Aviso!

Olá caro humano, seja bem-vindo ao nosso mundo sobrenatural! Se essa é sua primeira vez aqui, recomendo que comece a lê por nossa primeira história, “O Sequestro”, que pode ser facilmente encontrado se você abrir o botão da primeira geração, Detectives, que fica no menu acima. Caso você seja um de nossos fãs, tenha uma boa leitura e não esqueça de comentar, ou caso contrario, kraismos morderá todos vocês, isso se Castiel não lhe bater primeiro.

domingo, 29 de outubro de 2017

60 - Mestre dos Brinquedos

 

I
Quase dezoito anos atrás em algum lugar na Grã-Bretanha:

As trevas da noite estavam sendo iluminada por chamas vindo de tochas Seu silencio havia sido quebrado por dezenas de tambores tocando em um único ritmo. Não havia animais ou insertos naquele bosque, havia apenas mais de cem bruxas das trevas cantando algo em uma língua morta.
No centro de todo aquele rito havia uma mulher loira despida, deitada em meio à grama, o suar escorria pelo seu rosto enquanto aquilo? Aquilo que possuía uma vasta energia das trevas, uma mera sombra, a responsável por espantar os animais de seu lá, essa sombra possuía a mulher deitado a baixo dela. A mulher de longos cabelos de ouro e olhos azuis safiras gemia a media que as trevas a possuía, aquela sobra a queimava quando a tocava, mas ela não se importava, apenas gemia de prazer se entregando cada vez mais a seus desejos. E toda aquela cena de luxuria era acompanhada pelos tambores e canções. Aquele som misturada a essência demoníaca do ali presente incomodou até mesmo o espirito do bosque, que chorava por não aquentar mais presenciar tal blasfêmia contra seu Deus, até que, a sombra se dissipou e os tambores pararam.
As bruxas se foram, a prostituta do demônio também, e por fim, o bosque se acalmou, e por quase um ano tudo por lá esteve normal, a água, os campos, o vento e animais, ate que após nove meses sons dos tambores voltaram a soar, e mais uma vez a mulher que se entregou as sombras de quase um ano atrás se encontrava mais uma vez despida com as pernas abertas, porem dessa vez nada a possuía, longe disso, seus gritos não eram de prazer e sim de dor, ela estava prestes a dá a luz quando uma bruxa velha se aproximou segurando o que parecia ser uma caixa reta com todos os seus lados compostos nas formas de um hexágono e ao parar ao lado dela, ergueu aquela caixa que se diluiu em sombras e invadiu seu ventre. Por alguns instantes os gritos da mulher cessou, mas logo em seguida, ela foi possuída por uma dor inimaginável, seu feto se revirava em seu ventre, era possível ver sua pequena mão empurrando a barriga da mãe como tentando empurrar uma parede elástica. Os gritos dados por ela eram estridentes sendo ouvidos a quilômetros, espetros ceifadores começaram a sobrevoar o bosque, no intuído de levar a mulher que berrava aos ventos com eles, mas sempre que um espectro tentava entrar no bosque a energia demoníaca que estava sendo inalado pelo aquele feto transformava os ceifadores em pó, mando a essência deles de volta aos confins do mundo dos mortos.
Um circulo magico surgiu sob aquela que estava prestes a se tornar mãe. Três bruxas tentavam impedir que ela morresse.
Doze sacerdotisas surgiram ao redor daqui gritava, o circulo de luz se expandiu ligando a vida das doze jovens a mãe, e isso seu forças a ela, e à medida que ela colocava força e gritava, uma sacerdotisa caia morta sobre a terra, e quando a ultima das doze deu seu ultimo suspiro, o beber recém-nascido deu seu primeiro.
O som dos tambores mais uma vez cessou, o som das canções e dos gritos foram trocados pelo som do choro daquela beber de cabelos dourados e olhos fechados, um beber que estava vestido com o sangue da mãe. Um beber, nascido para governar.



