Aviso!

Olá caro humano, seja bem-vindo ao nosso mundo sobrenatural! Se essa é sua primeira vez aqui, recomendo que comece a lê por nossa primeira história, “O Sequestro”, que pode ser facilmente encontrado se você abrir o botão da primeira geração, Detectives, que fica no menu acima. Caso você seja um de nossos fãs, tenha uma boa leitura e não esqueça de comentar, ou caso contrario, kraismos morderá todos vocês, isso se Castiel não lhe bater primeiro.

domingo, 10 de junho de 2018

68 - O recomeço


 





I

Por que as coisas são como são? Por que tudo acontece como acontece? Se tudo force mais fácil, eu seria feliz da mesma forma? Perguntas, perguntas e mais perguntas, até onde elas vão? Até onde o mundo girar, pôs são elas que nos move e nos faz quem somos.
Toda dor possui um começo, e acreditam-se que ela também possua um fim, mas quando esse fim chega? Quando a dor realmente vai passar?

-Você ficará bem? -Lincy Perguntou.
Elion não o respondeu, não o encarou, apenas afundou sua cabeça no travesseiro de sua cama.
-Só irei embora quando você me falar que está tudo bem. -Lincy insistiu.
Sem falar nada, Elion apenas o estendeu a mão, e quando esse a segurou, foi puxado para cama, onde o Regente deitou sua cabeça em seu peito e chorou, não disse nada, apenas chorou.
Na maioria dos momentos, precisamos de um amigo ou de alguém, ao menos é isso que nos contam, mas na verdade precisamos chorar, e pôr para fora, e o lugar melhor para se fazer isso é próximo do calor do corpo de quem admiramos e amamos.
-Vai ficar tudo bem, eu estou aqui. -Falou o garoto acariciando a cabeça daquele que sofria.
-Ele era meu irmão, ele era tudo o que havia me restado de uma família, ele...
Elion afundou seu rosto no peito do outro e suas palavras foram engolidas pelas lagrimas.
-Eu sei que não poso ser muita coisa, mas estou aqui por você, e sempre estarei, eu te juro. -Aquelas palavras ditas por Lincy ia bem mais além que meras palavras de consolo, era a verdade, era as chamas moldando novos caminhos.
Até onde o Destino pode ser calculista? Até onde ele pode planejar e intervir?
Elion havia parado de chorar, ele não se movia mais, e sua respiração havia acabado de começar a ficar lenta.
Levantando-se com cuidado, Lincy o cobriu com um lençol e sentou em um puff redondo na cor cinza que havia ali por perto.
Por um estante ele parou para admirar aquele lugar, a casa era pequena e feita de madeira, possuía apenas dois quartos, um único banheiro sala e cozinha; a casa era secada por um pequeno jardim. As luzes das lâmpadas davam um tom alaranjado para casa, que lembrava bastante o pôr do sol.
Lincy sabia que aquela não era a casa oficial de Elion, que era apenas uma pequena casa onde ele ficava quando estava naquela cidade, era pequeno o lugar, mas era dele, e era de onde ele fugia de toda burocracia.
-Vá com ele, acredito que seja o melhor para todos. -A voz de Swan invadiu a mente de Lincy.
Logo após voltarem para a casa de Shin, Natallie percebeu como seu amigo estava e tentou fazer algo, porém Lucy a deteve. Swan e a senhorita Christie entraram em um consenso que seria melhor que Lincy cuidasse da situação, pois foi essa as instruções dadas pela oraculo.
-Que saco. -Lincy falou consigo mesmo.
-Não fique assim. -Disse uma criatura alada surgindo ao seu lado.
O encarando cabisbaixo Lincy falou:
