Aviso!

Olá caro humano, seja bem-vindo ao nosso mundo sobrenatural! Se essa é sua primeira vez aqui, recomendo que comece a lê por nossa primeira história, “O Sequestro”, que pode ser facilmente encontrado se você abrir o botão da primeira geração, Detectives, que fica no menu acima. Caso você seja um de nossos fãs, tenha uma boa leitura e não esqueça de comentar, ou caso contrario, kraismos morderá todos vocês, isso se Castiel não lhe bater primeiro.

domingo, 5 de novembro de 2017

61 - Família Imperial




-Alguns dizem que os corvos são presságio do mal, outros falam que são mensageiros das bruxas ou até mesmo que ligam o mundo dos vivos aos dos mortos, mas na verdade não são, são apenas meras criaturas livres, que podem sobrevoar o céu azul, almejo um sonho que é um dia ter um coração livre semelhante a um corvo, e assim descansar sobre as nuvens, contemplando a lua em sua majestade.
(Lincy P.)



I
-Onde nós estamos, onde eu estou? –Disse Gui confuso.
-Creio que isso não venha ao caso. –Disse David passando a encarar seus dois generais. –Vão dá uma volta, deixe-me a sós com Christopher e o pirralho.
-Quem você tá chamando de pirralho, você só é uns anos mais velho que eu.
-Alguns? –O questionou David. –Eu nasci no ano de 1916 da era cristã, bom, ao menos da era que conhecemos.
-Impossível, você não pode ser um imortal, você perderia os poderes se force.
-E não sou. Me admiro seu líder nunca ter falado sobre mim.
-Mas ele me falou, ao menos o que eu precisava saber, e também me falou de como Christopher o traiu, indo para o seu lado.
Christopher começou a rir e disse:
Eu? O trair? Natallie e ele fizeram escolhas as quais eu não concordei, e depois ele diz que eu o trair? Fala sério, foi ele que me abandonou quando mais precisei, foi ele que me trocou por aquele irmão asqueroso dele.
Gui pensou um pouco antes de prosseguir:
-Christopher, e enquanto a Neify? Você sabe o quanto ela sofreu depois que lhe perdeu, cara e o que você fez ao Stiven, ele te amava sabia?
O olhar do Guardião do Ar ficou perdido no vazio por alguns segundos, quando David os tomou para sir dizendo:
-Por favor, não venha com esse papinho, Christopher e eu sabemos o quanto o Guardião da agua pode ser perigoso, Elion só deu azar de ser esse guardião.
-Do que você está falando? –Questionou Guilherme.
-Você ou algum de seus amigos já se questionaram sobre o porque de eu ter traído o clã? De tentar trazer Lúcifer a Terra? Ou do porque de eu ainda está vivo e tão jovem depois de tanto tempo? Guilherme Hou, eu não sou o vilão dessa história, e nem o Christopher é, não estou dizendo que você e seus amigos sejam, mas que vocês apenas fizeram escolhas erradas, e não eu.
-há, até, são meus amigos eu querem trazer Lúcifer e não você?
Após sorrir de leve David prosseguiu:
-Em um conceito humano, Lúcifer puni os maus. Então ele seria ruim por punir os malfeitores? Mas no conceito bruxérico sabemos que isso é uma mentira, o inferno não existe, ao menos não o conceito sobre o inferno que os humanos acham que é real, os mortos ficam em um vazio pela eternidade, na verdade eles nem sabem que estão mortos, e Lúcifer não tem contato com eles, ai Guilherme, eu te pergunto, por que Lúcifer está preso em uma outra dimensão?
-Do que você está falando? Eu não...