II
Dias atuais: Bruxelas
As prateleiras estavam todas ao chão, os livros e documentos se misturavam em meio a bagunça, isso sem mencionar que os pilares, paredes e piso estavam danificados.
-Puta que pariu. –Disse Shin olhando para onde o portal havia acabado de se fechar.
-O que... –O Mestre dos Brinquedos havia acabado de entrar.
-Parabéns “viadinho”, você conseguiu destruir tudo. –Disse Iago para Shin.
-Dá pra parar de xingar ele Inveja? –Violet disse o empurrando e se aproximando do sul coreano. –O que aconteceu aqui Shin, e que energia foi essa de agora a pouco? –Ela olhou para os lados e voltou a questionar o garoto. –Achei que Ruan estaria aqui com você, onde ele está e cadê a bússola?
Shin passou as mãos sobre o cabelo os tirando do rosto. Ele não sabia por onde começar.
-Shin. –Nathalia falou se aproximando. –Onde está Lucy? Achei que ela estaria por aqui procurando por Elion.
-Por tudo o que é mais sagrado. –O mestre dos brinquedos falou. –Não me diga que ouve uma batalha pela bússola aqui dentro.
Shin olhou para ele e disse.
-Acho que foi pior que isso.
A biblioteca de Felipe estava começando a ficar apertada com a quantidade de magos que lá se encontrava.
-Shin, o que foi aconteceu? –O Mestre dos brinquedos perguntou serio dessa vez.
-Elion, Lucy, a maga de cristal Castiel e a homúnculo, junto com a ninfa que anda com nosso senhor e seu familiar caíram em um portal interdimensional aberto pela bússola de ouro, e agora estão viajando entre dezenas de reinos, perdidos no tempo e no espaço. –Disse Kate que acabara de entrar com os olhos brancos. –É, foi isso que aconteceu. –Ela agora deu um sorriso angelical, pegou um dos livros do chão e disse. –Agora vou procurar algo pra comer lendo As Crônicas de Spiderwick, qualquer coisa, é só chamar.
Os cristais olharam impressionados para a naturalidade como a oraculo lhe deu com a situação.
Felipe respirou fundo e disse:
-Algum viu Swan? Por essa desgraça sempre desaparece na hora H.
-Elion. –Disse Ed entrando casa a dentro acompanhado por Rapha, Edgar, e Gui. –Temos que conversar.
-Sai da frente. –Disse Felipe jogando ele para longe com um mero movimento dos dedos. –Edgar, Madeleine está hospedada em um hotel próximo, vá atrás dela e encontre Swan. Guilherme, venha comigo.
-Mal chegamos e começamos a trabalhar. –Disse Gui que se calou logo após ser fuzilada com os olhos por Felipe. –Hai, já estou indo senhor.
-Hey, e eu, o que faço? –Perguntou Rapha.
O Mestre dos Brinquedos respondeu ao longe sem parar ou olhar para trás:
-Leve o Ed para o aeroporto e o mande de volta para a casa dele, em seguida ajude os demais na bagunça que ficou minha biblioteca.
-Eu não vou voltar para casa. –Disse o outro se levantando com dificuldade. –Não passei todo esse tempo treinando em Lux por nada.
-Vai sim. –Disse Rapha para ele. –Eu recebi uma ordem direta de um dos membros da Cúpula, se ele mandou você voltar para casa, acho que seja melhor assim.
 -Rapha, você sabe melhor do que ninguém o  eu sinto e tudo o que passei até chegar aqui, não posso simplesmente ir embora agora. –Disse Ed.
-E não vai, minhas ordens foram, te levar até o aeroporto e comprar a sua passagem, mas ele não disse que eu tinha que te colocar no avião e ver ele partindo com você dentro. Iremos até o aeroporto e eu comprarei as passagens, agora o que você vai fazer ou deixar de fazer, ai é com você.
Ed apenas balançou a cabeça de forma afirmativa e se levantou.



