.
            Um taxista levou os três até a mansão onde já havia alguns carros de policia.
            -Ainda bem que o senhor chegou. –Tomas disse eufórico. –Entrem.
            -O que realmente aconteceu? –Perguntou o detetive.
            -A enfermeira saiu para pegar um livro na biblioteca, para ler durante a noite, e quando voltou a porta do quarto dele estava trancada por dentro
            Elion apenas ouvia atentamente aos detalhes ditos por Tomas.
            -Tai ela ficou desesperada e chamou minha mãe, ela deu ordem para que arrombassem a porta.
            Eles subiram dobraram o corredor indo em direção ao quarto de Arthur.
            -E eles o encontraram morto, ele pegou um antigo revolver que pertencia a ele quando mais moço, e cometeu suicídio.
            Eles entraram no quarto e o corpo ainda estava jazendo sobre a cama, havia alguns policias lá.
            Elion olhou para um deles e disse.
            -Relatório completo do que aconteceu.
            -Senhor. –Disse ele para o detetive. –Não tenho ordens para...
            -Tudo bem. –Disse o delegado se aproximando.
            -Gustavo? –Elion falou sem entender.
            -A anos atrás meu pai foi responsável por um caso nesta casa e agora aparentemente eu  encerrarei ele. –O delegado encarou o medico legista e disse.
            -Conte o que o senhor nos disse.
            Um homem magro e alto começou a falar apontado para o ferimento na cabeça do senhor Gomes.
            -Aparentemente ele se deitou em sua cama, e com a arma colocada em sua cabeça, ele efetuou um disparo, não há o que falar.
            -E a chave da porta do quarto?
            -No bolso do roupão dele. –Respondeu o delegado.
            -E a enfermeira, onde está?
            -Na cozinha com alguns de meus homens.
            Elion foi imediatamente para lá sendo seguido pelos outros três.
            -Senhora Sá. –Disse ele.
            Uma mulher em soque o encarou, Gabriela de Sá estava exausta, e pelo inchaço em seus olhos ela havia chorado bastante.
            -Sim. –Respondeu ela com voz cansada.
            -Teria um minuto por favor. –Ele disse, fazendo que os oficiais a deixasse a sós com ele e os demais garotos.
            -No que posso lhe ajudar? –Perguntou ela quando os policias saíram.
            -A senhora notou alguma diferença no comportamento de Arthur logo após eu telo interroga-lo?
            -Não senhor, ele teve uma recaída bem depois, creio que no inicio da noite.
            -E o que ele fez ou disse?
            Nada de mais, somente o de sempre falava sobre os demônios e sobre o maldito gato.
            Elion olhou nos olhos da enfermeira e disse.
            -Que horas foi exatamente isso?
            -Logo após ele ter voltado para o quarto.
            -Como assim?
            -Normalmente, quando ele está se sentindo bem, eu o deixo dá uma volta pela casa.
            -E a senhora não o acompanha?
            -No começo sim, mas ele só ia a biblioteca e andava pelo térreo, e como eu vir que ele se sentia melhor sozinho eu parei de acompanha-lo, ai quando ele se sentia cansado voltava para o quarto.
            -Você disse que ele anda por todo o térreo e que ficou agitado no inicio da noite? Foi isso?
            -Sim, por quê?
            -Elion. –Disse Alexander. –Você acha que ele ouviu nossa conversa no escritório.
            -Tuto indica que sim. –Respondeu ele
            Elion pensou um pouco e disse se levantado.
            -Espera, o gato.
            -Oi. –Disse Ed. – Que gato?
            -O gato que atormentava o senhor Gomes, a casa em reforma, acho que sei o que aconteceu com Sara.
            Elion saiu correndo para as escadas e subiu para o terceiro andar, indo em direção a biblioteca, os outros foram atrás dele mas quando o acompanharam ele já estava voltando com dois livros em mãos.
            -Por que dos livros? –Perguntou Ed.
            -Você logo saberá meu caro. –Elion respondeu correndo de volta para o térreo.
            Foi até onde o delegado estava e disse-lhe.
            -Venha comigo. –Ele olhou para o garoto Gomes e disse. –Tomas, você poderia me consegui uma marreta, ou algo do tipo?
            -Sim. –Disse ele. –Creio que tem uma no porão.