-Entendi? –David tomou a palavra. –Claro que não entende. –Após respirar um pouco ele disse. –Existem três grandes deuses, a Mãe, A criação e seu irmão a Destruição, Sempre que um anjo criado pela Criação ou um Demônio criado pela Destruição eles são jogados dentro de um forço, um reino interdimensional, mas o que os deuses não contava era que Lúcifer era poderoso o suficiente para governar tudo ali, e se tonar o deus daquele lugar. Lúcifer conseguia ir e vir entre os reinos, porem acabou sendo preso lá dentro quando Miguel veio a Terra na forma humana conhecida mundialmente como o Cristo.
-Do que você está a falar? –Gui voltou a perguntar.
-De forma geral, Quero trazer Lú a vida, porque a Terra enfrentará um grade mal em breve e ele é o único que poderá fazer alguma coisa quando esse mal chegar, ele é o único forte o suficiente para lutar, já que os deuses se recusam a fazer algo.
-Você só pode está ficando louco, ou é isso ou você é um grande mentiroso.
-Eu? Mentiroso? Desculpe-me Guilherme, mas não foi eu que guardei segredos de você ou que mentiu para você. –Disse David.
-Do que você está falando?
-David. –Interrompeu Christopher. –Você realmente vai contar a ele.
-Mas é claro. –Disse David espantando. –Não somos os mentirosos dos amigos dele para esconder algo. –Ele se virou para o outro e disse. –Guilherme, seu pai, Elion ou o Mestre dos Brinquedos te contaram que não existe regras para se começar a criar objetos, simbólicos, ou joias, não é necessário fazer vinte e um ano para isso.
-Quê? Mas eu estudei os documentos desde cedo e...
-Estava errado, tudo errado, eles mentiram e adulteraram os registros, eles queriam apenas manter em segredo a verdade sobre você e quem você realmente é.
Gui deu um passo para trás e perguntou:
-E o que eu sou?
-Fácil meu caro, junte as peças, eu queria a bússola, não a tenho, então eu fui atrás de quem pode criar uma outra, ou algo semelhante.
Baixando a cabeça ele disse:
-Você foi atrás da pessoa errada, não consigo criar e como já disse a Felipe, mesmo se eu pudesse, não teria poder o suficiente para criar uma joia milenar.
David o encarou com o semblante serio e disse em seguida:
-Era ai onde eu queria chegar, você é o único que consegui criar uma joia milenar como a bússola, já que você é a reencarnação do criador dela.




II
Há uns dois anos:

-O estado do Texas consegue ser mais quente que a casa do Elion. –Disse Swan perdida em uma cidade ao norte do estado. –Espera, esqueci que sou uma bruxa do fogo também, o calor não me incomoda, nan nan nan nan nan nan nan.... –Saiu ela cantarolando.
Os pensamentos da garota foram interrompidos por seu estomago que estava a roncar.
-Preciso encontrar um lugar para comer, ou vou acabar morrendo. –Disse ela olhando para o lado vendo a Morte de braços abertos. –Cai fora Jubileu, vai abraçar a senhora sua mãe. –A criatura espectral baixou a cabeça e desapareceu em meio a sua depressão.
Swan andou a procura de um parque? Bosque? Qualquer lugar que tivesse lago ou rio, como ela estava sem dinheiro, teria que se virar e tentar pescar algo para comer, se não...
A Morte ao longe apenas observava sorrindo, sorriso esse que se desfez quando viu a garota lhe mostrando o dedo do meio.
E mais uma vez os pensamentos dela foram quebrado por um som emitido por um corvo que passou por cima de sua cabeça gritando.
-Nunca ouvir falar em ninguém comendo um corvo, mas pra tudo tem uma primeira vez. –Falou ela correndo na direção do pássaro. –Volta aqui o filho da puta.
O corvo pousou na mão de um garoto que estava sentado sobre um pano, aparentemente estava a fazer algum tipo de piquenique solitário.
-Do que você chamou meu corvo sua vagabunda? –Perguntou o garoto de forma seria.