III
-Senhor, um mero objeto faz tanta diferença assim? –Perguntou Alckmin.
-E como faz. –Disse David.
Pouco tempo havia se passado desde que David tentou roubar a bússola, mas nesse meio tempo, sua aparência havia mudado um pouco, seu cabelo agora estava cortado de forma curta dos lados e grande em cima, usava de um penteado para cima, porém ainda continuava um pouco bagunçado,  destacando dessa forma ainda mais os seus olhos azuis, um azul ainda mais intenso que o azul do céu sobre suas cabeças.
David, Christopher, Alckmin e Bianca estavam no que parecia ser o teto de alguma torre, era um espaço gigantesco feito de pedras arquitetado de uma forma arredondada. O vento soprava forte em seus rostos, e o verde dos campos invadiam suas visões.
-Se fizermos o ritual sem a bússola. –Christopher tomou a palavra. –O portal será aberto realmente, mas o que vai sai de lá, tem uma probabilidade de não ser um dos generais.
-Pretendo trazer um dos sete generais demônio, com esse poder, poderíamos neutralizar o poder angelical de Elion e trazer nosso lorde de volta das profundezas, mas sem a bússola para nos guia-lo até aqui, seria uma tarefa praticamente impossível, teríamos menos de dez por cento de chance de trazer um dos sete, e menos de um por cento de trazer o que eu quero.
-E o quê, meu lorde propõe? –Perguntou a de cabelos cacheados.
-Simples. –Falou Christopher. –Iremos sequestrar o desentende do criador da bússola, e o obrigaremos a forjar algo de poder equivalente.
-E como faremos isso? –Perguntou Alckmin. –Até onde eu saiba,, o nome da pessoa que criou a bússola foi apagada da história, isso sem contar que existem varias histórias falsas sobre a mesma, acho pouco provável que caso descobrimos o nome da família responsável em cria-la, ela ainda carregue o mesmo nome de milênios atrás.
-Não se preocupe em descobrir o nome de ninguém. –Disse David olhando para as montanhas do horizonte. –Eu já sei a um bom tempo, quem criou a bússola, e o que aconteceu com ele e sua descendência, se preparem, ainda hoje iremos atrás de quem possa criar uma nova bússola. Agora me deixe a sós com Christopher.
-Yes, my Lorde. –falaram os dois magos fazendo uma leve reverencia e saindo.
-Você já consegue domina-la? –Perguntou David olhando para o outro com seriedade nos olhos.
O anel de os anéis de Christopher junto com as mini correntes que os interligavam, começaram a brilhar e enorme corrente surgi-o flutuando sobre o corpo dele, e uma ponta pontiaguda se destacava na ponta da corrente.
-Demorou um pouco para me acostumar com a lança de unicórnio, mas valeu apena. –Disse o de cabelos castanhos claros.
Sorrindo de forma perfeita, David se aproximou do outro e selou seus lábios nos dele e disse:
-Bom garoto, esteja pronto para matar, porque hoje a noite, o sangue de nossos inimigos irar jorrar.



