Aviso!

Olá caro humano, seja bem-vindo ao nosso mundo sobrenatural! Se essa é sua primeira vez aqui, recomendo que comece a lê por nossa primeira história, “O Sequestro”, que pode ser facilmente encontrado se você abrir o botão da primeira geração, Detectives, que fica no menu acima. Caso você seja um de nossos fãs, tenha uma boa leitura e não esqueça de comentar, ou caso contrario, kraismos morderá todos vocês, isso se Castiel não lhe bater primeiro.

domingo, 27 de maio de 2018

67 - Escolhas





Até onde a luta por um sonho vai? Até onde a humanidade pode suportar? Em nossas vidas, passamos por dificuldades, e são elas as chamas que nos moldam. Encarar esse fogo é o que determinará se os sonhos são reais, ou meras ilusões.
(Elion Reed)



I

A noite começava a se alastrar entre as vielas de Bruxelas, e como em todas noites a vida se propagava entre elas, e entre essas meras vidas humanas, outras vidas passavam por despercebidas.
A humanidade sempre contou histórias de ninar sobre criaturas sobrenaturais, escreveu histórias e até mesmo criou series e filmes com a mesma temática. Bom, em partes, eles contavam suas próprias versões das histórias, negligenciando a verdade por trás dessas histórias.
As ruas e vielas, não apenas de Bruxelas, capital da Bélgica, mas em todo o mundo, existem criaturas magicas e distintas, entre elas criaturas que por algum motivo a humanidade já conhece e outras que causaria a maior entres as guerras caso a humanidade viesse a descobrir.
Fadas, elffos, ninfas, salamandras de fogo, gnomo, trolls, sereias, vampiros, lobisomens, anjos e demônios, entre tantos outros seres de luz e trevas, até mesmo criaturas neutras. Todas elas vivendo entre a humanidade, e todos passando por despercebidos.
Por que a humanidade é tão cega? Por que eles blasfemam contra seus deuses e idolatram construções humanas?
Unicórnios existem, da mesma forma que a hipocrisia é real, da mesma forma que a negligencia destruirá a raça humana.
Entre as luzes da cidade, entre toda aquela agitação nas ruas, um dos inúmeros apartamento guardava o maior entre os segredos. O que para humanos era clichê devido as inúmeras citações em suas obras de literatura. Para o mundo magico era algo abominável e impossível, era algo que poderia gerar inúmeras discussões e dor de cabeça a Cúpula, cedo essa a real e única governante do planeta em que você que está a ler isso vive.
Ajeitando seus cachos em frente a um enorme espelho, aquela que cogita uma beleza rara, encarava nua, uma pequena cicatriz em seu pescoço, e disse ao tocá-la:
-Ainda não posso acreditar que um mero garoto conseguiu me ferir de tal forma, a pondo de deixar uma marca.
-Não sei ao certo como o poder de regeneração de vocês funciona, mas acredito que você deveria deixar de isso de lado, foi só uma cicatriz, tão pequena que mesmo quando te beijo, é impossível notar. -Falou Charles, a abraçando por trás e a beijando no pescoço.
-Nós dois seremos levados a fogueira se aquela velha de vestido roxo descobrir. -Falou Madeline se virando e correspondendo seus beijos, e logo após morder levemente seus lábios falou o encarando nos olhos. -A rainha dos vampiros e um lobisomem pertencente as famílias ancestrais. Qual é possibilidade disso dá certo?
-Nenhuma. -Respondeu o outro. -Mas é aí que está a graça.
-Você é louco. -Falou ela sorrindo.
-Somos loucos. -Charles a beijou na testa e voltou para cama, onde ainda sem roupas fechou os olhos e curtiu aquele espaço.
Madeline virou-se mais uma vez para o espelho e ao afastar seus cachos, voltou a tocar aquela marca em seu corpo.