-Se fodeu, ele tem poderes mágicos, e o corvo deve ser o familiar dele, e levando em consideração seu estado de fraqueza, se fodeu de novo. –A Morte cantarolou essa ultima parte.
-Quem se fodeu foi sua mãe ao te parir filho de rapariga. –Disse Swan para a Morte.
-Eu desisto da vida. –Disse o espectro desaparecendo pela ultima vez.
-(Essa garrota é louca, só pode.) –Pensou o garoto que segurava o corvo sem entender nada, afinal ele não estava vendo a Morte.
-Desculpa. –Disse Swan com a cara lisa. –Meu nome é Swan, Natallie Swan. Qual é o seu nome mesmo?
-Minha mãe disse para que eu não falasse com estranhos, tudo bem que nunca ouvir aquela bruxa velha, mas sinceramente não estou afim de conversar, Swan Natallie Swan.
Sentindo a delicadeza do garoto a atingir onde lhe doía mais (o estomago) ela disse:
-O que você tem ai? Eita, eu quero. –Falou ela pegando um sanduíche de atum da cesta do garoto.
-Eu também tenho óleo de peroba pra você passar nessa sua cara, quer um pouco? –Quando o garoto terminou de falar Swan já ia no segundo sanduíche. –Ei... Deixa pra mim também vagabunda. –Disse ele começando a comer.
Após um tempo a garota disse:
-Comi demais. –Ela havia acabado de se deitar ao lado do garoto. –Estava ótimo, obrigado por me convidar.
-Eu sei que estava ótimo foi eu mesmo que fiz, e eu não te convidei, você que já chegou comendo. –Ele tentou discutir, mas parou ao sentir a brisa da tarde bater em seu rosto, e se entregou dessa forma a preguiça e se deitou sobre o pano.
-Você tem um belo corvo. –Disse Swan. –Você é daqui mesmo?
-Não, não sou, e o corvo não é necessariamente meu, sempre que venho a esse parque, ele se aproxima para comer também, creio que esteja acostumado a receber comida das pessoas.
-Ou é isso, ou ele se sente atraído por sua energia. –Rebateu a outra.
A encarou surpresa e disse:
-Como você sabe sobre mim?
-Oras, porquê eu sou uma bruxa, sinto o cheiro da sua energia de longe, você não está me conhecendo? Sou Natallie Swan, uma das bruxas que fazem parte da Cúpula, fala serio, você deve ter ouvido falar de mim?
-Achei que seu nome era Swan Natallie Swan.
O garoto conseguiu quebrar o animo da garota a atingido no segundo lugar que mais a machucava. O olho!
-Ai meu olho. –Disse ela.
-Desculpa. –Disse ele se sentando colocando as duas mãos fechadas sobre a boca. –Foi sem querer.
Ao fala o nome dela o garoto se virou e acabou enfiando o dedo no olho dela.
-Tá vermelho? –Perguntou ela mostrando o olho machucado.
-Ai meu Deus. –Disse o garoto indo para trás.
-O que foi? Tá tão ruim assim. –Ela estava quase chorando quando o garoto começou a rir.
-Relaxa, não está tão ruim, nem está vermelho, o susto foi só parar pagar o prejuízo que tive com a comida.
-Até parece que você ia comer tudo aquilo, aproposito tem mais?
-N-não. –Disse ele se levantando com a mão no bolso.
-O que você está escondendo ai? Não me diga que você tem chocolate ai?
O garoto apenas a encarou e começou a correr, tirando a barra de chocolate do bolso e começando a desembrulhar rapidamente, colocando-a na boca.
-Ei... volta aqui eu quero. –Disse Swan o seguindo.
-Cai fora sua louca, só tenho esse pedaço. –Disse ele terminado de enfiar tudo na boca e engolindo, parando de correr logo em seguida.
-Filho da mãe! Como ousas?
Natallie parou para reparar no garoto, sim, ela comeu a comida dele sem nem o olhar direito.
