Aviso!

Olá caro humano, seja bem-vindo ao nosso mundo sobrenatural! Se essa é sua primeira vez aqui, recomendo que comece a lê por nossa primeira história, “O Sequestro”, que pode ser facilmente encontrado se você abrir o botão da primeira geração, Detectives, que fica no menu acima. Caso você seja um de nossos fãs, tenha uma boa leitura e não esqueça de comentar, ou caso contrario, kraismos morderá todos vocês, isso se Castiel não lhe bater primeiro.

domingo, 26 de novembro de 2017

64 - David Huhlvan

 

I
-Elion? Quando você chegou? –Perguntou Swan surpresa.
Desfazendo o sorriso o garoto disse:
-Não faz muito tempo, o pessoal e eu acabamos de chegar.
Confuso Lincy soltou a mão do outro e o encarou mantendo um pouco de distancia.
-E onde eles estão? –Natallie voltou a perguntar.
-Assim que saímos do portal, cada um seguiu um caminho, creio que a essa altura, Lucy já esteja com sua namorada, como eu não tinha para onde ir, fiquei na cidade.
Em silencio Swan se aproximou de seu líder e o abraçou com toda a força que tinha.
-Eu sentir saudades. –Confusa a garota se afastou e disse. –Elion, você sumiu faz alguns dias, mas seu corpo, tá diferente.

Forçando um sorriso o outro respondeu.
-O pessoal e eu ficamos em torno de Três anos perdidos entre os reinos, de alguma forma não envelhecemos, mas as cicatrizes que conseguimos em cada reino permaneceu, mas deixaremos essa conversa para um outro momento. –Elion encarou o outro ao seu lado e disse. –Se você é amigo de Swan suponho que seja um ceifador ou algo parecido, achei sua energia semelhante, e esse seu rosto, é bastante familiar, já nos virmos antes?
Corado Lincy apenas fez um gesto de negação com a cabeça.
Aquelas alturas a neve havia começado a cair com mais intensidade, quando Swan disse:
-Creio que seja melhor irmos, suponho que esse frio esteja lhe incomodando.
-Nem tanto. –O jovem regente disse caminhando até a garota.
Lincy o seguiu e por um longo momento eles caminharam pela neve em silencio.
Nesse tempo de caminhada, Lincy observou o homem a sua frente com mais cuidado.
Elion não havia mudado tanto fisicamente, seus cabelos ainda precisava de um corte, mas estava penteados para cima, algo que fugia do comum, o brinco em sua orelha claramente não pertencia aquele século, muito menos aquele mundo, ele exibia em seu pescoço seu pingente dourado (a espada com asas), as unhas de suas mãos estavam ruídas e seus dedos machucados. Em um breve momento Elion coçou sua nuca e ao levantar um pouco seu cabelo, o emo loiro pode ver uma cicatriz do que deveria ter sido causado por um corte profundo em seu pescoço.
As roupas que Ele estava vestido não eram diferentes dos daquela cidade, Ele usava uma causa calças jeans preta, uma roupa social branca, colete preto e uma gravata fina, dessas usadas por jovens em festa, na cor vermelha, usava também um tênis que lembrava uma bota de cano alto, o cachecol que o emo havia colocado em seu pescoço. Aquele visual mais o estilo de cabelo e o brinco negro que ele usava o dava um toque de elegância e rebeldia, e isso de alguma forma intrigava e atraia aquele que o observava.
-Eu vou ficar por aqui. –Lincy disse sorrindo para os outros dois que o encarava agora, sem olhar para trás ele começou a caminhar em direção a uma das casas.
-Espere. –Disse Elion. –Essa não é a casa do Shin?
-É, eu moro aqui. –O loiro disse em resposta encarando pela ultima vez o recém-chegado, abrindo a porta em seguida desaparecendo casa adentro.
Elion sorriu para o nada e voltou à caminha ao lado da garota que agora envolvia o obro do regente com seu braço o puxando para si em algum tipo de abraço.