II
Os grupos se dividiram conforme o plano de Lucy, mas antes que que eles forcem para os lugares Ed segurou no braço de seu irmão o puxando para perto de si.
-Temos que conversar, você sabe disso.
-Não Ed, não temos, você fez sua escolha ao partir, quando eu mais precisava. Você partiu no dia de meu aniversário. E para quer? Para ficar mais forte?
-Por você, eu fui por você, tinha que saber ao menos como segurar uma espada, como eu posso ser o irmão mais velho do Regente se nem posso ajudar meu irmão quando ele mais precisar.
-Aí que está, você não pode. -Elion falou com um semblante de raiva.
-Posso! Claro que posso, sou um membro da família imperial, posso lhe ajudar em tudo, posso lhe deixar forte, posso ficar mais forte.
Dando um passo para trás Elion falou:
-O que você está tentando falar? Você não está pensando em fazer um contrato comigo estar?
-E por que não? -Ed o questionou. -Você mesmo já me falou inúmeras vezes que não éramos realmente irmãos, que os deuses usaram a barriga da mamãe como porta para você vir a esse mundo, e que não foram usados os traços genéticos dela ou do pai. E afinal de contas sou o único Membro existente. Você não tem escolha, esse é o nosso destino.
-Destino? -Elion falou sentindo nojo do que estava a acontecer. -Você está ficando louco, e mais, quem disse que você é o único Membro da Família Imperial?
-Não precisa, eu sei que sou.
-Você está extremamente errado, Lincy. -Elion disse apontando para o garoto ao longe. -Ele também é um Membro, e sei que existe vários outros além de vocês dois.
Ed olhou incrédulo para o menor e após encarar seu irmão saiu sentindo vergonha e raiva.
-Não gosto dele. -Lincy Falou serio para Swan.
-Você não gosta dele por ele ser um Zé Ruela, ou porque você senti ciúmes do Elion?
Corando Lincy falou encarando a mais velha:
-Eu, eu, não estou com ciúmes dele, v-você está fi-ficado louca?
-Pelo amor da Morte. Tá escrito na sua cara, não mente para mim, e nem sei o por que disse tudo, está na cara do Elion que ele também gosta de você.
-Q-quê? -Falou Lincy incrédulo.
-Vamos. -Ed falou passando por eles.
Sorrindo de lado, Natallie socou de leve o ombro do mais jovem e acompanhou o mais velho.
Shin já estava na entrada das ruínas quando Ed falou:
-O que necessariamente estamos procurando?
-Não sei ao certo. -Respondeu o coreano. -Uma de minhas sintozóide detectou uma anomalia magica vindo desta região, os dados não mostrar ao certo de qual lugar veio, por isso nos separamos em três grupos, o que me deixa intrigado é o fato de Ruan e eu já termos vindo para cá, e não encontramos nada fora do normal.
-Talvez force porque vocês não souberam o que estavam procurando. -Falou Lincy Passando por eles e entrando nas ruínas sendo seguido pelo cisne negro.
Shin retirou a mochila das costas e ao abri-la, algo do tamanho de uma bola de basquete preta e com olhos saiu de dentro e começou a flutuar, liberando um leve zumbido ao se mover.
-Que porra é essa? -Perguntou Swan.
-Minha nova invenção. -Respondeu o garoto ao se juntar com o grupo. -Me baseei em um jogo de computador e uma das coisas que minha mãe tem em sua casa. Eu o chamo de Cyber-Zord, e esse aqui o chamo de Cyber-Black, ou Cyber-1.
-Terá um Cyber-White, ou um Two? -Lincy Perguntou.
-Sim. -Respondeu o outro. -Todos eles terão funções básicas iguais e funções especificas distintas.
Dos olhos do Cyber-Zord começaram a sair luzes como se forcem lanternas.
-Bem útil. -Falou Ed.
-E antes que me esqueça eles possuem inteligência artificial e ainda consigo controla-los usando apenas a minha mente.
-Insano, ousado, mais insano. -Lincy Disse começando a entrar ruína a dentro.
Após alguns minutos de silencio, Swan removeu seu anel do dedo, e começou a brincar com ele.
-A que é o fim da linha. -Falou o coreano.
Sua maquina flutuante começou a bipar.
-Algum problema? -Ed perguntou.
-Ele disse que o caminho prossegue a frente.
-Você agora fala com essa coisa? Swan perguntou.
-Sim, por quê?
-Aberração. -A garota disse se afastando.
Sem entender muito bem o porquê daquele xingamento, Shin prosseguiu.
-Cyber-Black, por favor, faça um escaneamento na parede. Após alguns bipes, aquela esfera de cabeça chata começou a voar a frente da parede. -Estranho. -Shin voltou a falar. -Aparentemente essa parede possui uma camada de poeira inflamável.
-Seja mais especifico com poeira. -Falou Lincy.
-Cyber Black, recolha uma amostra, irei estudá-la mais a fundo em casa, porque seja o que for, não consta em meu banco de dados e pode ser muito perigo...