IV
-Eu tinha acabado de sair do banho. –Disse a vampira policial modelo.
-E eu? Nem me fale, mas aparentemente alguma coisa aconteceu com o Regente, a casa de Felipe estava uma bagunça, tinha mago correndo para tudo o que era lado, e eu vir preocupação nos olhos dele, você sabe o que isso significa. –Edgar esperou uma resposta da outra, porem a mesma permaneceu em silencio. –Ele é o Mestre dos Brinquedos, nunca demostra medo ou sentimentos do gênero, ele é conhecido por brincar com tudo, eu o vir chamar a juíza do mundo da magia de velha dama, e agora do nada ele aparece preocupado, seja lá o que for, temos que encontrar Swan, e rápido, não estou a fim de o ver extravasar aquele sentimento dele em mim.
-Deveríamos ter chamado o lobo pelo menos, ele poderia farejar o rastro da garota. –Disse a detetive por fim.
 -Meu olfato também é bastante apurado, consigo encontrar Swan com facilidade, você está comigo apenas para me ajudar, Swan é poderosa, e talvez se recuse a vir.
Após um tempo em silencio Madeleine disse:
-Sou uma das vampiras mais antigas da história, muitos me chamam de rainha dos vampiros, mas nunca em toda minha história, ouvir falar em um vampiro que tivesse um olfato apurado como o seu, você reconheceu que eu era uma vampira assim que eu cheguei em sua casa, e isso apenas sentindo meu cheiro.
-Você esqueci que namoro com uma bruxa especialista em manipulação elementar e criação. Ela me deu tons inimaginável. –Disse Edgar.
-Eu sei como isso funciona, mas tudo vem seguido de um preço, nenhum vampiro pode ter tal habilidades dessa forma.
-E não pode, o peço foi alto, para falar a verdade.
-Fiquei curiosa. –Disse Madeleine acelerando para ficar lado a lado com Edgar. –E qual foi o preço?
-Não posso mais transformar ninguém em vampiro, e só posso beber do sangue de minha namorada, sendo que ela deve permanecer como bruxa, se alguém a transformar, ou ela perder os poderes, meu organismo irar rejeita-la e meu corpo definhar.
Madeleine começou a rir e disse:
-Em outras palavras, sua vida está ligado a dela, e quando ela morrer, isso significa que de certa forma, você também morre? –O preço por esse poder é alto demais para mim. –Ela terminou de falar voltando a rir;.
-Madeleine. –Disse Edgar parando de correr. –Ela está logo a a frente, mas...
A outra parou de correr e voltou para onde Edgar estava.
-Mas? –Disse ela.
-Mas parece que ela não está sozinha, sinto uma outra presença se aproximando.
Swan estava em algum tipo de beco escuro, ela estava aparentemente sozinha, com os jornais velhos que voava por ali perto e as escadas de emergência dos prédios que estava por todos os lados.
Ao longe Edgar e Madeleine apenas a observava, quando viu um jovem encapuçado se aproximando dela.
Tirando os cabelos dos ouvidos, a rainha dos vampiros tentou ouvir o que eles estavam a falar.
-Achei que você tinha dito que não iria me procurar por um longo tempo, Swan. –Disse o encapuçado.
-E não iria mesmo, mas creio que quando te encontrei no Texas, não fui a única que te viu se transformar, um dos magos de cristal te viu e copiou um pouco do seu poder.
-E o que eu tenho a ver com isso? –Perguntou ele de forma seca.
-Bom...
-Espera, tem mais alguém aqui. –Disse o garoto.
Antes que os dois vampiros pudessem fazer algo, uma sombra surgiu atrás de Madeleine, e quebrou o pescoço dela.
O garoto que estava a falar com Swan de alguma forma estava em dois lugares ao mesmo tempo.
Edgar tentou o atacar mais seu corpo se diluiu em sombras, ou olhar rápido para a direção de Swan o garoto estava lá, o encarando por tais do capuz. Mas antes Edgar pudesse fazer algo, viu o garoto se transformar em corvos e foi quando ele ouviu uma voz por trás dele.
-Olá.
Quando ele se virou a sombra que ele havia atacado, voltou a virar um garoto e antes que o vampiro pudesse reagir teve o pescoço quebrado.
Swan começou a andar em direção os corpos quando a figura encapuzada desapareceu da sua frente e reapareceu ao seu lado.
-Você os conhece?
-Eles são amigos do Elion. Mas, como você sabia que eles eram vampiros e que quebrando o pescoço deles não os matariam?
-Simples, eu não sabia. –Respondeu ele.
Natallie apenas sorriu em resposta e disse:
-Temos que sair mais vezes.