II
Aparecendo em meio ao nada, Christopher caminhou até David e disse:
-O que você está fazendo aqui, e melhor, onde é aqui?
-Bom, se os Generais não serviram para nada, irei usar todo o poder da segunda bússola para invocar alguém que sirva para alguma coisa.
Os dois Guardiões elementares estavam em algum tipo de altar ao céu aberto, havia o que parecia ser uma cama/marca de pedra no centro de um grande símbolo.
Observando cuidadosamente, as posições das tochas, doze no total, uma para cada ponta da enorme estrela desenhada sobre o piso de pedra, as simbologias desenhadas em cada ponta da estrela, em seu centro e as runas escritas entre os dois círculos que prendia a doze pontas, o garoto de cabelos castanhos tentou esconder a surpresa e espanto que crescia dentro de si, aquilo já era ir longe demais, até mesmo para seu amado.
-David. –Disse Christopher. –O que você esta pretendendo fazer? –Ao olhar para o livro de capa de couro na cor preta em meio aos braços do de olhos azuis o Guardião do Ar deduziu onde o outro queria chegar.
-Desculpe-me Christopher, mas fogo só se combate com fogo, eu não gostaria de fazer isso, mas é o único jeito.
-Então é isso? Você pretende voltar às raízes? Magia egípcia David? –Ele falava olhando para o Livros dos Mortos que o de olhos azuis segurava.
-E por que não? –David rebateu. –Até onde saiba, eu mesmo escrevi este livro em outra vida, ninguém é melhor em manuseia ela do que eu.
A conversa foi interrompida pela chegada de três pessoas, os dois de sempre, Alckmin e Bianca, o terceiro até então era desconhecido até mesmo por Christopher, ele era um homem de altura mediana e de porte atlético que carregava em seus braços uma mulher de cor negra que aparentemente estava desmaiada, isso é, se ainda estivesse viva.
Ela foi colocada na marca de pedra no centro do circulo quando An surgiu e disse:
-A lua já está em seu clímax, essa é a hora perfeita para darmos inicio ao rito.
Concordando com a cabeça David caminhou até a mulher, os demais magos se afastaram e então David começou a lê o grande livro em uma língua antiga.
Christopher caminhou até o outro e o observou de perto.
-Por favor, me der sua Rosa Interdimensional. –O de olhos azuis falou encarando o outro.
Sem entender muito bem Christopher fez o que lhe foi pedido, lhe entregando uma das joias milenares, um pequeno dente de leão feito de prata com as pontas de esmeraldas.
David a ergueu a fazendo desaparecer em seguida, uma onda de energia tomou aquele lugar, as chamas das tochas começaram a queimar com mais foça, nesse momento David retirou a bússola de seu bolso e a colocou próximo a cabeça daquela mulher.
-Deu muito trabalho encontrar alguém com a cor dos olhos iguais aos dela, isso em um corpo o qual ela se agradasse.
-Ela? David, quem você está pretendendo ressuscitar?
O ignorando, Huhlvan voltou a lê seu livro dessa vez fazendo o circulo queimar, o ponteiro da bússola começou a girar feito louco, David colocou sua mão em cima do ceio esquerdo da mulher adormecida quando uma forte energia começou a se manifestar, o vento começo a soprar, as chamas se ergueram grandiosamente. As veias do corpo da mulher começaram a ficar visíveis, saindo de seu peito até seus olhos, foi quando ela acordou e começou a gritar de dor, paralisada sobre a marca de pedra, indefesa sendo possuída por tamanho poder e trevas, os olhos delas ficaram em orbita, brancos como se estivesse sendo possuída. Soltando seu peito, David pegou uma adaga e sem parar de pronunciar as palavras em egípcio antigo, cortou seu pulso derramando seu sangue na boca daquela criatura inocente. Em seguida ele subiu em cima de seu corpo e erguendo a adaga disse em egípcio.
-Eu te tiro a vida eu te dou a vida, eu a conjuro senhora do inferno, mãe de todos os demônios. –Apunhalando a mulher no coração, as trevas da noite foram tomadas pelo brilho do fogo e por um som estridente dado pela mulher.
Por um breve momento as portas do inferno foram abetas, aquela mulher inocente havia sido morta e as trevas havia possuído seu corpo. Não! As trevas não! Algo muito, mais muito pior.