            -Ótimo, vamos até lá então. –Disse ele indo em direção a entrada do porão.
            Ao chegar ele pegou uma marreta e começou a bater na parede.
            -O que você acha que está fazendo Elion.
            -Cala a boca Ed e observa.
            Algumas batidas depois um som oco ressoou pelo porão.
            -Meus caros, eu estou dando um encerramento final ao caso Sara Gomes.
            Com um sorriso no rosto Alexander disse.
            -Algo me diz que isso vai ficar interessante.
            -Sara pretendia fugi de fato com John, e logo após o deixa e vim pegar o restante de suas coisas, foi assassinada e colocada nesse porão para apodrecer.
            Todos os olhos ali presentes estavam vidrados no rosto do detetive Elion.
            -Sara queria fazer de sua vida um conto de fadas, ou simplesmente viver como um personagem de seus livros, e no fim ela acabou vivendo.
            Elion virou a capa de um dos livros e prosseguiu.
            -Contos de Imaginação e Mistério de Edgar Allan Poe, um verdadeiro clássico norte americano e uma das historias desse livro de Edgar, é O Gato Preto, e era isso o que Arthur dizia todo o tempo, a culpa de ter colocado sua esposa por trás do reboco da parede o estava consumindo.
            Com o alísio da marreta Elion começou a destruir a parede do porão, fazendo um buraco enorme, à medida que o buraco era feito, algo dentro da parede era revelado.
            Após algum tempo e com a ajuda de alguns oficias, os restos mortas de sara haviam sidos retirados da parede.
            -Quando Lucas me falou da reforma que a casa teve no dia do desaparecimento de sara Gomes. –Elion começou a falar logo após retirarem os ossos da parede. –Eu tinha plena convicção de que ela havia sido assassinada e enterrada pelo marido, mas quando eu soube a forma como o corpo foi encontrado, eu tive a certeza que Arthur foi o responsável por esconder o cadáver de sua esposa, mas não foi ele quem a matou.
            -Como? –Disse Alexander.
            -O casal Gomes estava discutindo há certo tempo, e o casamento deles estavam ameaçados, e alguém estava sofrendo com isso, a pequena Elizabeth.
            Os olhos da senhora Gomes ficaram perdidos no nada.
            -A senhora Ana Vieira, nos disse que já viu Lucas discutindo com Sara, em relações as historias que a mesma contava para sua filha e quatorze anos de idade.
            Elion começou a andar de um lado para o outro.
            -E uma dessas histórias seria o Gato Preto? –Gustavo disse após um tempo.
            -Exatamente meu caro, O Gato Preto.
            -Mas por que ele não contou a policia na época? Afinal a filha dele era menor de idade e eles eram ricos, ela não iria ser presa. –Falou um dos policias.
            -Por Vergonha. –Disse Elion.
            -Vergonha? –Alexander disse sem entender.
            -No fundo ele sabia que o responsável pela morte de sua esposa, afinal de contas se seu casamento fosse perfeito, nada disso teria acontecido.
            -E como uma criança de quatorze anos poderia ter matado uma mulher adulta? –Gostava perguntou.
            Elion respirou fundo e disse.
            -Da mesma forma que na historia contada por Sara a sua filha.
            -Não entendi. –Disse o delegado.
            -Claro que não entendeu, até eu levei um tempo para compreender. –O jovem detetive encarou Elizabeth antes de prosseguir. –Sara voltou para essa casa para buscar algumas coisas e para pegar sua filha, Elizabeth não queria deixa seu pai e não teve escolha, em sua cabeça de criança era normal fazer isso, os sua mãe lhe disse que era, então quando a senhora Gomes fazia as balas de sua filha, ela pegou um machado e meteu na cabeça de sua mãe, tal como a historia de Edgar, onde o marido sem querer ao tentar mata o gato, matou a esposa.
            Todos ali presentes prestava atentamente atenção a historia do garoto.
            -Arthur chegou logo em seguida a morte de sua esposa. –Continuou ele. –E ao ver o que suas atitudes e de Sara tornaram sua filha, ele não penso em nada além de esconder o cadáver de Sara, e como sua casa estava em reforma ele levou o corpo até seu porão e o colocou dentro da parede, puxando o reboco logo em seguida.
            -E como você deduziu isso? –Gustavo perguntou.