V
-Então, o que o senhor quer conversar comigo? –Perguntou Gui.
-Você já ouviu falar na bússola interdimensional? –Respondeu Felipe com uma outra pergunta.
-Mas é claro, quem nunca ouviu falar? A bússola interdimensional, é uma das joias milenares, ela espirou varias series e filmes, e existem vários mitos sobre ela, creio que ela esteja em posse de uma das doze famílias lendárias do clã. Mas por que a pergunta?
Após respirar fundo e apoiar seu queixo nos polegares colocando o resto das mãos em frente a sua boca, O mestre dos Brinquedos disse:
-Elion, junto de dois magos do clã e mais algumas "pessoas", caíram em um portal criado pela a bússola e...
-Uouuuu... Vocês estavam com a bússola, que foda.
-Gui, foco, por favor.
-Cla-claro, desculpa. –Disse o garoto gaguejando.
-Creio que você saiba quem criou a bússola, não sabe?
Com o olhar fixo no homem a sua frente, o garoto apenas respondeu.
-Falar sobe a criação da bússola, ou revelar o nome da família que a criou é considerando um dos mais graves crimes estipulados pela Cúpula.
-Faço parte da Cúpula agora, esqueceu? E não precisa manter segredo, sei que foram um ancestral da família Hou que a criou. O que quero saber é se você consegue forja algo parecido, ou algo que aponte onde os portadores da bússola estejam.
-Fala serio Senhor, Não posso criar objetos com poderes antes dos meus vinte e um, é lei da família Hou, isso sem conta que, mesmo se eu pudesse criar tais objetos, não tenho poder o suficiente para criar algo tão poderoso quando uma joia milenar, nem meu pai ou meu avó conseguiria, nem sei se minha avó conseguia.
-Você superestima os seus poderes, meu jovem. –Disse O mestre dos Brinquedos.
-Com todo o respeito Felipe, mas é o senhor que está superestimando as relíquias milenares, o senhor viu a bússola com seus próprios olhos e sabe o tamanho do poder dela, se Elion foi sugado pelo portal, significa que ela por um breve momento foi mais poderosa que o próprio regente. –Gui se levantou da cadeira onde estava sentado e começou a caminha em direção a saída do jardim suspenso, quando uma das paredes de vidro foram quebradas por correntes.
Felipe se levantou com tudo e ao ficar em pé, sua forma havia mudado, seu corpo agora estava parecido com um boneco.
Ele correu até o garoto e começou a cantarolar, fazendo fios de energia surgirem no ar.
-você conseguiu deduzir bem rápido o que viemos fazer aqui. –Disse David olhando para seu anfitrião.
-Era o obvio a se fazer, já que vocês não conseguiram a bússola, eu mesmo iria até o criador dela. –Disse O Mestre dos Brinquedos. –Mas como vocês conseguiram quebrar meu vidro, ele repele magia... –Ao olhar para a ponta da corrente de Christopher o Mestre entendeu tudo. –Desgraçados, então foram para isso que vocês mataram os unicórnios.
-Na verdade não, -Disse David. -Foi para isso.
Christopher chutou David e desapareceu em meio ao vento e reapareceu na frente do Mestre dos Brinquedos.
O Socando no estomago, uma lamina saiu do aparelho criando pelo Guardião do Ar.
O corpo de Felipe ficou paralisado. E os fios foram desfeitos.
-Armas feitas a base de chifres de unicórnio neutralizar qualquer poder magico que não seja dos próprios elementos, em outras palavras, todos se fodem, menos os Guardiões, incerto pelo fato das laminas das armas estejam banhados em veneno de Basilisco, isso mataria até a mim.
O corpo de Felipe Caiu jazendo, David olhou para Gui e sorriu ao se aproximar dele.
O garoto começou a assoviar para invocar seus lobos, porém nada aconteceu.
-Não precisa ser golpeado pela arma para ficar sem poderes. A mera presença dos objetos é mais que o suficiente. Agora venha comigo pequena criança.
Antes que David pudesse segurar Gui pelo braço, foi parado por fios invisíveis que estavam presos em seu pulso.
David olhou para o corpo do Mestre dos Brinquedos que havia se transformado em pó de serraria.
-Obrigado por explicar como essas coisas funciona, mas posso mudar de corpo, não posso ser morto com tanta facilidade.
Christopher atirou sua corrente para Felipe, porem o mesmo  a neutralizou com seus fios.
-Entendo que isso neutraliza a magia desse mundo, mas minha magia não pertence a Terra, por isso suas regras não se aplicam a mim. –Colocando força em seus fios, ele pujou Christopher pela corrente e o atirou com tudo contra teto, onde o mesmo foi ricocheteado pelo vidro e a magia colocado nele e ao cai sobre o chão ele cuspiu um pouco de sangue. –Achei que soubesse disso Christopher, achei que soubesse disso da mesma forma que sei que não pode usar o poder da rosa interdimensional com as correntes da morte invocadas, ao menos não ainda.
-Bianca. -Disse Alckmin juntando as mãos e fazendo as plantas do jardim crescerem, e em formas de lança de madeira irem na direção do mago a sua frente.
A garota de cabelos cacheados colocou a mão no estomago cuspiu uma gosma negra flamejante sobre a madeira e as deu ainda mais poder mortífero, porem em menos de milésimos de segundos, as lanchas foram reduzidas a gravetos pelos fios de energia do anfitrião.
-(Como eles conseguem usar magia de tão alto nível na presença dos chifres?). –Pensou Felipe.
Chamas envolveram o punho do de olhos azuis e essas chamas  consumiram os fios o soltando dessa forma.
-Você é bom Felipe, mas nem tanto assim. –Chamas envolveram o corpo de David, e as mesmas consumia os fios do Mestre dos Brinquedos. –Agora você vem comigo garoto.
-Não vou permitir. –Disse Felipe começando a flutuar. –Picadinho do seu corpo vou fazer, vou fazer. –Dessa vez os fios foram além das chamas, chegando a fazer cortes profundos no corpo de David, os dois magos mais jovens não conseguia se concentrarem para usar magia, pois tentavam a todo custo desviar dos golpes dos fios. –Picadinho do seu corpo, lindo cavaleiro.
Os fios foram com tudo na direção de David, que desapareceu em meio as chamas antes de ser atingido.
-Sei que não consigo usar o poder da rosa, ao mesmo tempo das correntes, mas consigo ser mais rápido que seus fios, sem ela. –Christopher disse reaparecendo do outro lado da sala. –Não posso teletransportar me para aqui dentro, mas uma vez dentro, posso ir para qualquer lugar da casa.
Os olhos de Felipe que até então estava cada um de uma cor, ficaram totalmente azuis, mas antes que ele pudesse fazer algo, o Guardião do ar apareceu do lado de Gui e em seguida dos outros dois magos e desapareceu em seguida, levanto a todos.
-Aaaa... –Gritou Felipe ricocheteando seus fios no ar. –Destruindo todos os moveis e plantas de seu jardim.