III
Cerca de oitenta anos atrás:
Sujo com roupas rasgadas, pulsos e pescoço claramente machucados, David olhava através das barras de ferro para onde um dia foi seu lá. Sua casa.
Desde o dia que resolveu parar de investigar depois de trabalhar no caso do Hotel Gold, ele lembra vagamente de ter pego dois casos com o intuito de descobrir o que havia acontecido com seus país, alguns anos havia se passado, vidas haviam se gerado, tudo havia mudado e aquela não era mais sua casa.
O pequeno Christophe havia crescido, seu cachorro estava bem mais velho, seu enorme jardim não era mais o mesmo, nem sua casa estava com a mesma cor, e em meio às correrias e brincadeiras que a criança fazia com seu cachorro ela olhou para o portão de entrada e viu uma figura familiar.
-Pa-papai? –Disse ela com o olhar vazio.
As lembranças invadiam a mente de Huhlvan, suas lagrimas se misturavam com a água do chuveiro que corria pelo seu corpo, e ali despido com o corpo molhado, com toda aquela sujeira saindo dele, as marcas de maus tratos era visíveis.
Em seus pulsos, tornozelos e em seu pescoço havia marcas de correntes, ele havia passado todo esse tempo acorrentado, em seu corpo haviam vários cortes profundos e antigos, alguns provavelmente estavam infecionado, o jovem mal conseguia tocar em seu corpo sem gemer de dor. Além de tudo aquilo, havia ainda marcas de queimaduras bastante recentes que estavam presentes em seu rosto, pescoço e em todo o seu corpo, desde seu peito, cintura, bunda e coxas.
Desligando o chuveiro e tentando conter as lagrimas David disse para si mesmo:
-Não aquento mais, dói, dói muito. –Fazendo esforço, ele se encostou na parede do banheiro e deslizou até o chão, ficando inconsciente.
Molhado, e em meio ao frio, David dormiu no chão daquele banheiro por cerca de dois dias, seu corpo havia sido maltratado por um longo tempo, ele estava cansado e confuso, e em todo esse tempo que ele passou inconsciente, as lembranças de toda tortura que recebeu invadia suas cabeças, e quando a imagem de um homem de cabelos vermelhos invadiu sua mente ele despertou de seu longo sono.
Com dificuldade ele se reergueu, tomou mais um banho, se vestiu, comeu, não, devorou a comida servida a ele no restaurante do hotel onde estava hospedado, colocou um sobretudo, e saiu em meio as ruas de Londres.
Caminhando até sua antiga casa, onde foi recebido por seu filho adotivo e seu antigo cão de estimação.
-Sua tia Anny está? –Perguntou ele ao garoto.
-Não senhor. –Respondeu o menino.
-Você falou sobre mim? –David voltou a perguntar.
-Não. –Disse o mais novo. –Fiz com o senhor pediu, será tudo uma grande surpresa.
Sorrindo David deu um beijo na testa da criança o abraçando em seguida.
-Me perdoe por tudo, eu juro que um dia lhe trarei de volta e ficará tudo bem.
A visão do garoto de escureceu a medida em que o mesmo se engasgava com o próprio sangue que escorria do longo corte feito em sua garganta.
Com lagrimas molhando seu rosto David disse:
-Me perdoa, eu te amo meu pequeno.
Não demorou muito para que a porta da frente se abrisse e uma garota de longos cabelos negros entrasse por ela.
-Da-David? –Disse Anny congelada, -Ai meus Deus. –Lagrimas começaram a escorrer pelo seu rosto. –Como, Como você sobreviveu? Nós, nós todos achamos que você tivesse. –Ela começou a chorar. –Por dois longos anos todos achamos que você tivesse morrido, como? –Ela parou de falar e correu para os braços de seu primo o abraçando com força. –Eu sentir muito a sua falta, todos nós sentimos. Ai meus Deus, o Christophe vai surtar quando lhe vê, creio que ele esteja em seu quarto irei busca-lo. –Disse a garota correndo em direção as escadas quando parou em choque ao ver o corpo da criança jazendo sobre um símbolo antigo, feito com o próprio sangue da criança. –O que? –Ela olhou para trás e antes que pudesse fazer algo teve o pescoço cortado pela mesma lamina que matou seu “sobrinho”, tentando conter o sangramento com as mãos, ela caiu de joelhos e sem entender nada foi tomada pela escuridão caindo em seguida sobre o piso d sua casa.
Em meio aos dois corpos David jogou uma pequena criaturinha, uma fada que estava inconsciente. E ao cortar seus dedos com as pontas de suas unhas que estavam um pouco grandes e afiadas, colocou um pouco de seu próprio sangue sobre o símbolo no chão que começou a brilhar em resposta, uma luz branca e demoníaca tomou conta da casa e quando essa luz cessou os corpos que jaziam sobre o chão havia desaparecidos e uma criatura de olhos negros flutuava no centro de onde o circulo magico havia sido desenhado.
Sendo seguido pela sua nova familiar, David saiu de sua antiga mansão que agora queimava e se diluía em cinzas.