Shin parou de falar ao ver Swan lançando uma bola de fogo sobre a parede, a incendiando.
-Resolvi o problema; -Disse a garota.
A medida que as chamas se dissipavam desenhos esculpidos em uma parede de bronze se revelavam.
-Isso são escritas do Black Kingdom. -Shin falou se aproximando.
-E o que diz? -Perguntou Ed.
A parede era gigantesca, formada por uma placa única, e os desenhos ali entalhados contavam uma história, ali era uma das únicas heranças deixadas pelo Black Kingdom, aqueles traços ricos em detalhes a camada de poeira negra que os cobriam. O arrepio que tomava conta do corpo do jovem coreano.
Shin começou a ler aqueles aerógrafos, e a medida que seus olhos vibravam seu coração batia mais rápido, e suas mãos começaram a suar frio, os pelos de seu braço se arrepiaram e sua respiração havia começado a ficar ofegante.
-Shin, algum problema? -Perguntou Lincy.
-Além dessa merda aqui ser um conto de terror, e eu odeio coisas de terror, não, não tem problema algum.
-E afinal de contas, o que está escrito pirralho. -Falou Swan se aproximando.
-Conta que um grande mal assolou essas terras no passado, um mal que fizeram as pessoas de um vilarejo que deveria ficar ao sul dessas ruínas perderem a cabeça, e para selar tamanho mal que se alastrava sobre essas terras, eles todos eles foral lacrados para morrer do outro lado desta parede.
-E de se admirar que um dos cinco reinos da magia forcem tão ignorantes a ponto de não saber lhe dá com uma doença ou praga. -Ed disse não demostrando muito interesse.
-Não acredito que se tratava de uma peste, afinal de contas estamos em meio a um dos lugares mais insolados do planeta. Não seria tão fácil um vírus surgir aqui, e muito mesmos naquela época. -Lincy disse de forma intrigada.
-E o que você sabe a respeito? Aberração. -Ed falou liberando a sua raiva.
-Como é que é despacho de macumba? -O emo loiro questionou.
Antes que Shin pudesse intervir Swan o deteve com sua mão.
-Deixe-os, quero ver até onde isso vai.
-Simples de deduzir, Lincy vai matar o irmão do Regente.
Swan desta vez não falou nada, apenas olhou serio para o jovem ao seu lado e este por sua vez baixou a cabeça em concordância.
-Quem você pensa que é para me tratar desta forma? -Lincy disse perdendo a calma.
-Irmão do Regente...
-Grande merda. -Lincy disse o interrompendo. -Ser irmão do mestre, não lhe torna o mestre. -Falou ele em sarcástico. 
Ed começou a rir e disse:
-E você o que acho que é dele? Nada, por enquanto sou “irmão” dele. -Ed falou fazendo um gesto com os dedos. -Mas esse status logo vai mudar, quando eu fizer o contrato com ele serei o mais poderoso nesta merda toda, aí quero ver você tentar quebrar meu braço novamente, seu verme.
-Acho que já chega. -Natallie falou transformando seu anel em foice. -Não quero ver dois arrombados de merda discutindo por homem, se quiserem continuar com a discussão que comecem a se matarem, de bate boca já estou cheia.
-Pessoal. -Disse Shin.
Talvez fosse para acabar com a discussão, ou talvez porque não acha acasos neste mundo. Todos os fios foram transados de acordo com os desejos dos deuses, e não a ponta solta neste enorme bordado, como a Clamp costuma falar que neste mundo não há acasos, e sim apenas o inevitável.
A mesma história pode ser contada, varias e varias vezes, mas nunca será da mesma forma, nunca terá o mesmo empaqueto que outras vezes.
O universo possui uma maneira única e irônica para manter o equilíbrio, para manter a ordem.
-O que foi pirralho? -Swan falou se aproximando.
-Como eu disse, do outro lado tem um cemitério, mas existe uma forma de abrir essa porta e se me permitem. -Shin pressionou uma das figuras rompendo um selo magico que ali existia.
-Shin. -Disse Lincy dando um passo para trás.
-Merda. -Falou Swan.
Shin se afastou ao ver a parede caindo e contemplou vários cadáveres fossilizados  do outro lado.,.
-Corram. -Disse Lincy indo até Shin o puxando pelo braço.
-O que foi? -Perguntou o coreano sem entender nada.
Shin Jiho a muito tempo atrás se rebelou contra sua mãe, e sacrificou seus poderes para usar sua mente da forma como usa, e isso o impedi de ver a maioria dos seres mágicos.
Com a queda dos muros, varias criaturas sombrias começaram a sair de lá, uma enorme energia maligna invadiu aquele lugar.
no ritmo que as coisas iam, eles seriam consumidos pelas trevas muito antes  de conseguir saírem dali.