            -Vamos com calma meu caro. –Disse Elion. –Daqui a pouco eu chego nessa parte, onde eu estava? Aaaaa... Lembrei, Os anos foram se passando, e a culpa foi tomando conta de Arthur. E após um tempo ele começou a ameaça sua filha dizendo que não suportaria mais e que iria se entregar a policia, então, Elizabeth não viu outra saída a não ser droga-lo, e conseguir enxames falsos, e receitas medicas para compra remédios para esquizofrenia, fazendo com que seu pai continuasse drogado, mas quando o  psiquiatra se recusou a continuar se vendendo para ela, simplesmente ela só pegou os falsos exames e levou seu pai para outro médico, que de ante a uma advogada famosa em Pernambuco e no Brasil, apenas recebeu seu pai de braços abertos e continuou passando as mesmas receitas com os mesmos medicamentos.
            -Isso é verdade mamãe? –Tomas perguntou, porem sua mãe não fez nada além de ficar e silêncio.
            -Hoje quando a gente estava em seu escritório. –Continuou o detetive. –Estávamos todos de frente para ela e ela nos encarava, e nos ouvia atentamente, mas seu pai também nos ouvia, e ela viu que ele nos observava pela porta semiaberta.
            Tomas caminhou em silêncio para a direção onde o detetive estava e pegou o segundo livro que estava em sua mão.
            Seus olhos se arregalaram e ao devolvê-lo ao detetive serrou os dentes e foi em direção a sua mãe a esbofeteando em seguida, os oficias, correram para segurar o garoto, mas o estrago já havia sido feito, e o rosto de Elizabeth estava vermelhos com a marca dos dedos de seu filho.
-Como você pode fazer isso sua desgraçada. –Ele gritava para sua mãe.
O rosto de Elizabeth estava imóvel, ela não móvel um único musculo.
Elion apenas sorriu diante toda aquela cena.
-Ao ver que seu pai estava ouvindo a conversa, uma ideia lhe veio a cabeça, o fazer levar a culpa de tudo sozinho, e como ela sabia que o corpo de sua mãe não estava no jardim, sua vitória estaria feitar, então quando a casa ficou vazia, e a tempestade não deixou a enfermeira dormir, ela apenas teria que esperar ela sair de perto de seu pai, e quando isso aconteceu, ela foi até o quarto dele e o tomando vantagem do barulho dos trovões ela matou Arthur de uma forma que parecesse que ele havia cometido suicídio, então ela colocou a chave da porta do quarto dele no bolso do roupão que ele estava a vestir, e em seguida fechou a porta com uma chave reserva que ela possuía.
-Você tem como provar isso? –Gustavo perguntou.
-Mas é claro. –Ele disse mostrando a capa do segundo livro.
O único que percebeu além de Tomas foi Alexander.
-Semelhante a sua mãe, Elizabeth era um mostro sem pessoalidade, onde vivia por traz de um livro, e por medo que seu filho descobrisse a verdade, ela o proibia de ler, ou viver seu solho como escritor, isso sem contar que ela temia que ele se tornasse um mostro feito ela. –Ouve uma leva pausa. –Mas acho que isso não interessa,  o que interessa é como ela matou seu pai, enfim, foi da mesma forma que a sua mãe, a única diferença estar nos livros.
Gustavo pegou o livro que Elion estava segurando e leu o titulo em voz alta, tentando entender.
-Cai o Pano de Agatha Christie.
-Ela usou a historia de uma das melhores escritoras da historia para matar seu amado pai, irônico, não? –Disse Elion.
-Isso é verdade Elizabeth Gomes?
Com antes, ela não disse nada, apenas ficou de cabeça baixa.
Elion a encarou e a viu mexendo em seu bolso.
-Ela está com uma seringa nas mãos, é veneno.
A mãe do jovem Tomas retirou uma seringa cheia de veneno de seu bolço e ia injetar em seu braço.
Alexander se se aproximou dela, e a chutou com toda força no estomago, a fazendo cair.
-Hoje não. –Disse ele.
-A algeme. –Disse Gustavo.
-A morte para você seria fácil, Elisabeth. –Elion disse se aproximando dela. –Você vai passar um bom tempo na cadeia, mas mesmo assim, obrigado, obrigado por ter confessado, afinal de contas eu não tinha reais provas para lhe incriminar, seria minha palavra contra a sua, e eu só tinha dois livros a meu favor. Você é tão burra a ponto de mata seu próprio pai, e a ponto de tentar se matar e conversar assim seus crimes.
-Seu desgraçado. –Disse ela por fim, fazendo o garoto rir.
-Eu não sou desgraçado. –disse ele. –Sou um gênio.