IV
Saindo de cima do corpo da mulher recém ressuscita. David a encarou enquanto a mesma se ergueu e o encarava.
-Então, você deve ser o famoso David Huhlvan, A esposa de meu senhor. –Disse ela o olhando nos olhos. –Me trazer de volta a vida, me arrancando do forço onde os condenados pelos deuses estão. Não é para qualquer um.
-Deixaremos os elogios e conversas desnecessárias para depois. –Disse David. –Espero que tenha gostado do corpo que lhe consegui, sei que não se parece nada com o seu antigo, mas pelo menos está dentro do padrão de beleza de muitos países.
A criatura olhou para seu novo corpo e ao estalar os dedos algo semelhante a um espelho surgiu no ar, facilitando sua observação.
O corpo que ela possuía era de uma mulher negra, de nariz afilado, coxas grossas e um bumbum arredondado, os seios eram proporcional a seu corpo, e seus olhos eram negros. O sorriso dado por ela era perfeito e diabólico ao mesmo tempo.
-Tirando esse horrível cabelo liso, você quase acertou no corpo.
-O cabelo é o novo padrão de beleza desse século, se acostume a esse corpo, você não está mais na era antiga onde o mundo da magia era dividido em cinco grandes reinos.
-O mundo da magia não é mais dividido assim? –Perguntou ela surpresa.
-Muitas coisas mudaram desde a sua morte minha cara Lilith.



V
Colocando a bússola interdimensional dentro de uma caixa de madeira marrom, Elion a selou em seguida.
-Então, vocês passaram por maus lenções. –Disse Swan o encarando.
-Você nem faz ideia. –Disse Elion em resposta.
-Tia Swan. –Disse um elffo entrando flutuado sala adento.
Semicerrando os olhos a garota perguntou.
-E esse. Quem é?
-kraismos. –Respondeu o garoto.
-Espera. Esse ai é o Doby? E desde quando você o chama pelo nome verdadeiro?
-Nesses três anos perdidos no espaço e tempo, nós mudamos bastantes e kraismos como todos os outros mudou também, alguns como ele esteticamente, os demais mentalmente e espiritualmente, e além do mais meu elffo aprendeu alguns truques como voar, por exemplo, não vejo mais porque o chamar de Doby, ele merece ser chamado pelo nome verdadeiro.
Com um lago sorriso no rosto o elffo disse:
-Tia Lucy passou por aqui antes de ir para Bruxelas, ela deixou as coisas do senhor em cima da cama papai.
-Coisas? –Perguntou Swan.
-Digamos que eu comecei a colecionar algumas coisas dos reinos que visitei, mas isso não vem ao caso agora, Swan quem era aquele garoto que me recepcionou assim que cheguei e por quer ele me é tão familiar?
-Ele é um velho amigo, creio que nunca falei dele para você, agora se ele lhe é familiar, não sei dizer o porquê.
Sorrindo de lado, Elion ficou em silencio se jogando na cama em seguida.