-Onde você esteve esse tempo todo, não o vejo desde que levou uma surra de Lilith.
-Humano insolente, como ousa blasfemar tais palavras? Fingir ter sido atingido, para que o demônio em seu corpo se manifestasse, e aquela bruxa se distraísse para que ele. -Falou Safira apontando para Elion na cama. -Pudesse invocar sua espada e usar contra ela. Nenhum mago seria capaz de lutar em pé de igualdade comigo, se eu o assassino de demônios lutasse a sério com ela, levaria metade da Terra junto, e meu Pai não se agradaria disso. Além do mais, tenho ordens especificas para lhe ensinar, não para servir de guarda costas para você e seus amigos, essa luta é de vocês, não minha.
-Claro, claro que é.
-Não ouse me responder criatura insolente.
-Ou o que? -Questionou Lincy? -Eu vou para o inferno ou algo do tipo? Você não pode me matar, você sabe disso, peço desculpas se minha insolência o magoou, estou apenas de cabeça cheia, se não tem nada para fazer aqui, por favor, me deixa sozinho aconteceu muitas coisas e... -O garoto parou de falar ao ver que a criatura alada já havia partido. -Tchau então.
Após respirar fundo, o garoto levantou-se e caminhou até a cozinha, onde viu alguns potes com ervas e raízes dentro, e após pegar o primeiro que viu foi até o fogão e começou a fazer chá. Pegando uma caneca de unicórnio no armário colocou sua bebida nela e voltou até o quarto de Elion, onde o encontrou sentado sobre a cama.
-Você gosta de chá de Salvia? -Perguntou o anfitrião.
-Salvia? -Questionou o outro. -Eu gosto de Canela com limão, como não encontrei a canela peguei a primeira erva que vir. -Disse Lincy tomando um gole do chá. -Santo Merlin, é amargo.
Após rir um pouco Elion estendeu a mão pedindo um pouco, e esse bebeu o chá sem pestanejar.
-Com o tempo você se acostuma, aproposito, a canela está no armário de cima, as coloco, junto com a camomila, a erva doce e o mel.
-Sua casa é bem interessante. -O menor disse olhando para o seu redor. -Aquilo é um ovo? -Questionou ele admirado com o tamanho do ovo. -Qual o tamanho da ave que o pôs?
-Ave? Nenhuma. -Começou Elion. -Isso é um ovo de dragão, o encontrei quando viagem no tempo e fui ao reino de Elvish, eu ia o comer, mas Lucy achou que seria uma boa ideia o chocar, mas passamos anos viajando, acredito que não nascerá mais, mas o tenho como lembrança.
Ao cocar no ovo, Lincy o sentiu vibrar.
-Acho que tem algo dentro dele. -Falou o garoto.
Levantando-se com sua caneca em mãos, Elion falou:
-Ele o escolheu então.
-Como? -Questionou o menor.
Após suspirar fundo o outro respondeu:
-Pegue para sir, o ovo o escolheu como mestre, acredito que você se dará muito bem com o que tem aí dentro. Só não deixe sua mãe pôr as mãos nele.
Surpreso, o emo deu dois passos para trás e disse:
-Você sabe sobre ela?
-Sou o Regente do mundo da magia, costumo saber quem anda ao meu redor, e principalmente, quando estou apaixonado por esse alguém.
A face de Lincy corou em imediato.
-Desculpe-me. -Elion voltou a falar. -Costumo falar muito quando bebo Salvia, seu Elemento é o vento não é mesmo? -Elion disse mudando de assunto.
Sem responder, apenas balançando a cabeça de forma positiva, Lincy concordou.
-Tome. -Elion disse pegando uma caixa em sua estante.
Ao abri-la, o Regente tirou um pêndulo de lá.
-É, é lindo. -falou Lincy, nervoso ao pega-lo.