Ele era baixo, cerca de um metro e sessenta de altura, cabelos loiros na altura dos ombros e grandes olhos azuis, possuía uma pele clara, lábios escandalosamente rosados, não possuía um porte atlético, e nem era gordo, na verdade ele era magrinho, e possuía um estilo emo, com all star preto, luvas listradas com os dedos expostos na cor vermelha e preto, calça preta e camisa preta com uma caveira estampado nela.
-Qual é mesmo o seu nome? –Perguntou a garota.
-Eu não disse qual era. –Riu ele. –Pode me chamar de Lincy, Natallie? Não é?
-É, você lembra.
-Claro que sim. –Riu ele caminhando até ela, sendo atingido por um cascudo. –Ai... –Disse ele.
-Isso foi por você não ter dividido o chocolate comigo.
-Você não deveria bater em quem é menor que você.
Swan era no mínimo quinze centímetros maior do que ele.
-Não tenho culpa se você é um tampinha.
-Não sou tampinha, só tenho quatorze anos, ainda estou crescendo.
Swan o encarou e depois de alguns segundos disse:
-Não tá não, você parou de crescer já faz um bom tempo, vai passar o resto da vida desse tamanho pirralho.
Lincy apenas baixou a cabeça e voltou até onde sua cesta vazia estava, pegou o pano do chão, o dobrou o guardando dentro da cesta.
-Pra onde você vai? –Perguntou a garota.
-Vou pra casa, quero distancia de você, sua bruxa velha, briguenta e ladrona de comida.
-Foi mal, foi mal, prometo não implicar mais e depois eu mando meu amigo te pagar (Com amigo ela está se referindo a Elion ou simplesmente é algum tipo de desculpa esfarrapada dada por Swan). –Fica mais um pouco, gostaria de pedi sua ajuda.
-E no que posso te ajudar vagabunda?
-Procuro por um tipo de criatura magica, ela é semelhante a humanos, aparentemente eles tem poderes e habilidades magicas e podem ser facilmente confundidos  por um mago qualquer e descuidado como um dos seus.
-Vocês está procurando algo que tenha poderes semelhantes a de magos, no segundo maior estado dos Estados Unidos? Boa sorte. –Disse ele começando a andar.
-Espera, tenho pistas que me trouxeram a essa cidade. –Disse a garota tirando um livro antigo da mochila. –Peguei esse livro emprestado (ela roubou) da biblioteca de um amigo (Elion) não sei se você já ouviu falar no livro da verdade, mas ele mostra fatos que já aconteceram ou está acontecendo sobre alguém. Eu o usei para encontrar esse tipo de criatura e de alguma forma ele me trouxe até essa cidade, mas infelizmente acabei quase morrendo de forme de tanto andar.
-Entendo, mas não aprendi a usar todos os meus poderes ainda, não sei identificar criaturas magicas com precisão, a proposito, como é se chama essa criatura que você está procurando?
-São os lendários Membros da família Imperial, são praticamente criaturas divinas, criadas diretamente pelos deuses, de acordo com o livro da verdade. –Swan disse mostrando algumas paginas para o garoto. –Os membros da família Imperial são as únicas criaturas vivas que podem ter relações com anjos ou demônios reencenados na forma humana, dizem que ao chegar ao clímax, a criatura divida libera em seus “fruídos” se é que me entende algum tipo de veneno letal, veneno esse que apenas um membro dessa família consegue sobreviver, além disso, o livro fala que o membro da Família Imperial só pode ficar com uma única criatura divina, ou um anjo, ou um demônio, e logo após o contrato com essa criatura tonar impossível a ela ficar com uma outra sem sofrer grandes danos que o levara a morte. Mas é claro que tudo tem um preço, após fazer um contrato com a criatura divina, o membro da Família Imperial tem pleno controle sobre a criatura, dominado dessa forma seu coração, o purificando ou o corrompendo de acordo com suas vontades.