VI
-O que foi Lincy? –Perguntou Shin ao garoto que estava deitado em seu sofá perdido em seus pensamentos.
-Nada. –respondeu ele. –Eu só acho que o destino é um baita filho da mãe, não acredito no que estou sentido, e por Deus, aquele rosto, aqueles olhos, me são extremamente familiares.
-Do que você está falando cara? –Shin dessa vez perguntou preocupado com seu amigo.
-Ele cara, Ele, não acredito como alguém conseguiu mexer comigo da forma como Ele conseguiu.
Lincy parou de falar quando o coreano colocou a mão sobre sua testa.
-Andou bebendo ou o frio lhe deixou com febre?
-Eu estou bem. –Disse o emo se sentando. –Você tem o que para comer? Estou morrendo de fome.



VII
Alemanha, dois dias após a ressurreição de Lilith:
-Se vamos enfrentar o grupo mais poderosos da história precisamos de grandes homens em nosso exército. –Disse Lilith entrando em um antigo cemitério de uma cidade praticamente abandonada no país.
-Achei que fosse impossível ressuscitar alguém em seu corpo original sem usar magia da Casa do Destino. –Disse Christopher para si mesmo.
-Não, não é. –Respondeu a mulher. –Existe mais uma Casa que consegue essa façanha.
-A Casa da Simbologia. –Disse David.
-Impossível, não existem tantos magos dessa Casa, Stiven está. Não, os únicos magos que tem tamanho poder estão a serviço de...
Christopher parou de falar ao vê a velha juíza do mundo da magia parada em frente a um dos túmulos, observando Samanta terminar de desenhar um grande e complexo símbolo ao redor de um tumulo sem nome.
-Pronto senhora. –Disse a bruxa da Casa da Simbologia.
-David. –Disse Agatha. –Creio que podemos começar.
-Dessa vez serei eu que irar fazer o rito. –Disse Lilith tomando a frente. –Meus caros, vocês estão prestes a vê um dos bruxos mais poderosos sendo ressuscitado, um bruxo que teve poder o suficiente para invocar meu espirito anos atrás.
-E quem seria esse? –Perguntou Christopher.
Com um sorriso maligno Lilith respondeu:
- Fausto.
O coração do garoto quase parou ao ouvir tal palavra, há dois dias ele viu a primeira mulher e bruxa das trevas sendo trazida de volta a vida e agora o bruxo que é personagem da maior lenda popular da Alemanha, um bruxo, alquimista, necromante praticamente imortal, impossível, foi necessário o sacrifício de um Regente para parar o coração de Fausto. Lilith não tinha tamanho poder para trazê-lo de volta, tudo aquilo já estava ficando insano. Foi quando ele olhou para a Samanta.
-(Pobre garota). –Pesou Christopher. –(Tão cega em segui às ordens de sua mestra que nem percebeu que a figura a sua frente é um metamorfo, chego a ter pena da alma dela, quando a verdadeira Agatha descobrir que ela esteve envolvida em tudo isso, provavelmente foi ela quem desenhou o símbolo no altar de pedra onde Lilith foi invocada).
Quando o garoto de cabelos castanhos voltou sua atenção para os demais todo o rito já havia sido feito e uma mão branca estava brotava de dentro da Terra.
Pousando no obro de seu mestre An disse:
-O começo do fim começa agora.