-A ponta dele é feito com um diamante envolvido em prata, porem ele possui um núcleo, semelhante a Excalibur, a Foice da Swan ou a arma que o Safira, o anjo que anda com você carrega. Claro, é um núcleo pequeno, mas não deixa de ser um.
As correntes do pêndulo se transformaram em um cordão, e após essa mudança de forma Elion disse:
-Posso?
Voltando a ficar vermelho, Lincy concordou com a cabeça, e Elion tomou aquele objeto em mãos e passando para traz do garoto o pois em seu pescoço como um tipo de pingente.
-Quando você precisar é só o retirar, e ele se prenderá a sua mão, formando uma arma, espero que você o domine logo, será bem útil em batalhas, espero que o Shin não se incomode com o presente.
Erguendo uma de suas sobrancelhas Lincy disse confuso:
-E por que ele se incomodaria? Shin e eu somos apenas amigos.
-Achei que vocês estavam...
-Juntos? -Lincy completou a fala do outro. -Shin e eu somos apenas amigos, estou na casa dele, só por que não havia onde eu pudesse ficar que fosse mais seguro que a casa dele. E eu já sabia que você gostava de mim.
-Quê? Como?
-A Swan me contou. -Disse o Emo.
-Rapariga. -Disse Elion começando a rir logo a pois.
Uma pausa de silencio percorreu o ambiente, quando Elion engoliu em seco e aproximou-se do menor.
O coração dos dois se aceleram e suas respirações ficaram ofegantes, seus lábios se aproximavam, centímetros era a distância que os separavam.
Com os olhos fechados Elion aproximou-se ainda mais do jovem rapaz quando...
-Elion! -Gritou Swan logo após quase quebrar a porta de sua cassa.
-Rapariga. -Disse os dois em uni som.
-Sou mesmo, por que? -Questionou a garota. -Enfim, isso não vem ao caso, Pandora está na casa de Felipe, e quer falar com você, aí me mandaram lhe buscar. -Parando apara analisar os dois a sua frente ela questionou-os. -Eu por acaso atrapalhei alguma coisa?
Após pigarrear Lincy falou:
-Não, imagina, só estávamos bebendo chá, não era?
-Sim, sim, só um mero chá, vamos, não quero deixar meu homúnculo favorita esperando. -Elion disse suspirando em seguida.
-Merda. -Falou os dois em uni som saindo pela porta.
É impressionante o que alguns minutos dormindo e um pouco de chá pode fazer, não acham?
O mundo gira, a vida caminha, e não importa o qual grande seja sua dor ou sua perca, se isso o impedi de caminhar será um grande problema, será na verdade a sua ruina. Afinal a vida é assim, um imenso jogo, ou um livro de comedia dramática.
“Luz, o que guia os impuros; trevas, o que corrompi os benevolentes. Logicas vans é o que conduz a humanidade. O abismo da ignorância; a lógica irracional; um conjunto de hipocrisias e preconceitos, conhecidos como sociedade. Fé, aquilo que faz permanecemos em pé.
Um mundo onde bem e mal, são meros conceitos, vistos de forma única e individual. Certo e errado, palavras avaliadas de um contexto. Cristais, matéria prima dos humanos. Fragilidade, aquilo que controla os sentimentos.
A peça teatral que compõe nossas vidas; a obra perfeita escrita pelo Destino.
A falta de logica nas palavras, e a complexidade dos entendimentos. Um sorriso banal, até malicioso. A voz em nossos ouvidos que nos cega. Justiça, a complementação que nos pune. A vida, um caminho perigoso e desconhecido;
Dor, medo, amor, esperança, pensamentos e solidões. Coisas necessárias e vans. E enfim, o fim da estrada, a morte a morada eterna, o fim do dia, o termino do show, a espiração sem retorno ou saída.”