VI
-Então, Swan, você ainda não me disse por quer me procurou agora?
-Estamos prestes a enfrentar uma grande ameaça, e creio que você seja o único que possa ajudar nosso regente.
-Por causa dos meus poderes? –Perguntou o de capuz.
-Não, por causa de quem você é! –Swan olhou através do corpo do garoto enxergando um demônio de rank S dentro dele, e elevando a energia de seus olhos ele viu o que parecia ser um anjo do lado direto do garoto, o poder desse anjo se equivalia, não, era no mínimo uns dez vezes maior do que a do demônio que habitava dentro dele. –Você é o único membro da Família Imperial da história que conseguiu completar a marca dos deuses.
-E sou um dos poucos que você conhece, mas minha cara amiga, já conversamos sobre isso, e lhe digo ainda o mesmo, não vou me envolver emocionalmente com qualquer um, só por quer é meu destino, ficar com um anjo ou demônio reencarnado na forma humana.
-Mas Lincy. –Disse Swan dando um passo para a frente. Mas ela foi parada pelo espirito do anjo que surgiu a sua frente.
-Já estamos conversados, minha cara Cisne, agora me deixa em paz, e só me procura como um amigo, e não como um cupido, Eros se envergonharia disso. –Disse ele por fim sendo tomado por sombras e se transformando em um corvo que agora cortava os céus.
A imagem angelical que estava a frente de Swan desapareceu como se não passasse de uma ilusão, e a garota caiu de joelhos respirando fundo, a cor de seu rosto começou a voltar, o medo e adrenalina começaram a se dissipar.
Swan se reergueu e limpou uma lagrima que insistia em rolar de seu olho, se virou e começou a caminhas, passando por cima dos dois vampiros ao chão e tendo seu cachecol e cabelos soprados pelo vento da noite.



J. Aeff

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