III

-Isso é impressionante. -Disse Neify. -A quantidade de cristais que essa caverna possui é surreal, é de se admirar que nem um mago a tenha explorado, desde que entrei aqui vir mais de dez cristais raros e alguns que nem sabia que ainda existiam.
Onde a tia Lucy foi? -kraismos perguntou.
-Depois que Neify falou que os cristais são raros, ela saiu correndo para pegá-los. -Héstia falou.
-Tipico. -A ninfa respondeu. -Bom, não conseguir encontrar nenhum traço de anomalia ou de energia maligna...
Um silencio absoluto tomou conta da caverna dos cristais.
Uma onda de poderes maligno tomou conta do ambiente.
Lucy surgiu em meio ao nada e criou uma barreira ao redor dela e das três criaturas flutuantes.
-Tia Lucy, o que foi isso. -Kraismos falou.
-Não faço ideia, mas seja o for, ficaremos aqui, até que passe.
-Mas... -Héstia tentou falar, mas calou-se, aquela escolha era a melhor para ser tomada.
-Tia, olha os cristais. -Kraismos falou apontando.
Os cristais da caverna começaram a ficarem brancos.
-Eles estão se corrompendo. Afinal que energia maligna é essa? -Neify falou voando ainda dentro da barreira.
Lucy olhou para sua bolça, onde viu seus cristais ainda intactos, suspirando aliviada em seguida.