Não importa o qual importante ou amoroso você foi, quando você morre, simplesmente morre, e é isso, já era, a pessoa doce e gentil que você foi, irar desaparecer, e aos poucos as lembranças sobre você também.

Alguns possuem a sorte de se imortalizar, e o nome ser marcado na história, parabéns aos que conseguem, mas e daí? Seu nome e seus feitos será lembrado, mas e suas emoções, seus sorrisos, seus pensamentos, suas dores e sofrimentos. Fama após a morte, que hipocrisia da humanidade.
Seja como for, este é o mundo real, e é o meu dever lhe dá as boas vindas. Seja bem-vindos ao ciclo vicioso que chamamos de vida. E lembre-se a balança é igual para ambos os lados. E no final todos vem a mim.
(A Morte)


II
-My Lorde. -Disse Pandora ao ver Elion entrando.
Além de Pandora, a Cúpula estava reunida no salão de festas da casa de Felipe, haviam alguns guardas ceifadores, cães da Agatha e um mago em especial.
- Klaus? -Elion falou ao ver o mago da casa de simbologia a sua frente.
-My Lorde. -Respondeu ele fazendo a mesma referência qual pandora fez.
-Não sei o que esse mago tatuado faz aqui, ou o que a responsável pelo tártaro faz tão longe dele, mas os assuntos da Cúpula são mais importantes. -Falou Caleb. -Os jogos de graduação se aproximam, e já temos a listra de quase todos os participantes. Porém, acabamos de fazermos uma reunião, e entremos a um consenso que seria seguro que adiássemos os jogos por mais algumas semanas, por medidas de segurança.
-E o que os anciões acham disso? -Elion questionou.
-Não levamos a proposta para eles ainda. -Almerinda respondeu. -Mas o conselho concordou com nossa decisão.
Elion sentou em uma cadeira e após cruzar as pernas falou.
-Enquanto eu for Regente, o concelho não terá mais voz no poder. -Aquelas palavras tão repentinas chocaram os presentes. O concelho nada mais era que os espíritos dos vários magos mais poderosos que viveram no clã do Sol e da Lua, incluindo a própria Lua, e renega-los, seria insano, já que vem deles a energia utilizada nos ritos de Magia Negra. -Acredito que os anciões e os líderes das casas mais antigas de nosso clã não ficariam satisfeitos com essa decisão, os jogos de graduação continuarão, não permitirei que David e seu grupo interfiram em nossas vidas, e para os jogos, só preciso de cinco de vocês, em outras palavras, estou escalando, Agatha, Flamel, Jiho e Evelyn para investigar e cuidar das anomalias que estão surgindo no mundo, os demais ficaram comigo nos jogos.
Caleb baixou a cabeça em concordância e voltou para os lados dos demais.
-Senhor. -Disse um dos cães da Agatha pedindo autorização para falar. -Descobrimos a pouco tempo que uma das anomalias foram causadas por Huhlvan, aparentemente, ele usou sua Excalibur e trenou toda a magia do reino de Avalon. -Após ajeitar seus óculos ele prosseguiu. -Isso praticamente fez com que toda a ilha fosse para o fundo do oceano.
-Lincy e Swan, vocês poderiam dá uma olhada para mim? Obrigado.
-Mas. -Swan falou olhando para pandora, porem baixou a cabeça e completou. -Yes, My Lorde. -Se retirando ao lado do garoto.
-Se me derem licença, acredito que vocês podem deixar os papeis dos jogos aqui e se retirarem, estou cheio de problemas por hoje, eu só quero descansar antes dos jogos.
-Compreensível.  -Falou a mãe de Shin vendo seu filho entrar no salão. -Ao estalar os dedos um símbolo surgiu abaixo de seus pés e levou ela, os outros seis membros que estavam ao seu lado consigo e os guardas e cães, desaparecendo em meio ao nada.
-Perdi alguma coisa? -Shin perguntou ao entrar com os cristais no salão.
Sorrindo Klaus o estendeu a mão e disse:
-Você não perdeu nada de mais, Shin Jiho, suponho.