VIII
-Onde estão os cristais? –Elion perguntou.
-Além dos que estão com Swan? Os demais estão em uma cabana treinando já faz um bom tempo. –Respondeu Shin sentado ao lado de Lincy.
-E Ruan e a sua homúnculo? –Perguntou O mestre dos Brinquedos.
-Namorando. –Elion disse de forma natural.
-O quê? –Disse todos em uni som.
-Longa história. –Disse Castiel encarando eles. –Se me permitem irei atrás de Swan, ela está treinando alguns dos magos não? Quero ver um deles. –Disse ela se levantando e saindo.
-Lincy, não é mesmo? –Disse Elion encarando o garoto a sua frente. –Já nos virmos antes que aquele dia em Londres?
O emo negou com a cabeça.
-Acho que vocês tem muito o que conversar. –Disse Felipe se colocando de pé. –Os deixarei a vontade.
-A não, por favor, fique. –Disse uma voz feminina que acabara de entrar na sala.
A encarando O Mestre dos Brinquedos disse:
-Quem é você? E o que faz em minha casa demônio?
Elion já estava de pé, indo para perto de Shin e Lincy.
-Relaxem. –Disse Lilith. –Só estou aqui para vê o quanto poderoso é o regente e um dos membros da famosa Cúpula.
-Lilith? –Disse Elion olhando para ela.
Com um ar de confusa ela o encarou e disse:
-Como você ainda está vivo? Encontramo-nos a milênios de anos. –Ela parou de falar quando sentiu a presença de Lincy por trás dela.
Ela o atingiu no estomago, ou ao menos era o que ela pensava antes de ver seu corpo virar sobra. A forma física do garoto que estava ao lado de Elion desapareceu, restando apenas o que estava próximo a bruxa.
-Você vai precisar bem mais que isso para me deter. –Disse o garoto.
Sorrindo a bruxa apenas disse:
-Tem certeza? –Ela girou a mão agarrando as sobras, fazendo o garoto loiro gritar e cuspir samgue.
-Merda. –Disse Elion sendo tomado pelas marcas tribais e avançando para cima da bruxa, sendo interrompido por um ser reluzente que surgiu a sua frente. –Você? –Disse ele encarando a criatura alada.
Soltando o corpo do garoto no chão Lilith olhou para o anjo a sua frente e disse em tom de deboche.
-Safira? Enfim tenho a honra de conhecer o famoso assassino de demônios.
-Como o verme feito você conseguiu sai das profundezas do inferno. –Disse Safira com sua voz de Arcanjo.
-Isso não vem ao caso agora, mas me diga, você acha mesmo que consegue me deter?
O anjo apenas a encarou em silencio avançando com tudo que tinha para cima dela. Lilith ergueu seu pé e chutou o ar na direção de Safira, um símbolo surgiu na forma de barreira e repeliu a criatura alada, o lançando com toda a força para o outro lado da sala, quebrando as paredes em seu caminho.
-Eu passei todo esse tempo devorando demônios e ficando cada vez mais forte, não sou a mesma de milênios atrás, vai ser preciso bem mais que o terceiro anjo mais poderoso criado pelo Destino para me deter...
Ela parou de falar e saltou alguns metros para longe do garoto emo que agora estava com os cabelos brancos.
-Esteja pronta para morrer prostituta. –Disse o garoto.
-Um demônio rank S? –Lilith começou a rir. –Faz muito tempo que não como um demônio desse nível, mal lembro o sabor.
Antes que ela pudesse falar mais alguma coisa, o demônio voou para cima dela. E em câmera lenta ela viu os fios de Felipe se aproximando de um lado e a espada de Elion cortando o ar do outro e antes que ela pudesse ser atingida desapareceu em pleno ar.
O corpo de Lilith que flutuava em meio o cemitério caiu sobre o chão, seus olhos que estavam brancos, voltaram a cor negra.
-E então? -Perguntou Fausto.
-Não foi fácil, mas conseguir invadi a casa e pegar o que fui buscar. –Disse ela exibindo um pouco de sombra, que ela retirou de Lincy.
Fausto pegou as sobras para si e a devorou, ficando com os olhos completamente negros.
-(Que tipo de demônio essa mulher é?). –Christopher pensava horrorizado demostrando medo em seus olhos. –(Eu com todo meu poder não conseguir atravessar as paredes daquela mansão, e nem mesmo atingir o garoto da Família Imperial, mas ela conseguiu não apenas fazer isso, mas provavelmente derrotar o anjo que pois medo nos generais do inferno apenas na forma espectral? Por Deus, que abominação ela é?)



IX
-Você está bem? –Perguntou Elion olhando para Lincy que sangrava pelo estomago.
Em resposta ele apenas mordeu sua própria mão, fazendo o sangramento para, após isso segurou na mão de Elion onde o mesmo o puxou o ajudando a ficar em pé.
-Elion. –Disse Felipe olhando o estrago feito em sua casa. –O que iremos fazer?
O olhando nos olhos o garoto disse de forma seria.
-Reúna a Cúpula, temos uma vadia para caçar.



J. Aeff

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