IV

Em meio a floresta amazônica, existe um lugar, onde poucos são capazes de chegar.
O vende possuía os olhos, o som de uma cachoeira invadia os ouvidos.
Um altar havia sido feito em meio as águas, próximo ao pé da cachoeira. Ramos de flores cercavam o centro do altar e sobre ele havia uma enorme flor fechada.
-Como os humanos nunca chegaram até aqui? -Thamara perguntou.
-Acredito que você não percebeu, mas até chegamos aqui passamos por três barreiras diferentes. É impossível um humano passar pela primeira barreira, imagina chegar até aqui. -Ruan a respondeu.
-E mesmo um mago, para chegar até aqui, só seria possível com minha ajuda ou com a benção da natureza, e para uma criatura de coração impuro seria impossível, uma dor insuportável a possuiria se passasse pela primeira barreira, e se mesmo assim prosseguisse, ao passar pela última, ele seria morto imediatamente. -Elion disse indo até o altar.
-Isso tudo para proteger essa flor? -Thamara voltou a perguntar.
-Isso é bem mais que uma flor. -Elion respondeu. -É o coração da floresta, a essência de toda vida que vemos aqui, se essa mera flor for destruída, um terço da terra perecerá.
-E como a colocaram em um altar? Isso seria um pouco insano. -A homúnculo continuou a perguntar.
-Não a colocaram. -Elion encarou a jovem. -Nem os humanos e nem os antigos moradores do Reino Negro construíram esse altar, tudo o que vocês veem ao nosso redor, foi feito pela Deusa, pela Mãe de toda criação.
-Elion. -Ruan disse se aproximando.
-Sim? -Respondeu o mais velho o encarando.
-Naquele dia na Alemanha, quando você foi conjurado, foi por ela não foi?
Sorrindo ELE respondeu.
-Sim, foi, ela queria me dá um aviso, e com isso despertou em mim, memorias que eu havia esquecido a muito tempo.
-Que seria. -Perguntou a garota.
Elion colocou sua mão sobre a flor, e a movimentou, girando-a, seguindo a mesma rota que os ponteiros de um relógio.
A flor começou a se abrir, mostrando aos garotos sua beleza.
As cores do arco-íris era as que cogitavam as pétalas daquela enorme rosa.
Em seu centro havia uma pequena esfera de luz que pulsava, e pulsava, semelhante a um coração humano.
-As coisas que movem a vida, as perguntas, as respostas, os sonhos e o destino, são forjados pela chama de nossas determinações, nossas palavras e ações. Para toda escolha tem um preso, para cada movimento uma consequência. Os problemas que enfrentamos em nossas vidas, os obstáculos e dificuldades, não passam de meios que nos preparam. A Grande Mãe me lembrou de algo que eu já havia esquecido a muito tempo. -Antes que Elion pudesse prosseguir a rosa se fechou e algo chamou a atenção do Regente.
Após olhar para trás, alguns segundos se passaram e uma coluna de trevas se ergueu a quilômetros de onde eles estavam.
-Merda. -Disse Ruan correndo em direção a coluna de sombra.
Sem pensarem ao certo, os três se distanciaram do templo e seguiram em direção a coluna de sombras, ao olhar rapidamente para trás, Thamara viu tanto o altar quanto a cachoeira desaparecer.