-Hai. -Respondeu o garoto segurando na mão do homem a sua frente.
-Os sorrisos de vocês são bem parecidos. -Iago fez uma observação.
-E desde quando você repara no sorriso de meu Shin? -Violet questionou.
-Eu tenho olhos sabia? -Iago falou de forma séria.
-E desde quando eu sou seu? -Shin a questionou.
-Desde o momento que eu decidir. -Respondeu Violet.
A maga da ametista havia mudado seu jeito de se vestir radicalmente, seu cabelo estava preço em um tipo de rabo de cavalo lateral, e suas roupas lembravam as de uma cantora pop norte americana, só que de uma forma ainda mais vulgar e sexy, e a única coisa rosa que ela cogitava era a ametista presa por um cordão de ouro em seu pulso
-A quanto tempo Elion. –Angel falou indo em direção ao seu Regente que se colocou de pé, para abraçar o mais jovem.
-Também quero um abraço. -Falou Ivy se aproximando com seu urso.
-O que nos traz aqui? -San perguntou.
-O grande torneio de graduação se aproxima. -Felipe tomou a palavra. -E vocês iram participar.
-E o que ganharemos com isso? -Alex perguntou.
-Além de um título no alto escalam, um desejo realizado, claro que o desejo será feito pelo líder das casas correspondentes, mas como vocês não possuem um líder, caso ganhem, poderá vocês mesmos fazer tal pedido. – O mestre dos Brinquedos respondeu
-Qualquer coisa? -Questionou Alan.
-Qualquer coisa que não vá contra as leis. -Completou Elion.
-O.K. -Falou Castiel. -Iremos participar
-Shin também irá. -Felipe disse pegando os papeis deixados pela Cúpula.
-Como é que é? -Perguntou o coreano confuso.
-Sua inscrição foi feita pelo líder de sua casa, em outras palavras você não pode recusar.
-Que casa, eu não... -Após ver a folha que Felipe cogitava ele prosseguiu. -Rapariga.
-Como você acabou de ver, sua mãe o escreveu ao torneio. -Felipe falou para os demais.
-Rapariga. -Klaus, repetiu as palavras do mais jovem.
-E por falar em rapariga, o que lhe traz aqui Klaus? -Elion perguntou.
-Quero me nomear líder de minha casa. -Respondeu o tatuado.
-Por mim tudo bem.
-Perdão. -Falou Samanta que até então havia a passado por despercebida. -Minha senhora me obrigou a ficar e ser contra, acredito que devo desafiar Klaus pelo poder.
-Por mim tudo bem. -Elion voltou a repetir suas palavras sentando-se novamente naquela cadeira que lembrava um trono.
-O.K. Então quando iremos decidir isso? -Perguntou Klaus.
-Agora mesmo. -Elion Falou fazendo um gesto para que todos abrissem espaço.
Com um sorriso irônico Klaus caminhou ao lado de Samanta até o centro do salão e após olhar para Shin sorriu, sendo atingido por um soco dado por Samanta, que havia ampliado sua força com o uso de magia, fazendo Klaus voar para o outro lado do salão.
-Mas já começou? -Perguntou Alan.
-Assim que eles chegaram ao centro do salão, pelas regras podem começar a batalha. -Respondeu Pandora admirando o sangue escorrer da boca de Klaus.
Elion apenas olhava atentamente para um dos lados do salão que permanecia vazio.
Após fazer alguns sinais com a mão, Samanta respirou fundo e cuspiu uma rajada de chamas para cima de seu oponente.
-Caralho. -Falou Shin surpreso. -Ela sabe fazer Jutsu.
-Não faço ideia do que você está falando, mas essa garota é foda. -Castiel disse boquiaberta.
Mesmo aquela onda de calor atingindo todo o ambiente, uma anomalia se formava onde Klaus estava, ricocheteando as ondas próximo a ele para um outro lugar.
Com o sangue que escorria de sua boca, Klaus havia feito um símbolo no chão, conjurando uma barreira.
Após uma das inúmeras tatuagens de Klaus ficarem com um brilho dourado, ele estendeu suas mãos e uma enorme espada surgiu no ar e ele o agarrou.