-Isso não é, sei lá, um pouco perigoso, acho que essas criaturas deveriam ser extintas, a Cúpula deveria fazer algo a respeito, ao final de contas se uma criatura dessa, tem o pleno controle sobre um anjo ou demônio, ele pode começar um sei lá, apocalipse!
Com ar de duvida Swan apenas respondeu:
-Você tem razão, mas eu procuro por um desses membros por causa de um amigo meu, ele meio que é uma criatura divina, acredita que ele tem dezenove anos e ainda é B.V.
-Kawaii. –Disse Lincy para a garota. –Swan deixa o coitado, talvez seja porque ele queira assim, você não pode obrigar ele a ficar com alguém.
-Você tá defendendo ele porque deve o entender melhor do que ninguém. –A garota apenas obteve um sorriso safado em resposta. –Cachorro safado, com quem foi?
-E isso importa?
-Tem razão, voltado, não procuro esse membro apenas por esses motivos, procuro porque em nalguns anos sei que uma coisa muito ruim vai despertar, e é preciso que esse meu amigo esteja forte e que tenha feito um contrato com um membro Imperial, ou caso contrario, tenho medo que o coração dele se corrompa.
-Mesmo assim, creio que isso não se justifique, o amor não é brinquedo pra ser jogado e usado dessa forma, deve haver paixão entre dois seres vivos, e não ficarem só porque é obrigação de ambos, e afinal de contas, você não tem certeza que ele vá se corromper ou não.
Swan respirou fundo e disse colocando a mão sobre o livro:
-Olha. –A pele de sua mão começou a se mover formando do nada um corte nela, sangue escorreu de lá caindo sobre o livro que mostrou uma nova história em suas paginas ainda em branco. –Essa Terra em que estamos é chamados por alguns de Terra dois, pelo fato de ser um reflexo da primeira.
-Como assim? -Questionou o garoto loiro.
-Um mal se sobrepôs a Terra, e um forte e valente anjo lutou bravamente com ele, e no fim dessa longa batalha, ele cravou sua espada no peito de seu irmão mais velho, o anjo com quem ele estava a lutar.
-Lúcifer?
-Isso mesmo, Lúcifer, o problema não foi quase ter destruído a terra nessa batalha, o problema, foi que quando se mata alguém usando magia, os pecados desse alguém passam a ser seus, não preciso lembrar a quantidade de ódio que lúcifer carrega, e ao mata-lo, os pecados dele passou para o Anjo/Mago que o matou, além dos pecados esse Anjo/Mago, absolveu os poderes, se tonando uma criatura demoníaca que perdeu o controle, e decimou toda a raça humana, por algum motivo até o momento desconhecido até mesmo pelo Livro da Verdade, os três grandes deuses se reuniram e refizeram tudo, criando dessa forma a Terra dois e os membros da Família imperial, para que pudesse conter os anjos e demônios sobre a Terra, na história ouve desde então vários relatos desses membros, um dos mais famosos foi a membra conhecida por Maria Madalena, a história data outros, porém de não muita impotência.
Após pensar um pouco Lincy disse:
-Como eu te falei antes, não sei intensificar energia de outras criaturas, mas sei quem pode, e talvez ele possa te ajudar com essa história dos motivos dos deuses, espera.
-O que você vai fazer, eu não posso contar essa história pra todo mundo e, valha-me Deus. –Disse Swan com algum tipo de sotaque da região nordeste do Brasil.
O garoto de cabelos loiros estava agora com os cabelos brancos, penteados de uma outra forma ainda mais emo, seus olhos haviam tomado um tom ainda mais escuro no azul e seu semblante estava serio.
-“Vixe Maria”. –Disse a Morte que se aproximava de Swan por trás para a assustar, ao encarar os olhos azuis do garoto ela se enfiou em meio ao nada e desapareceu. (Nota – A morte usou a expressão “Vixe Maria” devido a sua convivência com Swan quando ela estava hospedada no Brasil).