V

-Shin porra, o que você fez? -Lincy perguntou correndo ao lado dele e dos outros dois.
-Foi sem querer. -Respondeu o coreano.
-Morte cuida disso. -Swan falou invocando o espectro, acertando a cabeça em seguida em uma das paredes do templo.
-Swan! -Gritou Lincy voltando para ajudá-la. -Swan! Swan!!! -Ele a tomou em seus braços.
-Tem uma luz, ela está me chamando. -Respondeu a garota inconsciente.
-Não vai por aí desgraça, isso não é luz, é o fogo do inferno, acorda Swan.
-Não quero estragar a festa de vocês. -Disse a Morte. -Mas não segurarei todos aqui sem minha foice.
-Temos que lutar. -Ed falou sacado sua espada.
Lincy o encarou e o tom de seus olhos mudou ligeiramente.
-Shin. -Disse ele. -Você não consegue vê-los, não é mesmo?
-Negativo, além da morte não vejo nada. -Respondeu o outro.
-Vamos Ed, vamos lutar. -Lincy se colocou de per e correu passando pela morte que havia criado uma barreira. O mas velho o seguiu e essa foi sua ruína.
A vida é feita de escolhas e nossas palavras é a ruína de nossos futuros.
Os cabelos de Lincy ficaram brancos e seus olhos adquiriram um tom de azul ainda mais intensos e profundos.
As sombras tomaram a forma de demônios e atacou o mais velho dos dois. "Lincy" apenas ficou parado olhando a cena, e sem entender nada, Ed falou logo após ver que sua espada não tinha efeito sobre aquelas criaturas.
-Me ajuda... por favor...
Sorrindo o menor disse.
-Não era você que estava louco para provar seu valor? Não era você que queria fazer um contrato? E não era você que ficaria no topo de tudo? Faça o contrato com esses demônios e seja o mais forte desta merda toda. -Falou de forma irônica.
-Fomos trancados naqueles muros por muito tempo. -Disse um dos demônios.
-Estou com forme. -Disse outro,
-Vamos come-lo. -Um terceiro falou apontando para Ed.
 Dando alguns passos para trás, o de cabelos brancos disse:
-O anjo que protege Lincy não se encontrar aqui, e como sou um demônio de rank S, tenho o poder de passar por despercebido pelos demais de rank inferior.
Antes que a fúria tomasse de conta de Ed, um dos demônios o agarrou e selou seus lábios nos deles, fazendo seu corpo ficar sem forças e começando a sugar a alma dele pela a boca.
-Lincy, o que está acontecendo. -Shin gritou sem entender nada com seu Cyber-Black o segurando para que ele não saísse da barreira, o garoto a sua frente se virou para ele e correu em sua direção.
-Eles pegaram o Ed, não tem nada que eu possa fazer.
-Eles, eles quem, merda, o Elion vai surtar. -O coreano disse entrando em pânico.
-Eu não sei o que fazer, eu... -Desta vez Lincy havia voltado a sua forma original.
Ed havia começando a gritar de dor. Onde cada demônio o tocava queimava sua pele. Suas roupas haviam sidos queimadas, e seu corpo começara a ser violado.
-Ele é um membro da família imperial. -Disse um dos demônios
-O quero para mim. -Falou outro.
-Tem para todos nós. -Respondeu um outro.
Em gritos de agonia, a pele daquele um dia chamado de Ed começou a derreter, a dor que ele estava a sentir, não se igualava a nenhuma outra.
Violentado, violado e devorado por demônios, foi o castigo por suas palavras e ações, foi a consequência de suas escolhas.
O fogo nos molda como somos, e são essas chamas que mostram se nossos sonhos são reais ou ilusões.



VI

Uma sirene começou a soar por todo lugar.
-O que estar acontecendo? -Perguntou Agatha.
-A anomalia não está acontecendo apenas na Amazônia, e sim em vários pontos arredor do planeta. -Respondeu o soltado de óculos que materializou  um globo gigante de holograma.
-Mas que porra é essa? -Klaus falou apontando para um dos pontos do globo.
O de óculos ampliou a imagem mostrando a região apontada pelo outro.
-Santa Mãe de Deus. -Disse Flamel.
-A ilha de Avalon? -Falou Joseon.
-Está sendo destruída. -Completou Felipe incrédulo.
Dando as costas ao globo Agatha falou;
-Convoque os anciãos e procure os membros da Cúpula que não estão nesta sala, quero todos no salão circular em meia hora.
-S-sim, senhora. -Respondeu Samanta que saiu correndo, tomando cuidado para não tropeçar.
-E o que vocês estão esperando, vamos. -Disse a velha para os demais.



VII

Da mesma forma que a coluna de trevas se ergueu dissipou, os demônios caíram mortos um a um.
-O que ouve aqui? Perguntou Lucy.
-Ele, deu a vida para nos salvar, para salvar a todos nós. -Respondeu Swan.
O Corpo de Ed havia se limitado a um mero cadáver em decomposição.
-Um membro da família imperial só pode fazer um único contrato com um anjo ou demônio de rank S, qual quer um ou qualquer coisa que que não seja um perece ao ter tamanho contato com um membro, em outras palavras, seu irmão matou todos esses demônios, mas acabou morrendo no processo. -Thamara disse olhando para o cadáver que terminava de desaparecer em cinzas.
Com um semblante vazio. Elion se virou e começou a caminha em direção a saída.
-O salvei uma vez, e ele me agradeceu sumindo por meses, o que aconteceu aqui foi uma escolha dele, e ele caiu pelas chamas dessa escolha, seja como for, nosso serviço aqui terminou, a anomalia foi dizimada, vamos, não quero perder mais tempo.
Ao passar por todos, uma lagrimas rolou pelo rosto de Elion que tentava se manter forte, não, que era obrigado a se manter forte.


J. Aeff

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