-As tatuagens no corpo dele, são símbolos? -Castiel questionou.
-Sim. -Ivy respondeu. -Isso economiza tempo, pois ele não precisa desenhá-los, porém, apenas um mago bastante habilidoso consegue conjurar através de marcas em seu corpo.
-Não admira ele quere ser o líder da casa. -Falou Angel.
-Se por um lado Klaus é habilidoso por conseguir conjurar através de suas tatuagens. -Shin havia tomado a palavra. -Samanta também é, por conseguir criar simbologias através de movimentos feitos com suas mãos.
-Admito que o poder desses dois sejam fora do normal, mas o antigo líder da casa da Simbologia, Stiven, mesmo desenhando seus símbolos a mão, poderia os conjurar com sua energia, ou até mesmo usar seus poderes apenas pensando no símbolo, isso sem contar que o mesmo conseguia criar novos símbolos de acordo com sua necessidade, e além do mais, ele recusou mais que três convites para ser um dos membros da Cúpula. -Pandora falou de forma banal.
-Porra. -Disse Angel. -E onde ele está no memento?
-Isso não posso dizer, é um tabu. -Pandora o respondeu o olhando nos olhos.
-Tabu? -Questionou Lance.
-Quando um mago extremamente poderoso, a pondo de seus poderes chegar a ultrapassar o da Cúpula morre, seu corpo é consagrado pelos anciões e o lugar exato de seu sarcófago é confidencial e restrito a poucos magos, revelar onde fica esse lugar, condenaria aquele que falou e aquele que ouviu a morte. -Disse Felipe de forma sombria e fria.
-Amaterasu. -Gritou Samanta fazendo um círculo de runas aparecer flutuando ao redor de seu corpo.
Erguendo uma de suas sobrancelhas, Klaus disse:
-Mesmo sendo uma forma impura e incompleto, me admiro uma garota de sua idade conseguir usá-lo.
  -Deixe para se admirar depois da batalha. -Samanta o respondeu.
Ao estender sua mão, Samanta estalou os dedos, e o círculo que cercava seu corpo agora estava ao redor do de Klaus, e ao estalar uma segunda vez, uma onda de energia consumiu o lugar onde ele o estava e quando a energia se dissipou, nada além de um buraco no chão havia restado.
-Essa foi por pouco. -Falou surgindo por trás da garota, que rapidamente avançou para a frente e se virou conjurando um símbolo a baixo de seus pés. -Uma de minhas tatuagens é um símbolo de locomoção de mateira, em outras palavras, conseguir me teletransportar antes de ser pego pelo seu círculo magico, se force uma forma completa e pura de um Amaterasu, acredito que eu estaria morto, como não era, encontrei algumas brechas e sai, o triste que não deu tempo de salvar minha espada.
- Draco rex Spiritu. -Samanta falou conjurando desta vez o espirito de um dragão chinês.
Quando as tatuagens de seu oponente começaram a brilharem, ele foi atingido pelo espirito, que o atirou contra a parede, o deixando inconsciente com o impacto.
Ofegante Samanta olhou para seu Regente que ao se levantar disse:
-Foi uma ótima batalha, e sendo assim, nomeio Samanta como a segundo em comando na casa da Simbologia.
-O que, mas ela ganhou. -Falou Castiel.
Na direção onde Elion passou boa parte do tempo olhando, Klaus surgiu sem demostrar um único sinal de cansaço ou um mero arranhão, e a figura que estava desmaiada desapareceu ao vento.
-Mas como. -Shin questionou-se.
-Assim que a batalha começou, e antes de Samanta o tocar, ela e todos vocês foram presos em uma ilusão, Klaus, não moveu um único musculo, ele apenas esperou sua oponente gastar sua energia para só então atacá-la, coisa que não cera necessário, pós o nomeio líder de sua respectiva casa. Samanta, você foi muito bem, parabéns, mas ainda lhe faltar bastante experiência.
-Fico grata pelo elogio, meu senhor. -Disse a garota sentando no chão, cedendo ao seu cansaço.