Swan retirou seu anel do dedo e o transformou em sua foice.
-Desgraçado, saia do garoto demônio maldito. –Antes que ela pudesse atingir ele com sua arma, o garoto levantou dois dedos e antes que pudesse perceber a foice havia virado o anel e estava no dedo da garota novamente.
-Quê??? –Swan falou confusa.
-Primeiro, eu não possuir o garoto, ele mandou eu assumir o corpo dele, segundo, essa sua arma pertence a um anjo rank A, os anjos de olhos vermelhos, sou um demônio de olhos azuis, ou seja, sou um demônio rank S, seu brinquedo não funciona comigo.
Ainda confusa com o que estava acontecer, Swan fez um gesto com o dedo mandando o demônio esperar um minuto, com a outra mão a ela pegou o nada e puxou a Morte de lá, a encarando em seus olhos avermelhados, a empurrando de volta ao nada novamente.
-Tem ração. –Disse a garota. –Ela é de rank A. Aproposito quem é você mesmo?
-Meu nome acho que não vem ao caso, a final de contas não lembro mesmo, mas sou o protetor dessa criança, o tipo de magia que ele possui me faz habitar em um mundo paralelo dentro dele. Eu ouvir toda a sua conversa com ele, e aproposito. –Ele deu um cascudo em Swan. –Não bata nele novamente.
Com a mão na cabeça devido à dor, Swan apenas fez um biquinho em resposta.
-Lincy passou por algumas criaturas no caminho até aqui, você poderia me dizer como pretende recolher um membro da Família imperial, creio que além da energia ele deva ter mais alguma coisa que o faça ter certeza de quem ele é.
-Ah. Sim! Um livro diz que ele carrega três marcas, uma desde que nasce, e as outras duas aparecem após ele conseguir algo, mas não sei ao certo o que seja. –Ele mostrou uma figura de uma fênix voando para frente e disse em seguida. –Eu não preciso ver a fênix para identificar ele, estou em um nível bem avançado na magia.
Ignorando totalmente o que a garota estava a falar o demônio de olhos azuis apenas disse ficando em pé:
-Esse desenho de seu livro se parece bastante com a marca que o Lincy tem. –Terminou ele de falar levantando a camisa, mostrando uma fênix no centro inferior das costas do garoto e uma lua invertida se desmanchando em névoa do lado superior a esquerda.
-Quê... –Disse a Swan. –Ele, impossível. Espera, essa lua, é o símbolo original de um dos deus, puta que pariu, mano do céu, nunca achei que fosse ver isso com meus olhos, Stiven vai ficar louco quando ver esse símbolo.
-O símbolo apareceu nele logo após eu fazer o contrato com ele, creio que quando ele tinha cinco anos.
-Então, os símbolos dos deuses aparecem quando uma criatura divina faz um contrato com o membro em si, isso sim é uma coisa interessante, então quer dizer que quando um anjo o possuir a outra marca aparece e o símbolo é completado?
-Na verdade não, apenas a lua pode habitar um corpo, creio que o anjo deva andar de forma espiritual ao lado dele.
-Que foda, os membros da Família Imperial quebra toda a logica que conhecemos sobre o bem e o mal.
-Nada é de todo mal, e nada é de todo o bem, existe dois lados, dois grandes deuses, e cabe a cada um escolher em vida qual dois deseja seguir, claro, que um terceiro reino foi criando, um reino onde Lúcifer brinca de ser Deus, esse foi um dos motivos dos deuses terem se aliado para acabar com o rei dos anjos caídos, e é por isso que estou aqui, para ajudar Lincy a se tonar forte e lutar na grande batalha.
-Isso facilita a minha vida, agora podemos ir, estivem vai ficar louco ao ver essas marcas.