XII
Seis semanas depois.


-Você vai mesmo para o exterior? –Ed perguntou.
-Sim. –Tomas respondeu. –Meu pai recebeu uma ótima proposta de emprego, e na França terei ótimas oportunidades para me especializar e me tornar um grande escritor algum dia.
-Fico feliz por você. –Disse Elion. –Espero que consiga.
-Obrigado. –Disse o garoto. –Mas e vocês, eu soube que iram viajar?
-Estou saindo de férias e vou arrastar Ed comigo. –Disse o maior.
-Não mesmo. –O mais velho respondeu. –Você sabe que eu odeio viajar.
Elion apenas sorriu, afinal de contas o outro garoto não teria escolhas.
-Vocês não vão viajar sem antes cumprir o combinado. –Victory disse se aproximando e sentando ao lado de Tomas a frente de Ed, em uma mesa de lanchonete.
-Você tem certeza de que é realmente vingança que você quer? –Elion perguntou.
-Tenho. –Respondeu o garoto. –Em alguns dias estarei fazendo 18 anos, e vou atrás do desgraçado que matou o meu pai, me custe o que custar.
Elion olhou nos olhos do garoto e viu que não teria jeito de fazê-lo voltar atrás.
-Aqui. –Elion disse lhe entregando uma folha de papel. –Ai está tudo o que você precisa saber sobre o assassino, mas uma coisa ele está no Japão.
Alexander apenas sorriu e se levantou. Sua vida estava perto de ter um sentido.
-Ele vai morrer, não vai? –Tomas perguntou.
-Vai. –Respondeu Elion. –Ele está ferrado.



J. Aeff

6 comentários:

  1. Nossa que prazer inenaravel poder ler novamente essa história, sem duvidas a minha preferida

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    1. rsrs :3
      fico feliz q tenha gostado, e muito obrigado por está sempre lendo minhas histórias,irei lembrar disso, para sempre rs

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  2. Mais o que????!!!! Caraaaaaaaaaaaaa que história! Uau viajei!
    No começo desconfie da filha de Sara Gomes,mas fui me perdendo com Lucas e Artuh,isso foi incrivél! Parabéns Jay...nem tenho o que falar. Elion é um g~enio mesmo como disse ele, ele é muito sínico kkk

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    1. Kkkkkkk, fico feliz q tenha gostado, continue lendo e se surpreendendo, e nunca se esqueça, somos todos de cristais.

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