-Agora a senhorita, o que a traz aqui? -Elion perguntou a Pandora.
Livrando-se de seu manto, ela mostrou sua enorme barriga.
-Preciso de vossa ajuda, meus bebes estão morrendo.
-Impossível, um homúnculo não pode engravidar. -Shin falou surpreso.
-Eu estava cansada de viver sozinha, então fiz um rito a muito tempo esquecido...
-E foi por causa disso, que você me roubou e me passou a perna? -Swan disse entrando sendo segurada pelo Lincy.
-O que vocês fazem aqui, eu disse para investigar Avalon. -Disse Elion.
-Sem sinal da ilha. -Respondeu Lincy ainda segurando a garota.
-Vou te matar sua puta! -O Cisne negro gritava.
-Swan acalme-se, o que está feito está feito e isso foi inevitável, agora aproxime-se. -Disse Elion para a mais velha, pondo sua mão sobre a barriga da mesma.
-O poder do yin-yang da espada do Hou, deveria sustentar uma criança em meu ventre, mas...
-Mas são duas, e o pode espiritual do yin-yang, absolvido pela espada espiritual feita por Hou não era capaz de sustentar duas vidas.
-Exato, e é por isso que vir aqui. Por favor, meu senhor, ajude-me, pagarei o preço adequando para por isso.
-Quero um de seus filhos. -Elion disse em seco.
-Como? -Ela falou confusa.
-O que você mais almeja, são essas crianças, afinal você não suporta mais passar a eternidade sozinha no tártaro pagando por seus pecados, então a única coisa de valor que você possui ou possuirá são as memorias da infância, destas crianças, e eu quero isso, acredito que seja um valor justo.
Swan sorriu diante o posicionamento de Elion.
Baixando a cabeça, Pandora concordou, afinal aquilo era necessário para salvar a vida de seus filhos, e além do mais, ela teria a outra criança para a consolar.
-Tem mais uma coisa, você precisou de meu sangue para dá inicio ao ritual, não foi mesmo? -Elion questionou. -Rituais feitos com meu sangue é estritamente proibido, e você manipulou um dos membros da Cúpula para isso, sem contar em varias outras leis que você infligiu, como revelar a localização do templo onde os espíritos originais do Yin-Yang estão, e devido a isso, ficarei com a outra criança, como pagamento pelo seu perdão.
-Caralho. -Disse Swan.
-Ele está pior que minha mãe. -Ressaltou Shin.
Vendo pandora perder seu chão e cair de joelhos e sentir suas lagrimas molharem seu corpo, Elion mordeu sua própria mão, a rasgando e ao se aproximar do homúnculo a sua frente a fez beber seu sangue.
-Que assim seja feito, tenha essas crianças e a deem para mim. -Elion sentou e, seu trono e disse por fim. -Aproposito quem é o pai?
Secando as lagrimas e limpando a boca, Pandora respondeu.
-Felipe, conhecido como o mestre dos brinquedos.
Sorrindo Lincy disse batendo nas costas dele:
-Parabéns você vai ser papai...
O corpo de Felipe caiu sobre o piso.
-Ue... é apenas um boneco? -Questionou Shin.
-Normal, eu também fugi quando soube que seria pai. -Falou Klaus sorrindo.
Elion fechou os olhos e por um breve momento lamentou pela pessoa que ele estava se tornando, mas era inevitável, e ele já sabia disso, afinal, tudo não passa de uma peça teatral escrito pelo Destino.



III
Carregando uma xícara com chá, Kate caminhou até a velha bruxa e o jovem Hou, quando deixou sua xícara cai.
-Algum problema? -Perguntou a velha.
Os olhos de Kate haviam ficados brancos e seu corpo mais pálido que o normal.
“Uma criatura alada com vários pares de asas brancas surgiu pairando sobre os céus, com céus longos cabelos vermelhos e seus olhos azuis.”
-Kate, Kate. -Gui falava a balançando. -O que você viu? -Perguntou ele ao ver seus olhos voltando ao tom azul de sempre.
-A morte, eu vir a morte de todos nós.


J. Aeff

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