-Acho que não, isso quem decide é o Lincy, e creio que ele já deu sua resposta, agora se me permite. –Os cabelos do garoto voltaram ao seu tom original, e colocando a mão na cabeça ele disse. –Sempre que ele assume fico com dor de cabeça, mas e ai, conversaram sobre o quê?
Antes que a garota pudesse responder uma bruxa apareceu por trás dela.
-Olá, doce cisne.
Ao olhar para a mulher Swan respondeu:
-Te conheço?
-Ora sua vadia, você dizimou todo o meu Clã junto com aquele mago do Vento, lembra de mim agora, eu era a regente daquele clã.
-Pra ser sincera minha senhora, nunca a vir antes.
-Olha sua. –Ela atirou uma bola de fogo em Swan, porque sim, atirar bolas de fogo na guardiã do Pilar do Fogo foi todo o sentido, isso explica o porque do clã dele ter morrido nas mãos de Swan.
Em vez de segurar a bola de fogo, Natallie apenas desviou dela, e as chamas acertaram em cheio o corvo do garoto.
-Por quer você não luta comigo, agora que seu amiguinho de vento não está aqui para te ajudar, quero vê se você é pareô para mim sozinha.
-Acho que lembro de você agora, você é a líder daquele clã de quinta que desobedeceu uma lei da Cúpula e começou a fazer sacrifício humano.
-Clã de quinta? Lei da Cúpula? –Ela estava realmente furiosa. –As únicas leis que sigo são as minhas. –Varias bolas de fogo foram atirados em Swan que por sua vez apenas tirou seu anel e o transformou em uma foice e a usando como skate começando a pairar sobre o ar, desviando dessa forma de todas as chamas.
-Serio mesmo? Você quer me matar com fogo, querida, eu sei usar os quatro elementos, sou uma ceifadora e senhora da morte, você vai ter que usar bem mais que isso para...
Swan parou de falar ao ver milhares de corvos sobrevoando os céus da cidade o tonando negro como a noite.
-Que merda é essa? –Perguntou a garota que flutuava sobre a foice.
Lincy emanava uma áurea dourada e roxa de seu corpo.
-Como você ousa machucar meu único amigo. –Dizia ele se referindo ao corvo que não estava ferido, estava literalmente morto.
A áurea dele domou forma de sombra a medida que ele se aproximava da bruxa mais velha.
-Você vai se arrepender disso, sua velha desgraçada.
Centenas de corvos voaram em cima dela, devorando-a a medida em que ela gritava de dor, a medida em que as aves arrancavam seus olhos e pele, os gritos só cessaram quando os corvos arrancaram sua língua, ou quando ela morreu, não sei ao certo o que veio primeiro, mas no fim, a Morte surgiu e a abraçou como uma igual, a tomando para si.
Após um tempo os corvos se foram, e Lincy voltou ao normal, ele caminhou até o corpo do corvo e o tomou em seus braços, e de alguma forma o corvo voltou a vida, porém não por muito tempo, Lincy se assustou com a ressuscitação da ave e a atirou com força no chão.
-Sai de perto de mim coisa do demônio.
Swan confusa com o que aconteceu disse:
-Olha quem fala, o garoto que carrega um demônio dentro de si.
-Verdade. –Disse ele por fim, olhando a ave no chão.
-Acho pouco provável que traga ele de volta a vida.
-Também acho, você acha que devo enterra-lo?
-Bom, acho que não seria uma boa desperdiçar comida, por que a gente não come ele?
-Eca. –Disse o Garoto. –Você é uma alma sebosa morta de forme, sabia?
-Ao menos não fui eu que destruir a cidade com os corvos. –Disse Swan olhando em direção as ruas ao longe.
-O quê???... Nan, nan, nan, nan, nan, nan, nan, nan... –Disse ele saindo cantarolando.
-Hey, sou eu que faço isso. –Ela falou por fim o seguindo. –Pra onde você vai agora?
-Atrás de respostas. –Disse ele sorrindo. -Quer vir comigo?
-Não tenho nada melhor mesmo pra fazer. –Respondeu ela.
Sorrindo ele foi tomado por sombras e virou um corvo que começará a sobrevoar os céus.
-Os membros da Família Imperial são fodas, mas esse garoto supera minhas expectativas. –Ela montou mais uma vez em sua foice e começou a seguir a ave atrás da escuridão da noite que estava a tomar os céus.



III
-E então. –Disse David quase beijando o garoto a sua frente. –Vai fazer o que te pedi? Te garanto que você não vai se arrepender.
Os olhos de Gui ficaram vazios e ele disse sim com a cabeça.
-Ótimo, comece atrapalhar em uma nova bússola ainda hoje, sinta-se livre para pesquisar onde e como quiser, os acenais do reino de Avalon são bem vastos, e aproposito, esteja hoje a noite em meu quarto, lhe garanto que irar se divertir muito com Christophe e eu, agora já ao trabalho.
Guilherme apenas concordou com a cabeça e saiu.
-Induzir o garoto realmente foi necessário? –Christopher perguntou decepcionado.
-Você esteve aqui o tempo todo, viu que nossos argumentos não o convenceu, ele estava cego, e iria defender os amigo mesmo depois de tudo que eu contei, você viu que induzi-lo foi necessário.
-Ao menos vamos ter com o quer brincar hoje a noite, já estava começando a ficar entediado.
-Falando assim vou ficar magoado. –Disse David de forma sarcástico.
-Entenda como quiser. –Falou ele indo em direção a saída com uma mão erguida.



IV
-Swan, onde você estava? –Disse Felipe preocupado.
-O que aconteceu? Por que dessa cara?
-David esteve aqui com Christopher e levaram o Gui com eles?
-O quê? Como assim? Achei que Guilherme estava na casa dele, onde Christopher não pudesse o encontrar.
-Alguém teve a ótima ideia de trazer ele aqui. –Disse Kate, com a cara fechada.
-E essa ai, o que têm? –Swan perguntou se referindo a oraculo.
-Felipe não quer me deixar terminar de lê o livro.
-Depois você assiste o filme, já mandei você ir procurar onde Guilherme se encontra. –Felipe disse aos berros.
-Já respondi que não sei, que saco. –Disse a garota loira de olhos meus, se levantando e saindo.
-O que Elion acha disso, creio que já tenham comunicado a ele. –Swan tomou mais uma vez a palavra.
Shin fez uma cara de (estou ferrado) e se aproximou da ceifadora (péssima ideia).
-Sem querer, acho que o atirei junco com Lucy, Castiel, Ruan, a Homúnculo e os dois familiares dentro de um portal e eles estão em algum lugar no continuo tempo e espaço.
-A tá, é o quê?
-Falamos nisso depois. –Disse o Mestre dos Brinquedos. –Temos que pensar em uma desculpa para dá aos demais membros da Cúpula.
-Sem contar em nosso treinamento. –Disse Alex.
-Ela tem razão, mesmo com tudo isso acontecendo, temos que ficar forte, temos uma missão a final de contas. –Luxuria falou reforçando o que parte da Gula disse.
-E temos mais isso. –Felipe disse demostrando cansaço.
Swan olhou para Violet e Lance e disse:
-Por que vocês dois tem cheiro de espectro?
-Lembra que eu te falei de dois magos que encontrei e que pedi ajuda com relação ao Stiven? Foram eles. -Falou Katherine.
Swan continuou a encará-los e disse por fim:
-Vocês dois, venham comigo. –Ela parou e encarou Alan. –Você também garoto, gostei do seu rosto e ando bem entediada, irei treinar os três.
-Quê? –Disse o Mestre dos Brinquedos surpresos. –Você odeia ensinar...
Ele parou de falar ao ver o olhar perdido da garota que o encarava voltando a andar novamente em seguida.


J. Aeff

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